quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2010

Um contributo do design gráfico para a adaptação à nova realidade nacional e internacional












sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

QUARTEIRA 1934

Interessante (e rara) esta planta de Quarteira, datada de 1934. O original é um desenho a tinta da china sobre tela.
À escala 1/1000, esta planta revela-nos um fragmento do tempo de Quarteira.
A actual Rua 25 de Abril era designada por "Rua Direita" e a Rua Vasco da Gama era designada por “Rua Direita da Praia“; a pequena Rua do Morgado é o que resta do “Caminho de Boliqueime“ e o Largo dos Pescadores era designado por “Largo da Atalaia“; a Rua Engº Duarte Pacheco era designada por “Rua do Correio“.
Em frente à praia, onde hoje se encontra a Praça do Mar, havia um campo de ténis.
A zona dos “Cavacos“ era ocupada sobretudo por lavradio e figueiras.
São assinaladas “cabanas de alvenaria com cobertura de junco“ e "cabanas só de junco“.
Na envolvente do Mercado é assinalada a existência de um “Forte em Ruínas“.
Pouco resta desta Quarteira de 1934 e é pena que o pouco que resta vá sucumbindo à voracidade do tempo, sucumbindo assim também a nossa memória colectiva.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O TI OLÍMPIO

O ti Olímpio semeava calotes pela aldeia. Mas também tinha uma grande lábia e para cravar mais um copo na taberna garantia que, só vacas, tinha pra cima de vinte. E lá ia o copito. Um dia alguém alertou furioso que - qual 20 vacas! – eram só duas e nem sequer eram vacas, eram ovelhas mal tosquiadas.
Com os gregos aconteceu o mesmo. Andaram anos a partir pratos e a varrer os cacos para que ninguém visse. Depois das eleições do Outono alguém viu. Agora, os gregos estão à rasca. E o problema é que não estão sozinhos fazem parte da confraria do euro, ou seja, o que os rapazes andaram a fazer e a esconder vai cair em cima de todos os confrades.
No início de Dezembro, quando ninguém estava preocupado com a Grécia, 1 euro valia 1.51 dólares. Hoje, com os empurrões gregos, vale 1.41, caiu num mês e meio 6.6%.
Mas, também é verdade, que na Europa actual todos somos um pouco gregos: vivemos acima da fasquia, devemos um horror de massa, o Estado está cheio de dívidas e temos uma demografia danada. As chamadas elites – incluindo as partidárias - também são o que são. Agora que o Orçamento do Estado está a ser burilado – ou leiloado – porque não olhar para a Grécia e para as suas ruínas?

Luis Rosa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DAN BROWN

(carta de Dan Brown à Maçonaria)

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CONFERÊNCIA
Dos Mistérios Antigos ao Novo Paradigma da Ciência.
Comentários a «O Símbolo Perdido» de Dan Brown
SEXTA-FEIRA, dia 15 de Janeiro, 19h30
Paulo Alexandre Loução, Escritor,
Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
ENTRADA LIVRE
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SEMINÁRIO
Os Grandes Temas de «O Símbolo Perdido»
SÁBADO, dia 16 de Janeiro, das 10 às 13h
Paulo Alexandre Loução
Escritor, Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
INSCRIÇÕES ABERTAS
Programa:
-Mistérios Antigos: Egipto, Grécia, Cristianismo nos primeiros séculos;
-A Maçonaria e outros Movimentos Esotéricos: Rosa-Cruzes, Templários e o Graal, os sufis...;
-A linguagem dos símbolos;
-A maçonaria: e.u.a, washington;
-A arte;
- A ciência e o novo paradigma científico-espiritual: Ciência e Consciência;
-entre outros.
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ESPAÇO D. DINIS
[Av. António Augusto de Aguiar, 17 – 4º Esq., LISBOA]
organização da Nova Acrópole em parceria com a Ésquilo


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ái ti

Imagens do Palácio Presidêncial antes e depois do sismo de ontem no Haiti.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA

Em 1963, um habitante de Derinkuyu (na região da Capadócia, Turquia), demolindo uma parede da sua casa, descobriu que detrás da mesma se encontrava una misteriosa habitação; esta habitação comunicava com outra, e outra… Por acaso tinha descoberto a cidade subterrânea de Derinkuyu, cujo primeiro nível deve ter sido escavado pelos hititas por volta de 1400 a.C..
Actualmente estão descobertos 20 níveis subterrâneos.

