sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!!!

No dia 20 de Janeiro a taxa de câmbio euro/dólar caiu abaixo da sua média móvel de 200 dias, um facto digno de nota porque só acontece de tempos a tempos. Como se pode ver no gráfico, desde 2008 só houve mais 2 cortes desta média móvel: Agosto de 2008 - e a taxa de câmbio caiu até Novembro -e Maio de 2009- e a taxa de câmbio esteve a subir até Dezembro.
Não sabemos se são os mercados financeiros que comandam o sul da Europa ou se é o sul da Europa que comanda os mercados financeiros.
Foi a queda do euro que acabou com a música de Zorba o grego, com a fiesta em La Moncloa e levou à erupção do bailinho da Madeira? Será que o euro já sabia em 20 de Janeiro que a Madeira ia dar o seu contributozinho para os nossos buracos orçamentais? Ou foi o rombo das contas dos Estados do sul que levou à queda do euro?
Nunca sabemos bem qual é o sentido da coisa.
Só se sabe que quem apostou no final de Janeiro que o euro ia cair fez uma boa aposta. É esta a beleza dos mercados eficientes, são antecipáveis.

E, yo no creo en brujas…

Luis Rosa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UMBIGOS


O umbigo da classe política – chapeau às excepções - parece um labirinto que os impede de encontrar a saída ou então um poço que os faz andar à roda, à roda, à roda.
A coisa está brava. Mas o protótipo da nomenclatura partidária não arreda as palas e fixa obsessivamente o que lhe estabeleceram como objectivo do mês.
Exemplos não faltam. O desplante que constitui a Lei das Finanças Regionais – leia-se a forma oficial de calafetar, ainda mais e de novo e em plena crise, o governo da Madeira – é apenas um.
Mas falemos de coisas bem melhores...
A polémica pré-eleitoral acerca dos grandes investimentos serve. De um lado, os grandes investimentos eram o zénite e o nadir da política económica e essenciais para arrastar o investimento privado e para relançar o País numa era de desenvolvimento. Do outro lado, os grandes investimentos eram, no auge da guerra pré-eleitoral, para arrasar. Teriam de passar por um crivo apertado e boa parte seria abandonada. Por exemplo, o TGV.
Andava tudo distraído? A questão não passa exactamente por opções (supostamente) ideológicas. Não vale a pena inventar divergências que não existem. A coisa é mais simples: a farra vai depender da quermesse e a quermesse está fraca, muito fraca.
O défice do Estado foi 9.3% e a dívida pública vai a caminho de 80% do PIB. Estes números podem não dizer muito mas querem dizer que não há dinheiro, ponto. Não vale a pena polemizar virulentamente. Não vale a pena confrontarem entre si verdades totais. Os grandes investimentos vão fazer-se em versão minimalista, à velocidade de comboio-correio e despachados para as calendas.
Mas isto passava ao lado de muita gente, em especial, dos que imaginam o Universo um apêndice do seu umbigo.

Luis Rosa

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IN PORTIMÃO

Plano de Pormenor da Horta do Palácio
O layout do plano apresentado mostra uma área de intervenção situada no centro de Portimão com (mais ou menos) os seguintes limites:
Praça 1º de Maio, Nacional 24, Av. Miguel Bombarda, R. do Pé da Cruz. Esta zona corresponde à actual localização do edifício da Câmara M. de Portimão, do estádio, pavilhão gimno desportivo e auditório municipal.


Segundo a proposta, o edifício da Câmara será mantido sendo ampliado na parte posterior para albergar os serviços municipais e uma loja do cidadão de segunda geração; segundo a secretária de Estado da Modernização Administrativa, sintetizou, “os utentes têm uma atitude cada vez menos complacente e tolerante para o mau atendimento, a burocracite e a sobrecarga administrativa, exigindo um serviço de qualidade”.

