quarta-feira, 9 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
A exposição -"Dez Monumentais Esculturas Britânicas" - Museu e Estação Arqueológica do Cerro da Vila, em Vilamoura.
Este conjunto da Colecção Berardo, é representativo de três gerações de escultores, entre os quais se contam artistas mais consagrados e mais recentes.
GERMAN DIKTAT
Os novos aromas que estão a vir do Reich são muito spicy. Angela Merkle, em contraste com anteriores Chanceleres, é a face dos rígidos sectores umbiguistas alemães.
Para a liderança alemã o euro é lateral.
Estes sectores estão apostados em trocar o apoio (mínimo) aos países endividados pela perda de soberania destes, conseguida através do chamado Pacto para a Competitividade.
A Alemanha não quer que se fale na PAC nem na confusão dos seus bancos públicos e, muito menos de uma coisa essencial: emissões de dívida para o conjunto dos países do euro.
Para afinar aquela troca, o primeiro-ministro foi, sem rebuço, chamado a Berlim.
Portugal tem um problema de longo prazo que tem de resolver: tem de viver com os seus recursos. (Esquecidos disto desde 1999, estão outros a avivar-nos a memória.)
Mas enfrenta, agora, um sarilho que o ultrapassa: o repentino desaparecimento do funding externo. Isto é, fomos completamente apanhados na curva. E na curva somos mais facilmente chantageados.
Agora, de braço dado com as compras de Mercedes e de BMWs (e de submarinos), preparamo-nos para amochar ao, muito pouco democrático, German Diktat.
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MARE NOSTRUM
O IEP (Universidade Católica) vai realizar um "Programa Avançado em Estudos do Mar" no periodo de 1 de Abril a 3 de Junho, em horario pós-laboral, nas 6ª feiras à tarde e nos sábados de manhã.A formação da identidade e a individualidade de Portugal são indissociáveis do Mar. Um dos poucos activos de que Portugal ainda dispõe continua a ser o Mar. Acresce ainda que o futuro se apresenta mais favorável para as nações marítimas que saibam aproveitar as oportunidades oferecidas pelo uso dos seus espaços marítimos, nomeadamente, a investigação e exploração dos seus recursos.
Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) de 1,7 milhões de Km2, o que equivale a 18 vezes a sua área terrestre. A plataforma continental actual coincide aproximadamente com a ZEE, mas poderá ainda crescer mais 2,1 milhões de Km2, em função da pretensão nacional apresentada em 2009 à Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas, de acordo com as regras estabelecidas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Se Portugal tem características evidentes de maritimidade, existem fundadas razões para crer que a estratégia nacional de desenvolvimento e de afirmação internacional se deve centrar no seu potencial marítimo.
Assim, afigura-se de importância crucial estudar os desafios que se colocam a Portugal na sua relação com o Mar, numa perspectiva de futuro, relativamente à ocupação dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, bem como à rentabilização das suas riquezas.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O NOSSO RETRATO
O gráfico mostra - linha encarnada - a taxa de variação do Produto Interno Bruto português entre 1961 e 2009. A linha amarela representa a média móvel de 10 anos da taxa de variação do PIB ou, traduzindo, dá uma aproximação à taxa de crescimento potencial da economia. Há ainda a recta a negro que liga os anos de picos de crescimento ou, traduzindo, a taxa máxima que se pode esperar atingir num determinado ano.Este gráfico é o nosso retrato cronológico e tem diversas mensagens.
Pelos anos 70, com o primeiro choque petrolífero, a economia reduziu o seu crescimento potencial de 6%-7% para menos de 4%.
Nos últimos anos esse nível de crescimento potencial ainda baixou mais, para cerca de 1%.
Mantém-se, assim, a tendência de redução do crescimento económico.
O crescimento limite está abaixo de 2.5% e, por isso, não é de esperar que no futuro próximo ultrapasse este nível.
Resultado: não dá para manter isto como está.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A PÓLVORA E O RASTILHO
Marrocos está a tentar passar despercebido, a Líbia e a Síria têm os segredos bem guardados (e reprimidos) e a Argélia já interditou actividades inconvenientes e deve estar a pensar usar o seu fundo soberano para estancar a contestação.
