sexta-feira, 15 de abril de 2011

REABILITAÇÃO - SEMINÁRIO

"A Construção Magazine organiza o seminário técnico “Reabilitação Low Cost” com o objectivo de contribuir e promover a reabilitação de qualidade com o mais baixo custo possível, analisando e discutindo princípios, processos e soluções práticas. - 4 de Maio - Centro de congressos da FIL."


A área de mercado da reabilitação urbana pode ser uma alternativa à actual crise do sector imobiliário. Nos casos em que seja mais económico restaurar constuções existentes, em vez de construir de raiz, poderão ser lançados no mercado imóveis a preços mais acessíveis. O arrendamento será talvez a opção mais viável tendo em conta que as dificuldades de acesso ao crédito para compra de imóveis vieram para ficar muito tempo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

OVERSHOOTING

Overshooting é um jargão de mercado que significa um comportamento de afastamento rápido e muito vincado face aos níveis de equilíbrio, face aos níveis normais.

Nessas circunstâncias, em que há, por exemplo, uma profunda perda de valor de um activo, os agentes são profundamente penalizados e são impelidos a decisões extraordinárias.

A dívida pública nacional está em overshooting, está a dar-nos o nosso tzunami.

Mas, overshooting ganhou em Portugal outro significado: acentuado descolamento dos decisores políticos da realidade financeira.

Torcer a realidade não resulta. Por isso, adivinhem quem vai ganhar o confronto: o governo ou os mercados de dívida?


Luis Rosa

terça-feira, 22 de março de 2011

VELHAS RUÍNAS


A reabilitação dos prédios urbanos antigos tem sido quase inexistente nos últimos anos, sendo agora tema da actualidade numa procura de alternativas para contornar a crise no imobiliário. Como disse, e bem, o presidente do Observatório do Imobiliário, ontem, no programa Prós e Contras, a reabilitação é feita em imóveis do século XIX com leis do século passado (REGEU 1951) a custos do século XXI. As normas urbanísticas em vigor dificilmente podem ser aplicadas na recuperação de prédios com 100 anos, dando como exemplo os dimensionamentos das regras de segurança contra riscos de incêndio e a nova lei das acessibilidades. As regras de arrendamento é outro dos problemas que se arrasta há tempo demais. Nos centros antigos das cidades, o abandono das casas passa por vezes, pela fraca valorização das zonas. Recuperar um imóvel que vai ficar ladeado por outros em ruínas, confinante com passeios estreitos e mal cuidados, sem lugares de estacionamento, longe de transportes públicos, com contentores de lixo do século passado, iluminação intermitente e segurança duvidosa, não são factores de estímulo para um investimento de reabilitação. Cabe às autarquias elaborar os planos de reabilitação urbana, investindo na implementação de medidas que proporcionem qualidade de vida a quem nelas queiram morar, trabalhar, visitar e investir. Viver nos centros urbanos tem as suas vantagens, normalmente dispõem na proximidade de muitas infra-estruturas e equipamentos que precisamos no dia a dia, nomeadamente de escolas, repartições públicas, comércio, equipamentos desportivos, jardins etc. Estas zonas têm, quase sempre, outra mais valia que são os quintais e logradouros que proporcionam áreas verdes privativas difíceis de encontrar nas “modernas” urbanizações. A reconversão das casas existentes pode ser muito apetecível para um mercado de jovens que possam recorrer ao arrendamento, que procuram habitações mais pequenas, que queiram ter à disposição, num percurso pedonal acessível as necessidades do dia a dia e que, claro, tenham pernas em forma para subir escadas na ausência de elevadores.

O JARDIM NO ESTENDAL, MUSAS E TELAS

NOVA EXPOSIÇÃO DO DIDIER

"Olá, a exposição já está inaugurada. A Zem Arte Galeria está aberta das 15:00h às 20:00h, aos fins de semana até mais tarde. O espaço é um trabalho de recuperação de antigos armazéns de tratamento da cortiça, oferece um serviço de café/bar com variedades de chá e chocolate quente, em São Brás de Alportel, próximo dos bombeiros.
A mostra é composta por algumas telas em acrílico e duas instalações nas quais utilizei elementos do meu trabalho mais recente na cerâmica, na escrita e na gravura com técnica mista."
até 27 de Abril.Zem Arte - Rua Vasco da Gama, Nº18 - tel. 289841316

quarta-feira, 9 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011




A exposição -"Dez Monumentais Esculturas Britânicas" - Museu e Estação Arqueológica do Cerro da Vila, em Vilamoura.
Este conjunto da Colecção Berardo, é representativo de três gerações de escultores, entre os quais se contam artistas mais consagrados e mais recentes.
Mais um pretexto para visitar as ruínas romanas.