Do total da área, 5 hectares serão destinados a espaços verdes de lazer que incluem um parque geriático e um infantil, campos de petanca e jardim da musica. Os edifícios a construir destinam-se a um conjunto habitacional, uma torre de serviços e um estabelecimento hoteleiro. Está ainda contemplada uma zona de apoio a feiras e eventos e estacionamentos públicos com uma capacidade para 420 lugares.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2010

Um contributo do design gráfico para a adaptação à nova realidade nacional e internacional












sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

QUARTEIRA 1934

Interessante (e rara) esta planta de Quarteira, datada de 1934. O original é um desenho a tinta da china sobre tela.
À escala 1/1000, esta planta revela-nos um fragmento do tempo de Quarteira.
A actual Rua 25 de Abril era designada por "Rua Direita" e a Rua Vasco da Gama era designada por “Rua Direita da Praia“; a pequena Rua do Morgado é o que resta do “Caminho de Boliqueime“ e o Largo dos Pescadores era designado por “Largo da Atalaia“; a Rua Engº Duarte Pacheco era designada por “Rua do Correio“.
Em frente à praia, onde hoje se encontra a Praça do Mar, havia um campo de ténis.
A zona dos “Cavacos“ era ocupada sobretudo por lavradio e figueiras.
São assinaladas “cabanas de alvenaria com cobertura de junco“ e "cabanas só de junco“.
Na envolvente do Mercado é assinalada a existência de um “Forte em Ruínas“.
Pouco resta desta Quarteira de 1934 e é pena que o pouco que resta vá sucumbindo à voracidade do tempo, sucumbindo assim também a nossa memória colectiva.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O TI OLÍMPIO

O ti Olímpio semeava calotes pela aldeia. Mas também tinha uma grande lábia e para cravar mais um copo na taberna garantia que, só vacas, tinha pra cima de vinte. E lá ia o copito. Um dia alguém alertou furioso que - qual 20 vacas! – eram só duas e nem sequer eram vacas, eram ovelhas mal tosquiadas.
Com os gregos aconteceu o mesmo. Andaram anos a partir pratos e a varrer os cacos para que ninguém visse. Depois das eleições do Outono alguém viu. Agora, os gregos estão à rasca. E o problema é que não estão sozinhos fazem parte da confraria do euro, ou seja, o que os rapazes andaram a fazer e a esconder vai cair em cima de todos os confrades.
No início de Dezembro, quando ninguém estava preocupado com a Grécia, 1 euro valia 1.51 dólares. Hoje, com os empurrões gregos, vale 1.41, caiu num mês e meio 6.6%.
Mas, também é verdade, que na Europa actual todos somos um pouco gregos: vivemos acima da fasquia, devemos um horror de massa, o Estado está cheio de dívidas e temos uma demografia danada. As chamadas elites – incluindo as partidárias - também são o que são. Agora que o Orçamento do Estado está a ser burilado – ou leiloado – porque não olhar para a Grécia e para as suas ruínas?

Luis Rosa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DAN BROWN

(carta de Dan Brown à Maçonaria)

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CONFERÊNCIA
Dos Mistérios Antigos ao Novo Paradigma da Ciência.
Comentários a «O Símbolo Perdido» de Dan Brown
SEXTA-FEIRA, dia 15 de Janeiro, 19h30
Paulo Alexandre Loução, Escritor,
Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
ENTRADA LIVRE
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SEMINÁRIO
Os Grandes Temas de «O Símbolo Perdido»
SÁBADO, dia 16 de Janeiro, das 10 às 13h
Paulo Alexandre Loução
Escritor, Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
INSCRIÇÕES ABERTAS
Programa:
-Mistérios Antigos: Egipto, Grécia, Cristianismo nos primeiros séculos;
-A Maçonaria e outros Movimentos Esotéricos: Rosa-Cruzes, Templários e o Graal, os sufis...;
-A linguagem dos símbolos;
-A maçonaria: e.u.a, washington;
-A arte;
- A ciência e o novo paradigma científico-espiritual: Ciência e Consciência;
-entre outros.
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ESPAÇO D. DINIS
[Av. António Augusto de Aguiar, 17 – 4º Esq., LISBOA]
organização da Nova Acrópole em parceria com a Ésquilo