Mas afinal o que está a acontecer? Isto de se imolarem e exigirem a queda dos tiranos é uma orquestra com todos os instrumentos bem afinados? Deu-lhes “práli” de repente? Ou é tudo obra do facebook e do twitter que empurrou os rapazes para a rua?
Talvez não.
Porque é que o rastilho chegou à pólvora, neste momento?
A pólvora já lá estava. Opressão, cliques corruptas, etc., a que se junta populações enormes confrontadas com recursos escassos. A Turquia tem a maior população, mais de 100 milhões, segue-se o Egipto com mais de 80 milhões e há a Argélia com 35 milhões, etc.
A fazer subir o stock de pólvora está ainda um ritmo demográfico muito alto que alarga o número dos jovens, sem emprego, sem habitação nem futuro. Com a actual crise, o sonho de vir para a Europa é cada vez mais um sonho. Esta válvula de escape deixou de funcionar.
Vamos ao rastilho. O rastilho é a subida dos preços dos alimentos. Trigo, arroz, milho, açúcar têm subido muito recentemente. Estes países dependem da produção de outros e são muito atingidos por estas subidas de preços.
E agora o rastilho chegou à pólvora.
Resta esperar que o jasmim não traga a burka.

Luis Rosa
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
ENSAIO SOBRE O PLANEAMENTO URBANO DE QUARTEIRA- INTRODUÇÃO
A Freguesia de Quarteira foi criada a 13 de Abril pela lei nº 509, de 1916, e os seus limites foram definidos a 10 de Agosto do mesmo ano, através do decreto nº 2560 da Direcção Geral de Administração Política e Civil, como se segue:
"Ao norte, a estrada nacional de Vila Real de Santo António (actual EN 125); ao sul o Oceano Atlântico; ao nascente, o ribeiro denominado “Queda Vai“ e ao poente, a estrada municipal que vai para Albufeira e o concelho deste nome."
Curiosa esta designação de “Queda Vai“ para o ribeiro que nos nossos dias se designa por “Carcavai“, limite com a freguesia de Almancil.
A povoação passa a “Vila“ a 28 de Junho de 1984. Em 13 de Maio de 1999 dá-se a sua elevação a Cidade. (João Pedroso)

Reconstituição do Cerro da Vila (época Romana)- freguesia de Quarteira
Imagem do polo arqueológico de Vilamoura
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A ORIGEM DO @
A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.
Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.
O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba'a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí. Igreja de S. Francisco em Extremoz.No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.
O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».
Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A HORA DO BRASIL
Dilma aproveita a onda Lula para comandar um país com 200 milhões de habitantes que têm tido, na última década, melhorias significativas do seu nível de vida.
Esta onda vai manter-se ou o Brasil vai voltar à hiper-inflação e ao descontrolo?
Se o PT tiver juizinho a coisa vai melhorar.
Uma das áreas com melhores perspectivas é o imobiliário. Pelos sites de oferta de casas percebe-se que os grandes centros, como o Rio de Janeiro, têm preços de apartamentos quase ao nível dos preços de Lisboa. Um apartamento de 500 mil Reais é uma pechincha na terra do Zé Carioca e 500 mil Reais sempre são 230 mil euros. Ofertas de luxo, de 1 ou 2 milhões de Reais (entre 450 mil e 900 mil euros) são fáceis de encontrar.
As taxas de juro vão continuar a descer, o que traduzido em miúdos significa que a procura de imóveis vai continuar forte e que os preços vão manter uma tendência de subida.
Mas há mais. O rendimento médio dos brasileiros está a subir e o défice habitacional está estimado em 6.2 milhões de casas. Pelo seu lado a banca faz o que pode. O que era impensável há uns anos é agora pratica normal: estender os empréstimos por 30 anos. E o crédito aumentou mais de 25% em 2010.
À bolina das receitas do petróleo e do capital externo - que se “esmifra” para entrar - o imobiliário do Brasil está na berra e vai continuar.

Luis Rosa
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
AZORES DESIGN WEEK
FLEA MARKET
REQUALIFICAÇÃO DA RIBEIRA DAS NAUS
A Câmara de Lisboa, a Marinha e a Sociedade Frente Tejo assinaram um protocolo para a requalificação do espaço público da Ribeira das Naus e a criação de uma grande área de fruição, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré.O responsável autárquico lembrou que “Lisboa só é Lisboa, porque começou a ser porto e, foi a partir desta “bondade” geográfica e das condições únicas que tínhamos para ser um porto, que a cidade se foi desenvolvendo, nas suas diferentes dimensões” e a “Ribeira das Naus sempre teve um papel extraordinário na história da cidade e é essa história que vai ser revelada com esta intervenção”.