GERMAN DIKTAT



O ambiente político europeu mudou de perfume. O projecto europeu mudou definitivamente. Falar hoje da adesão da Turquia ou de solidariedade europeia parece uma cena do Spielberg.
Os novos aromas que estão a vir do Reich são muito spicy. Angela Merkle, em contraste com anteriores Chanceleres, é a face dos rígidos sectores umbiguistas alemães.
Para a liderança alemã o euro é lateral.
Estes sectores estão apostados em trocar o apoio (mínimo) aos países endividados pela perda de soberania destes, conseguida através do chamado Pacto para a Competitividade.
A Alemanha não quer que se fale na PAC nem na confusão dos seus bancos públicos e, muito menos de uma coisa essencial: emissões de dívida para o conjunto dos países do euro.
Para afinar aquela troca, o primeiro-ministro foi, sem rebuço, chamado a Berlim.
Portugal tem um problema de longo prazo que tem de resolver: tem de viver com os seus recursos. (Esquecidos disto desde 1999, estão outros a avivar-nos a memória.)
Mas enfrenta, agora, um sarilho que o ultrapassa: o repentino desaparecimento do funding externo. Isto é, fomos completamente apanhados na curva. E na curva somos mais facilmente chantageados.
Agora, de braço dado com as compras de Mercedes e de BMWs (e de submarinos), preparamo-nos para amochar ao, muito pouco democrático, German Diktat.
Luis Rosa

MARE NOSTRUM

O IEP (Universidade Católica) vai realizar um "Programa Avançado em Estudos do Mar" no periodo de 1 de Abril a 3 de Junho, em horario pós-laboral, nas 6ª feiras à tarde e nos sábados de manhã.
A formação da identidade e a individualidade de Portugal são indissociáveis do Mar. Um dos poucos activos de que Portugal ainda dispõe continua a ser o Mar. Acresce ainda que o futuro se apresenta mais favorável para as nações marítimas que saibam aproveitar as oportunidades oferecidas pelo uso dos seus espaços marítimos, nomeadamente, a investigação e exploração dos seus recursos.
Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) de 1,7 milhões de Km2, o que equivale a 18 vezes a sua área terrestre. A plataforma continental actual coincide aproximadamente com a ZEE, mas poderá ainda crescer mais 2,1 milhões de Km2, em função da pretensão nacional apresentada em 2009 à Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas, de acordo com as regras estabelecidas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Se Portugal tem características evidentes de maritimidade, existem fundadas razões para crer que a estratégia nacional de desenvolvimento e de afirmação internacional se deve centrar no seu potencial marítimo.
Assim, afigura-se de importância crucial estudar os desafios que se colocam a Portugal na sua relação com o Mar, numa perspectiva de futuro, relativamente à ocupação dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, bem como à rentabilização das suas riquezas.
in "Revista de Marinha"
enviado por M.A.S.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O NOSSO RETRATO

O gráfico mostra - linha encarnada - a taxa de variação do Produto Interno Bruto português entre 1961 e 2009. A linha amarela representa a média móvel de 10 anos da taxa de variação do PIB ou, traduzindo, dá uma aproximação à taxa de crescimento potencial da economia. Há ainda a recta a negro que liga os anos de picos de crescimento ou, traduzindo, a taxa máxima que se pode esperar atingir num determinado ano.
Este gráfico é o nosso retrato cronológico e tem diversas mensagens.
Pelos anos 70, com o primeiro choque petrolífero, a economia reduziu o seu crescimento potencial de 6%-7% para menos de 4%.
Nos últimos anos esse nível de crescimento potencial ainda baixou mais, para cerca de 1%.
Mantém-se, assim, a tendência de redução do crescimento económico.
O crescimento limite está abaixo de 2.5% e, por isso, não é de esperar que no futuro próximo ultrapasse este nível.
Resultado: não dá para manter isto como está.
Luis Rosa