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ái ti

Imagens do Palácio Presidêncial antes e depois do sismo de ontem no Haiti.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA

Em 1963, um habitante de Derinkuyu (na região da Capadócia, Turquia), demolindo uma parede da sua casa, descobriu que detrás da mesma se encontrava una misteriosa habitação; esta habitação comunicava com outra, e outra… Por acaso tinha descoberto a cidade subterrânea de Derinkuyu, cujo primeiro nível deve ter sido escavado pelos hititas por volta de 1400 a.C..
Actualmente estão descobertos 20 níveis subterrâneos.

A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no sub-solo para se protegerem das frequentes invasões que sofreu a Capadócia e também pelos primeiros cristãos.


As galerias têm espaço para pelo menos, 10.000 pessoas que se podiam trancar em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra.
Derinkuyu tem um túnel de quase 8 km que conduz a outra cidade subterrânea , Kaymakl.
As “casas” são suficientemente grandes para conter uma família, os seus animais domésticos e o armazém de alimentos.
Nos níveis recuperados foram identificados estábulos, refeitórios, uma igreja (de planta cruciforme de 20 por 9 m, com um tecto com mais de 3 m de altura), cozinhas , adegas, lojas de alimentação, uma escola, numerosas habitações, incluindo, um bar.
A cidade beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um bom sistema de ventilação (52 poços de ventilação).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BIBLIOTECA DIGITAL UNIVERSAL


Está lançada a Biblioteca Digital Mundial, uma prenda das Nações Unidas.
Com um carácter essencialmente patrimonial que permite dar a conhecer as culturas do mundo em diferentes idiomas. Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes e explica em sete línguas as jóias e as relíquias culturais de todas as bibliotecas do mundo.
Entre os documentos mais antigos encontram-se o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos astecas que constitui a primeira menção ao Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvendando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos; estelas chinesas; a Biblia de Gutenberg, etc..

3 MORADIAS EM BANDA


B
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I
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Conjunto de 3 moradias em banda com cave, rés do chão e 1º andar implantadas numa zona de campo. Cada uma constituída por garagem, 3 quartos, sala, cozinha e 4 casas de banho.

Colaboração: arquitecto João Jesus

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UM BOM ANO DE 2010

Para este novo ano gostava:

1- de poder entregar os projectos por via electrónica;

2- que não me pedissem mais fotocópias do bilhete de identidade (devem lá ter quase uma resma);

3- que os processos fossem analisados não direi rapidamente mas no mínimo cumprindo os prazos legais;

4- não ter de responder a três ofícios solicitando elementos há muito entregues;

5- não precisar de consultar três ou mais diplomas legais para projectar um corpo de escadas;

6- que não me pedissem elementos com base em legislação revogada;

7- que não pedissem os projectos de águas pluviais, escavações e contenção periférica de um processo de alteração de uma casa de banho;
8- que fossem criadas medidas que evitassem a lufada de falências na construção civil na região;
9- ter zonas verdes "uzáveis";
10- que fossem acarinhados os processos de alteração ou reabilitação dos imóveis degradados;
11- que o peixe de cá, fosse vendido por cá, num local menos "típico";

12- que a " allsae " não fosse chatear o Ti Manél senão este ano não há medronho p'ra ninguém.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

INCENTIVOS À INOVAÇÃO

Até 31 de Janeiro de 2010 podem ser entregues as candidaturas aos Incentivos à Inovação no âmbito do Q.R.E.N..
As tipologias dos projectos enquadráveis são:
- Produção de novos bens ou melhoria significativa dos actuais;
- Adaptação de novos ou melhores processos;
- Expansão da capacidade de produção em actividades de alto conteúdo tecnológico ou com procuras internacionais;
- Criação de unidades ou linhas de produção de grande impacte;
-Introdução de melhorias tecnológicas.
Na área do turismo os projectos a apoiar são os que apostem num elevado perfil diferenciador ou que apliquem tecnologias modernas.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