A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no sub-solo para se protegerem das frequentes invasões que sofreu a Capadócia e também pelos primeiros cristãos.


As galerias têm espaço para pelo menos, 10.000 pessoas que se podiam trancar em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra.
Derinkuyu tem um túnel de quase 8 km que conduz a outra cidade subterrânea , Kaymakl.
As “casas” são suficientemente grandes para conter uma família, os seus animais domésticos e o armazém de alimentos.
Nos níveis recuperados foram identificados estábulos, refeitórios, uma igreja (de planta cruciforme de 20 por 9 m, com um tecto com mais de 3 m de altura), cozinhas , adegas, lojas de alimentação, uma escola, numerosas habitações, incluindo, um bar.
A cidade beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um bom sistema de ventilação (52 poços de ventilação).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BIBLIOTECA DIGITAL UNIVERSAL


Está lançada a Biblioteca Digital Mundial, uma prenda das Nações Unidas.
Com um carácter essencialmente patrimonial que permite dar a conhecer as culturas do mundo em diferentes idiomas. Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes e explica em sete línguas as jóias e as relíquias culturais de todas as bibliotecas do mundo.
Entre os documentos mais antigos encontram-se o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos astecas que constitui a primeira menção ao Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvendando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos; estelas chinesas; a Biblia de Gutenberg, etc..

3 MORADIAS EM BANDA


B
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L
I
Q
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E
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2 0 0 6
Conjunto de 3 moradias em banda com cave, rés do chão e 1º andar implantadas numa zona de campo. Cada uma constituída por garagem, 3 quartos, sala, cozinha e 4 casas de banho.

Colaboração: arquitecto João Jesus

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UM BOM ANO DE 2010

Para este novo ano gostava:

1- de poder entregar os projectos por via electrónica;

2- que não me pedissem mais fotocópias do bilhete de identidade (devem lá ter quase uma resma);

3- que os processos fossem analisados não direi rapidamente mas no mínimo cumprindo os prazos legais;

4- não ter de responder a três ofícios solicitando elementos há muito entregues;

5- não precisar de consultar três ou mais diplomas legais para projectar um corpo de escadas;

6- que não me pedissem elementos com base em legislação revogada;

7- que não pedissem os projectos de águas pluviais, escavações e contenção periférica de um processo de alteração de uma casa de banho;
8- que fossem criadas medidas que evitassem a lufada de falências na construção civil na região;
9- ter zonas verdes "uzáveis";
10- que fossem acarinhados os processos de alteração ou reabilitação dos imóveis degradados;
11- que o peixe de cá, fosse vendido por cá, num local menos "típico";

12- que a " allsae " não fosse chatear o Ti Manél senão este ano não há medronho p'ra ninguém.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

INCENTIVOS À INOVAÇÃO

Até 31 de Janeiro de 2010 podem ser entregues as candidaturas aos Incentivos à Inovação no âmbito do Q.R.E.N..
As tipologias dos projectos enquadráveis são:
- Produção de novos bens ou melhoria significativa dos actuais;
- Adaptação de novos ou melhores processos;
- Expansão da capacidade de produção em actividades de alto conteúdo tecnológico ou com procuras internacionais;
- Criação de unidades ou linhas de produção de grande impacte;
-Introdução de melhorias tecnológicas.
Na área do turismo os projectos a apoiar são os que apostem num elevado perfil diferenciador ou que apliquem tecnologias modernas.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