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DIANA ROSA- FOTOS DE ÁFRICA

Moçambique
Uma (pequena) exposição de fotos.
Pátio das Letras - Faro (junto ao largo do mercado)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A PÓLVORA E O RASTILHO

O jasmim está a fazer uma tremenda tempestade de areia pelo Norte de África. Começou na Tunísia, considerada um oásis, foi ao medieval Yemen e está a rachar as esfinges egípcias –consta que aqui o governo abriu as prisões para lançar o caos justificador da repressão nas ruas.
Marrocos está a tentar passar despercebido, a Líbia e a Síria têm os segredos bem guardados (e reprimidos) e a Argélia já interditou actividades inconvenientes e deve estar a pensar usar o seu fundo soberano para estancar a contestação.
Mas afinal o que está a acontecer? Isto de se imolarem e exigirem a queda dos tiranos é uma orquestra com todos os instrumentos bem afinados? Deu-lhes “práli” de repente? Ou é tudo obra do facebook e do twitter que empurrou os rapazes para a rua?
Talvez não.
Porque é que o rastilho chegou à pólvora, neste momento?
A pólvora já lá estava. Opressão, cliques corruptas, etc., a que se junta populações enormes confrontadas com recursos escassos. A Turquia tem a maior população, mais de 100 milhões, segue-se o Egipto com mais de 80 milhões e há a Argélia com 35 milhões, etc.
A fazer subir o stock de pólvora está ainda um ritmo demográfico muito alto que alarga o número dos jovens, sem emprego, sem habitação nem futuro. Com a actual crise, o sonho de vir para a Europa é cada vez mais um sonho. Esta válvula de escape deixou de funcionar.
Vamos ao rastilho. O rastilho é a subida dos preços dos alimentos. Trigo, arroz, milho, açúcar têm subido muito recentemente. Estes países dependem da produção de outros e são muito atingidos por estas subidas de preços.
E agora o rastilho chegou à pólvora.
Resta esperar que o jasmim não traga a burka.

Luis Rosa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ENSAIO SOBRE O PLANEAMENTO URBANO DE QUARTEIRA- INTRODUÇÃO

Pretende-se com este trabalho registar alguns dos momentos mais marcantes do planeamento urbano em Quarteira.

Antiga vila de pescadores tornou-se, tal como todo o Algarve, um destino turístico daqui decorrendo profundas alterações que a cidade foi sofrendo, sobretudo a partir dos anos 60, com o surgimento do factor “Turismo“.
A Freguesia de Quarteira foi criada a 13 de Abril pela lei nº 509, de 1916, e os seus limites foram definidos a 10 de Agosto do mesmo ano, através do decreto nº 2560 da Direcção Geral de Administração Política e Civil, como se segue:
"Ao norte, a estrada nacional de Vila Real de Santo António (actual EN 125); ao sul o Oceano Atlântico; ao nascente, o ribeiro denominado “Queda Vai“ e ao poente, a estrada municipal que vai para Albufeira e o concelho deste nome."
Curiosa esta designação de “Queda Vai“ para o ribeiro que nos nossos dias se designa por “Carcavai“, limite com a freguesia de Almancil.
A povoação passa a “Vila“ a 28 de Junho de 1984. Em 13 de Maio de 1999 dá-se a sua elevação a Cidade. (João Pedroso)

Reconstituição do Cerro da Vila (época Romana)- freguesia de Quarteira

Imagem do polo arqueológico de Vilamoura

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ORIGEM DO @

De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação.
A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.
Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.
O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba'a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí. Igreja de S. Francisco em Extremoz.No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.
O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».
Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.
(Lápide funerária da Igreja de S. Francisco em Estremoz)
Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos... o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.
Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas.Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.
Nuno Crato(presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática)