21 DE DEZEMBRO

Residência de Inverno

PARA UMA POLÍTICA PÚBLICA DE ARQUITECTURA EM PORTUGAL

O Documento com as conclusões do 12º Congresso dos Arquitectos votado no passado dia 12, pode ser consultado Aqui.
A moção propõe 40 medidas a serem consideradas pelo XVIIIº Governo Constitucional, Governos Regionais, Autarquias e Sociedade Civil, ordenadas nos seguintes tópicos:
1- ARQUITECTURA E AMBIENTE CONSTRUÍDO
. Ordenamento e Reabilitação de Cidades e Territórios
. Combate às Alterações Climáticas e Sustentabilidade de Cidades e Edifícios
2- ARQUITECTURA E CULTURA
. Inovação e Criatividade em Arquitectura
. Conservação e Valorização do Património Arquitectónico
3- ARQUITECTURA E EXERCÍCIO PROFISSIONAL
. Legislação, Encomenda Pública e Defesa dos Consumidores
. Habilitação, Capacidade e Responsabilidade Profissional
4- ARQUITECTURA E CIDADANIA
. Participação dos Consumidores e dos Cidadãos
. Educação com a Arquitectura.

IDADE DAS TREVAS


Este ano sugerimos para prendas de Natal as velas.
Quem diz velas, diz lanternas, lamparinas, "petromax" , castiçais, candeeiros a petróleo, qualquer coisa que ilumine em alternativa à R.E.N.. Esta nossa sugestão não aparece na sequência da (malfadada) conferência de Copenhaga, os valores ambientalistas desta fez foram suplantados por valores mais prosaicos, é que por estas bandas, começa a ser corrente, não a electricidade mas a falta dela.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

TAXAS E LICENÇAS DA CÂMARA DE LOULÉ

Quanto custa na Câmara de Loulé uma fotocópia A4, uma licença de porte de arma, a utilização do pavilhão desportivo municipal, uma vistoria, um bilhete para o museu, a ocupação da via pública? A lista foi actualizada e pode ser consultada AQUI.

HOJE A CASA PODIA TER VINDO ABAIXO


O último "poste" feito com este marcador foi, curiosamente, sobre o terramoto de Aquila.
O sismo desta noite, apesar de ter sido o maior dos últimos 40 anos (magnitude 6), aparentemente não causou estragos, apenas alguns objectos caídos das paredes e das prateleiras, não se ouviram sirenes e no café local, misteriosamente, a maioria dos fregueses nem deram por nada.
Muitos que o sentiram assustaram-se (principalmente no Algarve), tendo ficado à espera de réplicas, no total 20 mas não sentidas, ou de ondas gigantes, melhor ficou quem estava a dormir e não acordou porque de onde este veio muitos outros virão.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ÀS 4ªs É DIA DE FEIRA