21 DE DEZEMBRO

Residência de Inverno

PARA UMA POLÍTICA PÚBLICA DE ARQUITECTURA EM PORTUGAL

O Documento com as conclusões do 12º Congresso dos Arquitectos votado no passado dia 12, pode ser consultado Aqui.
A moção propõe 40 medidas a serem consideradas pelo XVIIIº Governo Constitucional, Governos Regionais, Autarquias e Sociedade Civil, ordenadas nos seguintes tópicos:
1- ARQUITECTURA E AMBIENTE CONSTRUÍDO
. Ordenamento e Reabilitação de Cidades e Territórios
. Combate às Alterações Climáticas e Sustentabilidade de Cidades e Edifícios
2- ARQUITECTURA E CULTURA
. Inovação e Criatividade em Arquitectura
. Conservação e Valorização do Património Arquitectónico
3- ARQUITECTURA E EXERCÍCIO PROFISSIONAL
. Legislação, Encomenda Pública e Defesa dos Consumidores
. Habilitação, Capacidade e Responsabilidade Profissional
4- ARQUITECTURA E CIDADANIA
. Participação dos Consumidores e dos Cidadãos
. Educação com a Arquitectura.

IDADE DAS TREVAS


Este ano sugerimos para prendas de Natal as velas.
Quem diz velas, diz lanternas, lamparinas, "petromax" , castiçais, candeeiros a petróleo, qualquer coisa que ilumine em alternativa à R.E.N.. Esta nossa sugestão não aparece na sequência da (malfadada) conferência de Copenhaga, os valores ambientalistas desta fez foram suplantados por valores mais prosaicos, é que por estas bandas, começa a ser corrente, não a electricidade mas a falta dela.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

TAXAS E LICENÇAS DA CÂMARA DE LOULÉ

Quanto custa na Câmara de Loulé uma fotocópia A4, uma licença de porte de arma, a utilização do pavilhão desportivo municipal, uma vistoria, um bilhete para o museu, a ocupação da via pública? A lista foi actualizada e pode ser consultada AQUI.

HOJE A CASA PODIA TER VINDO ABAIXO


O último "poste" feito com este marcador foi, curiosamente, sobre o terramoto de Aquila.
O sismo desta noite, apesar de ter sido o maior dos últimos 40 anos (magnitude 6), aparentemente não causou estragos, apenas alguns objectos caídos das paredes e das prateleiras, não se ouviram sirenes e no café local, misteriosamente, a maioria dos fregueses nem deram por nada.
Muitos que o sentiram assustaram-se (principalmente no Algarve), tendo ficado à espera de réplicas, no total 20 mas não sentidas, ou de ondas gigantes, melhor ficou quem estava a dormir e não acordou porque de onde este veio muitos outros virão.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ÀS 4ªs É DIA DE FEIRA


Com séculos de existência, as feiras e mercados fazem parte da nossa identidade, do nosso ser colectivo, são sem dúvida uma expressão fortíssima da nossa cultura. No início de cada ano é um prazer comprar o "Borda d`Água" e ficar a saber a que dias acontecem por todo o país... e na nossa terra.
Este modo diferente é uma riquíssima paleta de cores, sabores e odores, um sabor genuíno, momento de encontro, vizinhos, fregueses e todos os outros, comprando, vendendo, regateando... construindo e afirmando uma parte da nossa identidade.
Desde sempre, aqui e em qualquer lugar do mundo, os mercados e feiras tradicionais instalaram-se nos lugares centrais das aldeias, vilas e cidades, por uma razão: são eventos de proximidade.
Hoje, tal como no passado, suportam uma complexa matriz de factores sociais, económicos e culturais, com forte impacte onde ocorrem.
Sendo os embriões dos modernos centros comerciais, destes se distinguem por vários factores, destacando aqui novamente a questão da proximidade.
Diferente de ir a um evento é que esse evento se desloque até nós.
Lisboa (Feira da Ladra, Feira do Relógio,...), Paris (em frente ao Palácio da Justiça, na Porta de Versalhes,...), Madrid (El Rastro), Londres (King`s Cross), Hong Kong (Stanley Market)... orgulham-se dos seus mercados e feiras, sempre presentes bem no centro da cidade. Organizados, disciplinados, acessíveis.
Muito para além de serem apenas um lugar de trocas comerciais, conquistaram uma tal relevância que passaram a integrar os roteiros e circuitos turísticos, valorizando e promovendo, nacional e internacionalmente, as vilas e cidades onde ocorrem.
Constituem muitas vezes o maior veículo de promoção de determinadas localidades.
Pela sua grande capacidade atractiva, contribuem de uma modo particular para a dinamização da economia local, considerando a quantidade de visitantes que acorrem nos dias de mercado.
Às 4ªs feiras, Quarteira vai deixar de ter feira na cidade. Vai ser deslocalizada para a Fonte Santa, quebrando-se assim aquele elo fundamental, a proximidade.
Quarteira vai perder mais um pouco da sua alma.
Alguém decidiu assim... pessoalmente discordo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BOA COMPRA OU MÁ VENDA