Trata-se de um projecto conjunto dos arquitectos João Gomes da Silva e João Nunes, e que segundo os mesmos irá proporcionar um maior contacto entre a população e o rio, pois o espaço “para além de ter sido uma grande infra-estrutura naval, que era o arsenal.Será construída uma praia fluvial, um pequeno viaduto de atravessamento da Doca da Caldeirinha, pedonal, viário e ciclável, rodeado de água de ambos os lados. O jardim pretende relembrar e trazer aos dias de hoje aquilo que foi uma presença muito marcante da Marinha na cidade de Lisboa, a antiga Doca Seca, a antiga Caldeirinha, todos esses espaços que foram decisivos para a história da cidade de Lisboa.
O concurso para a obra será lançado ainda este ano
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
RUIU
Muitos dos edifícios são do início do século passado, têm mais de 4 pisos, compostos por apartamentos com muitas divisões, mas por vezes sem cada de banho.
Para salvar um imóvel deste tipo o proprietário tem duas opções.
Uma será o de tentar reabilitar o existente, adaptando as condições dos apartamentos ao modo de vida actual por forma a ser atractivo a habitar, isso implica, colocação de um elevador, instalação de novas redes de águas, esgotos, electricidade, telecomunicações, equipamentos de segurança, etc. Alteração de tectos e pavimentos, criando condições de isolamento acústico, substituição de portas e janelas que para além de empenadas não têm condições de isolamento adequadas. Construção de casas de banho que mesmo que exista uma por apartamento não é compatível com o uso que se faz de um apartamento com 3 ou 4 quartos. Modernização das cozinhas que normalmente tinham uma chaminé e uma pia de mármore e muitos outros melhoramentos.
Para além dos custos da obra, dos custos de realojamento dos actuais habitantes quase sempre idosos com rendas antigas (baixas), existe uma incompatibilidade com a legislação em vigor. Ao tentar licenciar alterações ao existente, é exigido o cumprimento das actuais normas de construção nomeadamente o R.E.G.E.U.,a segurança contra incêndios, o térmico, o acústico, etc.
A alternativa à reabilitação do existente será a construção de um edifício novo, por vezes com manutenção da fachada. Nestes casos os “ossos” a roer poderão ser a criação de estacionamentos porque caso não exista um logradouro grande não é viável a construção de cave. A consolidação das construções confinantes. Se a rua for estreita o novo edifício terá de cumprir a regra dos 45º e baixar o nº de pisos. Se a frente de lote não for grande, a instalação de 2 elevadores e caixa de escadas acaba por reduzir a área livre por piso.
Quer num cenário quer noutro, as dificuldades desanimam até os mais empenhados e os incentivos fiscais e de financiamento não são suficientes para viabilizar a reestruturação dos imóveis.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
E NÃO VAI FICAR POR AQUI...
...Ainda segundo o documento da AECOPS, a redução no licenciamento em termos globais do país, que já se prolonga pelo 11º ano consecutivo, conduziu às quebras que se têm observado a nível da produção do segmento residencial, as quais têm gerado graves efeitos negativos no desenvolvimento económico das diversas regiões do nosso país, nomeadamente no tecido empresarial e no mercado de trabalho.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
NOVA FASE DO QREN
Como resposta à situação económica actual, e também como medida de aceleração da execução dos projectos aprovados, foi efectuada uma revisão dos Sistemas de Incentivos e modificada diversa legislação e documentação de enquadramento.
Hoje, dia 19 de Novembro, a partir das 14h00, realiza-se no Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, no Largo de S. Francisco, Faro um Seminário dirigido a empresários, promotores de projectos e consultores.
O PO ALGARVE21, o IAPMEI, o Turismo de Portugal e a AICEP irão apresentar as alterações recentes introduzidas nos Sistemas de Incentivos e explicar as condições de acesso aos novos Avisos de concurso.
As inscrições para o Seminário são gratuitas e efectuadas on-line em www.ccdr-alg.pt onde pode ser consultado o programa.
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