Com séculos de existência, as feiras e mercados fazem parte da nossa identidade, do nosso ser colectivo, são sem dúvida uma expressão fortíssima da nossa cultura. No início de cada ano é um prazer comprar o "Borda d`Água" e ficar a saber a que dias acontecem por todo o país... e na nossa terra.
Este modo diferente é uma riquíssima paleta de cores, sabores e odores, um sabor genuíno, momento de encontro, vizinhos, fregueses e todos os outros, comprando, vendendo, regateando... construindo e afirmando uma parte da nossa identidade.
Desde sempre, aqui e em qualquer lugar do mundo, os mercados e feiras tradicionais instalaram-se nos lugares centrais das aldeias, vilas e cidades, por uma razão: são eventos de proximidade.
Hoje, tal como no passado, suportam uma complexa matriz de factores sociais, económicos e culturais, com forte impacte onde ocorrem.
Sendo os embriões dos modernos centros comerciais, destes se distinguem por vários factores, destacando aqui novamente a questão da proximidade.
Diferente de ir a um evento é que esse evento se desloque até nós.
Lisboa (Feira da Ladra, Feira do Relógio,...), Paris (em frente ao Palácio da Justiça, na Porta de Versalhes,...), Madrid (El Rastro), Londres (King`s Cross), Hong Kong (Stanley Market)... orgulham-se dos seus mercados e feiras, sempre presentes bem no centro da cidade. Organizados, disciplinados, acessíveis.
Muito para além de serem apenas um lugar de trocas comerciais, conquistaram uma tal relevância que passaram a integrar os roteiros e circuitos turísticos, valorizando e promovendo, nacional e internacionalmente, as vilas e cidades onde ocorrem.
Constituem muitas vezes o maior veículo de promoção de determinadas localidades.
Pela sua grande capacidade atractiva, contribuem de uma modo particular para a dinamização da economia local, considerando a quantidade de visitantes que acorrem nos dias de mercado.
Às 4ªs feiras, Quarteira vai deixar de ter feira na cidade. Vai ser deslocalizada para a Fonte Santa, quebrando-se assim aquele elo fundamental, a proximidade.
Quarteira vai perder mais um pouco da sua alma.
Alguém decidiu assim... pessoalmente discordo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BOA COMPRA OU MÁ VENDA

O gráfico mostra que começou em 2003 uma tendência de desaceleração do crédito à habitação do sistema bancário português. Desde então a taxa de crescimento do volume de crédito passou de 16% ao ano para 2,3% em Setembro passado.
Estamos ainda a contabilizar quase 7 anos de abrandamento deste agregado de crédito.
Temos de pensar que sem o dinheiro dos bancos não havia compra de habitação, esta é a primeira nota. A segunda é que a desaceleração deste volume significa, com grande probabilidade, uma deseceleração ainda maior da procura de casas. E, terceira nota, esta redução da procura teve um impacto negativo sobre o preço dos imóveis.
Para quem tem casa esta evolução parece neutra porque pensamos que a casa tem um valor de uso que se mantém e que o seu preço de mercado é irrelevante para quem não quer comparar nem vender. Mas pode não ser. Alguém que comprou uma casa e vê outras melhores a serem vendidas ao mesmo preço pode ter algum incómodo que advém de sentir que está a incorrer num custo de oportunidade. Aqui está uma má notícia.

Para quem tenciona comprar casa, do ponto de vista das condições do mercado, o gráfico sugere que os preços estão em patamares baixos. É uma boa notícia.

Outra possível boa notícia é que nos próximos meses pode ser confirmado que este é o nível mínimo e que, devagar, os preços vão começar a subir.

Devagar

(fonte: Banco de Portugal)

Luis Rosa

DANÇA DAS CADEIRAS





Este Diário da República está uma seca.

É só nomeações, louvores e
alterações de composição de comissões.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

À VARA LARGA (ou como se glosa alarvemente com trocadilhos manhosos)


A malta das fábricas têxteis, de calçado, de cablagens, etc. está a ser despedida à grande, à francesa, à canadiana, à tudo. Puf, foi um ar que lhe deu. Os idosos andam a contar os tostões para a farmácia porque já não chega para a cozinha.
Mas cada vez há mais topos de gama nas ruas e gente a aferrolhar-se em condomínios privados. Na gíria, há cada vez mais sinais exteriores de riqueza. Na pop, anda muita gentinha a viver à vara larga.
Mas ninguém sabia de onde vinha o dinheiro. Agora continuamos sem saber até porque é politicamente incorrecto julgamentos na praça pública, sobretudo, de gente influente. Temos de ser todos burros. Mas a suspeita já ninguém nos tira. E temos a suspeita de que nos últimos anos houve óleo de sucateiros que escorreu para bolsos da arraia miúda, para gente de empresas mais ou menos públicas. Untou as mãos de directores para pagar pequenos enganos ou prescrições de processos. O óleo das sucatas foi usado para untar, ou não é mesmo para isso que serve o óleo?

Tás praí a pensar este tipo é básico... não vai além de trocadilhos ridículos.