O gráfico mostra que começou em 2003 uma tendência de desaceleração do crédito à habitação do sistema bancário português. Desde então a taxa de crescimento do volume de crédito passou de 16% ao ano para 2,3% em Setembro passado.
Estamos ainda a contabilizar quase 7 anos de abrandamento deste agregado de crédito.
Temos de pensar que sem o dinheiro dos bancos não havia compra de habitação, esta é a primeira nota. A segunda é que a desaceleração deste volume significa, com grande probabilidade, uma deseceleração ainda maior da procura de casas. E, terceira nota, esta redução da procura teve um impacto negativo sobre o preço dos imóveis.
Para quem tem casa esta evolução parece neutra porque pensamos que a casa tem um valor de uso que se mantém e que o seu preço de mercado é irrelevante para quem não quer comparar nem vender. Mas pode não ser. Alguém que comprou uma casa e vê outras melhores a serem vendidas ao mesmo preço pode ter algum incómodo que advém de sentir que está a incorrer num custo de oportunidade. Aqui está uma má notícia.

Para quem tenciona comprar casa, do ponto de vista das condições do mercado, o gráfico sugere que os preços estão em patamares baixos. É uma boa notícia.

Outra possível boa notícia é que nos próximos meses pode ser confirmado que este é o nível mínimo e que, devagar, os preços vão começar a subir.

Devagar

(fonte: Banco de Portugal)

Luis Rosa

DANÇA DAS CADEIRAS





Este Diário da República está uma seca.

É só nomeações, louvores e
alterações de composição de comissões.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

À VARA LARGA (ou como se glosa alarvemente com trocadilhos manhosos)


A malta das fábricas têxteis, de calçado, de cablagens, etc. está a ser despedida à grande, à francesa, à canadiana, à tudo. Puf, foi um ar que lhe deu. Os idosos andam a contar os tostões para a farmácia porque já não chega para a cozinha.
Mas cada vez há mais topos de gama nas ruas e gente a aferrolhar-se em condomínios privados. Na gíria, há cada vez mais sinais exteriores de riqueza. Na pop, anda muita gentinha a viver à vara larga.
Mas ninguém sabia de onde vinha o dinheiro. Agora continuamos sem saber até porque é politicamente incorrecto julgamentos na praça pública, sobretudo, de gente influente. Temos de ser todos burros. Mas a suspeita já ninguém nos tira. E temos a suspeita de que nos últimos anos houve óleo de sucateiros que escorreu para bolsos da arraia miúda, para gente de empresas mais ou menos públicas. Untou as mãos de directores para pagar pequenos enganos ou prescrições de processos. O óleo das sucatas foi usado para untar, ou não é mesmo para isso que serve o óleo?

Tás praí a pensar este tipo é básico... não vai além de trocadilhos ridículos.