OUVIR QUEM SABE


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A HORA DO BRASIL

Desde 1 de Janeiro Dilma Rousseff é a nova Presidente do Brasil.
Dilma aproveita a onda Lula para comandar um país com 200 milhões de habitantes que têm tido, na última década, melhorias significativas do seu nível de vida.
Esta onda vai manter-se ou o Brasil vai voltar à hiper-inflação e ao descontrolo?
Se o PT tiver juizinho a coisa vai melhorar.
Uma das áreas com melhores perspectivas é o imobiliário. Pelos sites de oferta de casas percebe-se que os grandes centros, como o Rio de Janeiro, têm preços de apartamentos quase ao nível dos preços de Lisboa. Um apartamento de 500 mil Reais é uma pechincha na terra do Zé Carioca e 500 mil Reais sempre são 230 mil euros. Ofertas de luxo, de 1 ou 2 milhões de Reais (entre 450 mil e 900 mil euros) são fáceis de encontrar.
As taxas de juro vão continuar a descer, o que traduzido em miúdos significa que a procura de imóveis vai continuar forte e que os preços vão manter uma tendência de subida.
Mas há mais. O rendimento médio dos brasileiros está a subir e o défice habitacional está estimado em 6.2 milhões de casas. Pelo seu lado a banca faz o que pode. O que era impensável há uns anos é agora pratica normal: estender os empréstimos por 30 anos. E o crédito aumentou mais de 25% em 2010.
À bolina das receitas do petróleo e do capital externo - que se “esmifra” para entrar - o imobiliário do Brasil está na berra e vai continuar.

Agora, só falta o Brasil ganhar o Mundial de 2014.

Luis Rosa

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AZORES DESIGN WEEK



A primeira exposição de design que pretende transformar os Açores numa referência mundial em tendências e inovação. Angra do Heroísmo vai acolher, de 26 a 27 de Novembro de 2010, a edição zero da Azores Design Week, uma exposição que promete ser a antevisão da primeira edição, que irá decorrer em Setembro de 2011. A edição zero será o “evento alavanca” de um projecto que ambiciona provocar a classe artística mundial, propondo o acesso alternativo às habituais capitais mundiais da cultura; iniciar um ciclo de promoção da região autónoma dos Açores enquanto promotor activo do sector cultural e artístico Português; e revelar internacionalmente talentos regionais e nacionais. A ADW será uma celebração do talento e incidirá um foco sobre todos os criativos que, durante uma semana no ano, marcarão os Açores enquanto capital mundial do design e das artes.

FLEA MARKET


O Flea Market é uma espécie de feira da ladra, cuja edição deste mês é dedicada à arquitectura. Nesse sentido, o espaço escolhido foi o edifício Parnaso, na Boavista, um bom exemplo do modernismo da autoria do arquitecto José Carlos Loureiro. Para dar musica ao evento foi convidado o frupo de arquitectos Arqui Som Sistema.
Porto - 27 de Novembro.


REQUALIFICAÇÃO DA RIBEIRA DAS NAUS

A Câmara de Lisboa, a Marinha e a Sociedade Frente Tejo assinaram um protocolo para a requalificação do espaço público da Ribeira das Naus e a criação de uma grande área de fruição, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré.
O responsável autárquico lembrou que “Lisboa só é Lisboa, porque começou a ser porto e, foi a partir desta “bondade” geográfica e das condições únicas que tínhamos para ser um porto, que a cidade se foi desenvolvendo, nas suas diferentes dimensões” e a “Ribeira das Naus sempre teve um papel extraordinário na história da cidade e é essa história que vai ser revelada com esta intervenção”. Trata-se de um projecto conjunto dos arquitectos João Gomes da Silva e João Nunes, e que segundo os mesmos irá proporcionar um maior contacto entre a população e o rio, pois o espaço “para além de ter sido uma grande infra-estrutura naval, que era o arsenal.
Será construída uma praia fluvial, um pequeno viaduto de atravessamento da Doca da Caldeirinha, pedonal, viário e ciclável, rodeado de água de ambos os lados. O jardim pretende relembrar e trazer aos dias de hoje aquilo que foi uma presença muito marcante da Marinha na cidade de Lisboa, a antiga Doca Seca, a antiga Caldeirinha, todos esses espaços que foram decisivos para a história da cidade de Lisboa.
O concurso para a obra será lançado ainda este ano