Mas tenho direito a todos os trocadilhos ridículos, porque me parecem bem e parece-me bem insistir em trocadilhos ridículos com varas e penedos e sucateiros. Eu quero lá saber que me digam que tenho mau gosto ou um sentido de humor alarve. Este país parece um penedo, uma sucata e o meu humor encaixa na perfeição. Este país, onde vale tudo, é agarrado pelos interstícios por um sucateiro.
Porque isto cheira mal, mal a sério. Cheira mal o óleo e o desplante, o à vontade, o sentido de impunidade. Isto cheira pior do que uma matilha de porcos.
Luis Rosa

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A FESTA DA BANDA DESENHADA

Este ano o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora comemora 20 anos. Até ao dia 8 de Novembro, estão patentes as seguintes mostras:
- 50 anos de Astérix
- 50 anos de Maurício de Sousa
- Sonno Elefante
- As paredes têm Ouvidos, de Giogio Fratini
- Colectivas de autores da Polónia e Canadá
- Retrospectiva de Héctor Oesterheld
- Uma mostra de Rui Lacas
O Festival faz ainda uma homenagem a Vasco Granja.
Para além das exposições, há também a presença de autores, o espaço infantil e diversas actividades de animação.

- Forum Luis de Camões, Brandoa, junto ao C. C. Colombo-

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MEMBROS DO CÍRCULO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA E GEOMETRIA SAGRADAS "LIMA DE FREITAS" - I ENCONTRO


PROGRAMA


Sábado 7 de Novembro 16h.-19h.
entrada livre
Espaço D. Dinis - Av. António Augusto de Aguiar, 17- 4º esqº. - Lisboa
Organização - Nova acrópole

É SÓ MUSICA?


terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MODERNO AO SUL



É raro assistir no Algarve a um evento de promoção e divulgação da obra de um arquitecto algarvio, mas a partir de hoje e até final de Novembro, é possível visitar a exposição da obra de Manuel Gomes da Costa, em Faro.
Este arquitecto, cujos projectos estavam muito marcados pela corrente da "escola do Porto" e por Óscar Niermeyer, abriu uma brecha na região para dar entrada ao modernismo. Segundo os seus valores, a arquitectura devia ser "leve, solta, democrática, humana, adaptada ao lugar e ao clima".
São obras suas, o edifício Tridente e o Colégio do Alto em Faro, a Cooperativa Agrícola de Stª. Catarina da Fonte do Bispo e muitas moradias em vários pontos do Algarve, algumas delas já demolidas.
0000
Museu Municipal de Faro até 29 de Novembro.
A exposição segue depois para Vila Real de Stº. António, terra natal do autor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

POLÍTICA E TERRITÓRIO

I-Introdução

O território tem de ser lido como um bem geracional, um bem colectivo.

O território é o lugar onde o nosso passado se construiu, onde o nosso presente acontece.