Mas tenho direito a todos os trocadilhos ridículos, porque me parecem bem e parece-me bem insistir em trocadilhos ridículos com varas e penedos e sucateiros. Eu quero lá saber que me digam que tenho mau gosto ou um sentido de humor alarve. Este país parece um penedo, uma sucata e o meu humor encaixa na perfeição. Este país, onde vale tudo, é agarrado pelos interstícios por um sucateiro.
Porque isto cheira mal, mal a sério. Cheira mal o óleo e o desplante, o à vontade, o sentido de impunidade. Isto cheira pior do que uma matilha de porcos.
Luis Rosa

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A FESTA DA BANDA DESENHADA

Este ano o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora comemora 20 anos. Até ao dia 8 de Novembro, estão patentes as seguintes mostras:
- 50 anos de Astérix
- 50 anos de Maurício de Sousa
- Sonno Elefante
- As paredes têm Ouvidos, de Giogio Fratini
- Colectivas de autores da Polónia e Canadá
- Retrospectiva de Héctor Oesterheld
- Uma mostra de Rui Lacas
O Festival faz ainda uma homenagem a Vasco Granja.
Para além das exposições, há também a presença de autores, o espaço infantil e diversas actividades de animação.

- Forum Luis de Camões, Brandoa, junto ao C. C. Colombo-

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MEMBROS DO CÍRCULO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA E GEOMETRIA SAGRADAS "LIMA DE FREITAS" - I ENCONTRO


PROGRAMA


Sábado 7 de Novembro 16h.-19h.
entrada livre
Espaço D. Dinis - Av. António Augusto de Aguiar, 17- 4º esqº. - Lisboa
Organização - Nova acrópole

É SÓ MUSICA?


terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MODERNO AO SUL



É raro assistir no Algarve a um evento de promoção e divulgação da obra de um arquitecto algarvio, mas a partir de hoje e até final de Novembro, é possível visitar a exposição da obra de Manuel Gomes da Costa, em Faro.
Este arquitecto, cujos projectos estavam muito marcados pela corrente da "escola do Porto" e por Óscar Niermeyer, abriu uma brecha na região para dar entrada ao modernismo. Segundo os seus valores, a arquitectura devia ser "leve, solta, democrática, humana, adaptada ao lugar e ao clima".
São obras suas, o edifício Tridente e o Colégio do Alto em Faro, a Cooperativa Agrícola de Stª. Catarina da Fonte do Bispo e muitas moradias em vários pontos do Algarve, algumas delas já demolidas.
0000
Museu Municipal de Faro até 29 de Novembro.
A exposição segue depois para Vila Real de Stº. António, terra natal do autor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

POLÍTICA E TERRITÓRIO

I-Introdução

O território tem de ser lido como um bem geracional, um bem colectivo.

O território é o lugar onde o nosso passado se construiu, onde o nosso presente acontece.