Há que ter cuidado pois é do futuro que estamos a falar.
Por imposição das normas europeias foi, na década de 90, essencial a elaboração dos P.D.M.`s. Esta 1ª geração de P.D.M.`s é alvo fácil de críticas: feitos à pressa (da sua execução e aprovação dependiam muitos financiamentos europeus), sem conteúdo estratégico, estanques, castradores do "devir". Fez-se o que se pôde.
Fácil é criticar. Mas agora os tempos são outros.
II- Identificação
Ninguém terá dúvidas que o concelho de Loulé é um dos mais ricos em diversidade. Um território que se estende do litoral até ao Alentejo.
À conhecida afirmação "litoral, barrocal e serra" não houve qualquer correspondência em termos de identificação estratégica do nosso território.
A este propósito vem a calhar recordar outra vez o famigerado R.M.U.E.: para quem leia este documento com atenção, fácil ser-lhe-á verificar que no mesmo não se vê vertida qualquer leitura estratégica sobre a riquíssima diversidade do nosso território.
Estabeleceram-se regras uniformes e redutoras, sem qualquer atenção às especificidades desta riqueza multifacetica.
III- Política
À Política o que é dos políticos. Ao Ordenamento o que é dos especialistas nesta matéria.
Esta afirmação não é para ser lida de um modo simplista. Na verdade assenta num desafio: que os políticos e os técnicos constituam verdadeiras equipas de trabalho, onde cada um saiba correctamente qual o papel que lhe cabe na prossecução de uma "grande ideia" de Território.
Concretizo.
Aos políticos cabe a enorme responsabilidade de identificar e estabelecer as metas estratégicas para o desenvolvimento do território.
Aos técnicos cabe-lhes uma missão de não menor responsabilidade: validar as estratégias, com base num trabalho competente e intelectualmente honesto, a partir do qual se estabeleçam os mecanismos para a ambiciosa política de gestão territorial.
Um diálogo elevado entre políticos e técnicos conseguirá, sem dúvida, levar a cabo essa tarefa, em prol das populações.
IV- Território
Jamais podemos esquecer que o Território, bem perecível, constitui uma das mais superiores mais-valias do nosso bem-estar.
O Território não pode, de uma vez por todas, continuar a ser alvo de "predadores".
Sendo o "sítio" onde vivemos, a sua Gestão é o resultado daquilo que no passado o transformou, constituindo o entorno onde hoje vivemos.
E aqui coloca-se um dos mais complexos desafios aos gestores da "causa pública": - saberemos ser suficientemente imaginativos, audazes e estrategas para estabelecer uma Grande Política de Território que, melhorando o nosso presente, seja um garante de qualidade de vida para as gerações vindouras?
Porque temos todas as condições para o fazer:
- pensamento e vontade;
- estratégia política e capacidade técnica;
- visão para a modernização do serviço público.
E no que refere ao funcionamento da "máquina administrativa" cabe aqui uma reflexão:
"Da ausência de liderança política decorre a degradação do serviço público".
V- Síntese do pensamento
A gestão do território só pode ser conduzida no sentido de:
- garantir a sustentabilidade de um bem perecível que a todos pertence, nunca esquecendo que aquilo que hoje decidimos condicionará o bem estar das gerações futuras;
- melhorar efectivamente a qualidade de vida das pessoas;
- incluir uma visão estratégica de futuro.
Num outro sentido, não menos válido, a gestão do território não pode:
- ficar condicionada a meras oportunidades circunstanciais;
- ficar apenas sujeita a vectores de natureza economicista.
Dito isto, há que estabelecer um novo "olhar sobre o território" e, com base em políticas inovadoras de gestão do mesmo, saber estabelecer novas regras e modos de funcionamento, operativas, holísticas e verdadeiramente vocacionadas para o serviço público.
Cabe aqui lembrar os grandes princípios da revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Porque quando falamos de Território falamos de oportunidades (liberdade), de distribuição equitativa de riqueza (igualdade), falamos de pessoas e de futuro (fraternidade).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SOPA DE LETRAS

Todos os anos, pelas vindimas, o F.M.I. vem anunciar, à boca de cena e de turbante de vidente, as suas previsões para o Mundo. Mas não se fica pelo simples perfil de bruxo, aspira a ter brilho de estrela para guiar os caminhantes na noite. Precisa que acreditem na sua luz.

Desde o Verão de 2007 que o Sol se finou e uma luz dá-nos mesmo jeito.

Entre os mortais fazem-se todo o tipo de apostas sobre: se a Primavera está a chegar, se o degelo já está a fazer subir o rio, se os salpicos de flores vão aumentar, etc. Na moda estão mesmo as apostas sobre o alfabeto. Aposta-se sobre a letra que nos vai cair em cima.

Será o V? O V diz-nos que depois de cairmos no abismo vamos regressar rapidamente ao nível de partida. É a aposta dos optimistas.

Será o L? O L diz-nos que vamos continuar a andar pelos infernos, nada vai melhorar. Esta é a aposta dos pessimistas.

Será o W? O W diz-nos que a actual Primavera só serve para revirar o ciclo das estações do ano porque o Inverno vai voltar e só depois se poderá respirar. Esta é a aposta dos pormenorizados.
Que letra virá então?
O F.M.I. veio anunciar que vamos ter a letra tipo L de biqueira levantada. Uma letra politicamente correcta, nem boa nem demasiado má. Vamos ter um crescimentozinho. Pouco mas vamos crescer.

Estão abertas as apostas.
Luis Rosa

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

RE-POSTAR

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores."

Platão


Voltamos a postar esta frase, sempre actual.

UNIDADES PRIVADAS DE SAÚDE

D.L. 279/2009 - Estabelece os termos de abertura, modificação e funcionamento das unidades privadas de saúde, nomeadamente:
- consultórios médicos e dentários

- centros de enfermagem

- unidades de medicina física e reabilitação

- laboratórios de anatomia patológica e patologia clínica.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

EXPERIMENTA DESIGN 2009

A Bienal Experimenta Design regressou a Lisboa para apresentar novos projectos que abordam a inclusão e coesão social.
Os eventos, que se prolongam até 8 de Novembro, irão decorrer em vários locais espalhados pela cidade, tornando esta Bienal num dos grandes eventos culturais de referência no panorama internacional.

MOÇAMBIQUE

Estão marcadas 3 eleições para Outubro em Moçambique o que juntamente com o Mundial de Futebol na África do Sul em 2010 faz rodar para a África Austral algum interesse português.
Isto, é claro, se a selecção nacional concretizar o que todos esperam.

Após a guerra civil em Moçambique, em 1992, iniciou-se um percurso que levou o país de uma economia conhecida pela exportação de camarão e de caju para outra em que o alumínio e electricidade são dominantes nas exportações. Outra forma sintética de se avaliar as mudanças dos últimos 15 anos é comparar as exportações de alimentos e de minerais e metais entre 1995 e 2007. Em termos globais, o crescimento da economia moçambicana é um caso de sucesso.

Exportações de Moçambique (% do total)

0000000000000 1995 00000000000 2007

Alimentos- 00000000000000000 66 000000000000011

Minérios e metais- 0000000000 2 00000000000000 64
Fonte: WDI, 2009

Infelizmente nem tudo está bem. Visto através dos indicadores de desenvolvimento Moçambique está numa situação extrema. Há uma melhoria geral das condições de vida mas essa melhoria não pode encobrir uma situação humana ainda extremamente débil. A generalidade dos indicadores de pobreza, educação, mortalidade infantil, saúde, etc. continuam a reflectir uma realidade muito difícil e que, mesmo no contexto africano, se compara desfavoravelmente.


Com grandes potencialidades em termos agrícolas e extractivos e voltada para a China e para a Índia, que têm aqui grandes carências, é preciso que o crescimento económico em Moçambique toque mais a generalidade da população e se contrarie uma economia dual em que 75% da população continua a viver com menos de 1.25 dólares por dia.

Talvez o Mundial sirva para alguma coisa.
Luis Rosa

MUITO MAIS DO QUE 10% DE MARGEM DE ERRO



terça-feira, 8 de setembro de 2009

JARDINS PÚBLICOS

A Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas (APAP) vai iniciar em 2010 cursos de formação para autarcas sobre jardins públicos e sustentabilidade.
Segundo a presidente daquela estrutura, Margarida Cancela d'Abreu :“Todos os presidentes de câmara querem jardins com relva e muitas flores embora a relva seja típica de países como a Inglaterra e a Irlanda e consumam muita água” ... “Os jardins têm de ter identidade, têm de ser feitos com plantas da região onde se encontram e têm de permitir às pessoas ver as mudanças de estação e, através da vegetação, saber se estamos no Verão ou no Inverno” ...
“A formação aos autarcas tem a ver, sobretudo, com questões de rentabilização da água e o uso de plantas de cada localidade nos jardins e nas rotundas”.

UMA IMAGEM PARA ASSINALAR O FIM DAS FÉRIAS - NO ALGARVE