Há que ter cuidado pois é do futuro que estamos a falar.
Por imposição das normas europeias foi, na década de 90, essencial a elaboração dos P.D.M.`s. Esta 1ª geração de P.D.M.`s é alvo fácil de críticas: feitos à pressa (da sua execução e aprovação dependiam muitos financiamentos europeus), sem conteúdo estratégico, estanques, castradores do "devir". Fez-se o que se pôde.
Fácil é criticar. Mas agora os tempos são outros.
II- Identificação
Ninguém terá dúvidas que o concelho de Loulé é um dos mais ricos em diversidade. Um território que se estende do litoral até ao Alentejo.
À conhecida afirmação "litoral, barrocal e serra" não houve qualquer correspondência em termos de identificação estratégica do nosso território.
A este propósito vem a calhar recordar outra vez o famigerado R.M.U.E.: para quem leia este documento com atenção, fácil ser-lhe-á verificar que no mesmo não se vê vertida qualquer leitura estratégica sobre a riquíssima diversidade do nosso território.
Estabeleceram-se regras uniformes e redutoras, sem qualquer atenção às especificidades desta riqueza multifacetica.
III- Política
À Política o que é dos políticos. Ao Ordenamento o que é dos especialistas nesta matéria.
Esta afirmação não é para ser lida de um modo simplista. Na verdade assenta num desafio: que os políticos e os técnicos constituam verdadeiras equipas de trabalho, onde cada um saiba correctamente qual o papel que lhe cabe na prossecução de uma "grande ideia" de Território.
Concretizo.
Aos políticos cabe a enorme responsabilidade de identificar e estabelecer as metas estratégicas para o desenvolvimento do território.
Aos técnicos cabe-lhes uma missão de não menor responsabilidade: validar as estratégias, com base num trabalho competente e intelectualmente honesto, a partir do qual se estabeleçam os mecanismos para a ambiciosa política de gestão territorial.
Um diálogo elevado entre políticos e técnicos conseguirá, sem dúvida, levar a cabo essa tarefa, em prol das populações.
IV- Território
Jamais podemos esquecer que o Território, bem perecível, constitui uma das mais superiores mais-valias do nosso bem-estar.
O Território não pode, de uma vez por todas, continuar a ser alvo de "predadores".
Sendo o "sítio" onde vivemos, a sua Gestão é o resultado daquilo que no passado o transformou, constituindo o entorno onde hoje vivemos.
E aqui coloca-se um dos mais complexos desafios aos gestores da "causa pública": - saberemos ser suficientemente imaginativos, audazes e estrategas para estabelecer uma Grande Política de Território que, melhorando o nosso presente, seja um garante de qualidade de vida para as gerações vindouras?
Porque temos todas as condições para o fazer:
- pensamento e vontade;
- estratégia política e capacidade técnica;
- visão para a modernização do serviço público.
E no que refere ao funcionamento da "máquina administrativa" cabe aqui uma reflexão:
"Da ausência de liderança política decorre a degradação do serviço público".
V- Síntese do pensamento
A gestão do território só pode ser conduzida no sentido de:
- garantir a sustentabilidade de um bem perecível que a todos pertence, nunca esquecendo que aquilo que hoje decidimos condicionará o bem estar das gerações futuras;
- melhorar efectivamente a qualidade de vida das pessoas;
- incluir uma visão estratégica de futuro.
Num outro sentido, não menos válido, a gestão do território não pode:
- ficar condicionada a meras oportunidades circunstanciais;
- ficar apenas sujeita a vectores de natureza economicista.
Dito isto, há que estabelecer um novo "olhar sobre o território" e, com base em políticas inovadoras de gestão do mesmo, saber estabelecer novas regras e modos de funcionamento, operativas, holísticas e verdadeiramente vocacionadas para o serviço público.
Cabe aqui lembrar os grandes princípios da revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Porque quando falamos de Território falamos de oportunidades (liberdade), de distribuição equitativa de riqueza (igualdade), falamos de pessoas e de futuro (fraternidade).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SOPA DE LETRAS

Todos os anos, pelas vindimas, o F.M.I. vem anunciar, à boca de cena e de turbante de vidente, as suas previsões para o Mundo. Mas não se fica pelo simples perfil de bruxo, aspira a ter brilho de estrela para guiar os caminhantes na noite. Precisa que acreditem na sua luz.

Desde o Verão de 2007 que o Sol se finou e uma luz dá-nos mesmo jeito.

Entre os mortais fazem-se todo o tipo de apostas sobre: se a Primavera está a chegar, se o degelo já está a fazer subir o rio, se os salpicos de flores vão aumentar, etc. Na moda estão mesmo as apostas sobre o alfabeto. Aposta-se sobre a letra que nos vai cair em cima.

Será o V? O V diz-nos que depois de cairmos no abismo vamos regressar rapidamente ao nível de partida. É a aposta dos optimistas.

Será o L? O L diz-nos que vamos continuar a andar pelos infernos, nada vai melhorar. Esta é a aposta dos pessimistas.

Será o W? O W diz-nos que a actual Primavera só serve para revirar o ciclo das estações do ano porque o Inverno vai voltar e só depois se poderá respirar. Esta é a aposta dos pormenorizados.
Que letra virá então?
O F.M.I. veio anunciar que vamos ter a letra tipo L de biqueira levantada. Uma letra politicamente correcta, nem boa nem demasiado má. Vamos ter um crescimentozinho. Pouco mas vamos crescer.

Estão abertas as apostas.
Luis Rosa

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

RE-POSTAR

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores."

Platão


Voltamos a postar esta frase, sempre actual.

UNIDADES PRIVADAS DE SAÚDE

D.L. 279/2009 - Estabelece os termos de abertura, modificação e funcionamento das unidades privadas de saúde, nomeadamente:
- consultórios médicos e dentários

- centros de enfermagem

- unidades de medicina física e reabilitação

- laboratórios de anatomia patológica e patologia clínica.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

EXPERIMENTA DESIGN 2009

A Bienal Experimenta Design regressou a Lisboa para apresentar novos projectos que abordam a inclusão e coesão social.
Os eventos, que se prolongam até 8 de Novembro, irão decorrer em vários locais espalhados pela cidade, tornando esta Bienal num dos grandes eventos culturais de referência no panorama internacional.

MOÇAMBIQUE

Estão marcadas 3 eleições para Outubro em Moçambique o que juntamente com o Mundial de Futebol na África do Sul em 2010 faz rodar para a África Austral algum interesse português.
Isto, é claro, se a selecção nacional concretizar o que todos esperam.

Após a guerra civil em Moçambique, em 1992, iniciou-se um percurso que levou o país de uma economia conhecida pela exportação de camarão e de caju para outra em que o alumínio e electricidade são dominantes nas exportações. Outra forma sintética de se avaliar as mudanças dos últimos 15 anos é comparar as exportações de alimentos e de minerais e metais entre 1995 e 2007. Em termos globais, o crescimento da economia moçambicana é um caso de sucesso.

Exportações de Moçambique (% do total)

0000000000000 1995 00000000000 2007

Alimentos- 00000000000000000 66 000000000000011

Minérios e metais- 0000000000 2 00000000000000 64
Fonte: WDI, 2009

Infelizmente nem tudo está bem. Visto através dos indicadores de desenvolvimento Moçambique está numa situação extrema. Há uma melhoria geral das condições de vida mas essa melhoria não pode encobrir uma situação humana ainda extremamente débil. A generalidade dos indicadores de pobreza, educação, mortalidade infantil, saúde, etc. continuam a reflectir uma realidade muito difícil e que, mesmo no contexto africano, se compara desfavoravelmente.


Com grandes potencialidades em termos agrícolas e extractivos e voltada para a China e para a Índia, que têm aqui grandes carências, é preciso que o crescimento económico em Moçambique toque mais a generalidade da população e se contrarie uma economia dual em que 75% da população continua a viver com menos de 1.25 dólares por dia.

Talvez o Mundial sirva para alguma coisa.
Luis Rosa

MUITO MAIS DO QUE 10% DE MARGEM DE ERRO



terça-feira, 8 de setembro de 2009

JARDINS PÚBLICOS

A Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas (APAP) vai iniciar em 2010 cursos de formação para autarcas sobre jardins públicos e sustentabilidade.
Segundo a presidente daquela estrutura, Margarida Cancela d'Abreu :“Todos os presidentes de câmara querem jardins com relva e muitas flores embora a relva seja típica de países como a Inglaterra e a Irlanda e consumam muita água” ... “Os jardins têm de ter identidade, têm de ser feitos com plantas da região onde se encontram e têm de permitir às pessoas ver as mudanças de estação e, através da vegetação, saber se estamos no Verão ou no Inverno” ...
“A formação aos autarcas tem a ver, sobretudo, com questões de rentabilização da água e o uso de plantas de cada localidade nos jardins e nas rotundas”.

UMA IMAGEM PARA ASSINALAR O FIM DAS FÉRIAS - NO ALGARVE

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ASSIM CANTAVA RAUL SOLNADO


Fui num domingo a Cacilhas
Mais o Chico Maravilhas
Comer uma caldeirada
A gente não nada em taco
Mas vai dando pró tabaco
E pra regar a salada
E porque isto é mesmo assim
A gente morre e o pilim
Não vai prá cova coa gente
E antes gastá-lo no tacho
Que na farmácia que eu acho
Isto é que é principalmente
Terminada a refeição
Ao entrar na embarcação
Começou a grande espiga
O Mangas abriu o bico
Pôs-se a mandar vir com o Chico
E o Chico arriou a giga
E para acalmar a tormenta
Inda disse ao Chico aguenta
Mas o Mangas insistiu
E o Chico sem intenção
Deu-lhe um ligeiro encontrão
Atirou co tipo ao rio
Um sócio de outro meco
Quis-se armar em malandreco
A gente já estava quentes
Veio para mim desnorteado
Eu dei-lhe co penteado
E pu-lo a cuspir os dentes
Veio outro veio outra ideia
De sarnelha e plateia
Mais outro fui-lhe ao focinho
E o Chico pelo seu lado
Só para não ficar parado
Aviou quatro sozinho
Fez-se uma grande molhada
Desatou tudo à estalada
Eu e o Chico no centro
Naquela calamidade
Apareceu a autoridade
E meteu-nos todos dentro
Não tenho vida pra isto
E de futuro desisto
De me meter noutra alhada
Nunca mais vou a Cacilhas
Mais o Chico Maravilhas
Comer uma caldeirada

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

TRIGONOMETRIA

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando Ao sabor do momento
E da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia em que tudo, afinal,se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu, a ela, Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo, chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CRITÉRIOS

Atravessamos anos telúricos para o sistema bancário, muitas instituições mudaram de natureza, outras simplesmente desapareceram, uma boa parte anda de mão estendida para o Estado.
Por isso é curioso ver o ranking bancário do The Banker relativo a 2008.
Para The Banker o top 10 é liderado pelo JP Morgan (activo de 2175052 milhões USD) e é composto por 4 bancos americanos, 2 ingleses, um japonês, um francês, um chinês e um espanhol (Santander CH). Entre os bancos portugueses a posição 122 é do BCP e a 127 da CGD.
O resultado é muito diferente se a hierarquia for o volume de activos. Por exemplo, o 2º maior banco em termos de activos é o Deutsch Bank que está na 21ª posição no ranking geral.
Banco - ranking - Activo (m) - Lucro (m)
Royal Bank of Scotland-4 -4229813- 59
Deutsch Bank -21 -2065306- 7
CGD -127 -154572 -921
Neste período conturbado há duas coisas que, ao contrário do que se deveria esperar, não parecem ter nada a ver com a dimensão dos bancos: os lucros e os critérios adoptados pelo The Banker para os hierarquizar. Há um bonito conjunto de perdas entre os bancos que ocupam os primeiros lugares do ranking. Por exemplo, o maior banco em termos de activos é o RBS que está na posição 4 do ranking mas teve 59 milhões de perdas em 2008.
Critérios …

Luis Rosa

sexta-feira, 17 de julho de 2009

OS INVESTIMENTOS TURÍSTICOS, A COMUNICAÇÃO SOCIAL E A POLÍTICA

foto L.R.
O Grupo Pestana informou em comunicado, que deixará de gerir o Ilhéu das Rolas Resort, em São Tomé e Príncipe, a partir de 1 de Novembro.
“... o recorrente aproveitamento político das normais relações entre a unidade hoteleira e os habitantes do Ilhéu das Rolas, sempre que ocorrem eleições em S. Tomé e Príncipe..." "...com recurso a informações falsas e ofensivas do bom nome do Grupo, internacionalmente veiculadas através da manipulação de alguma comunicação social, nomeadamente de origem portuguesa com representação em S. Tomé e Príncipe, situação que o Grupo não pode tolerar mais..."
"...O Grupo Pestana, como maior investidor no sector do turismo em S. Tomé e Príncipe, lamenta não lhe restar outra alternativa a esta drástica decisão, que foi longa e maduramente pensada, bem como eventuais efeitos negativos que ela possa ter não só para os seus colaboradores actuais (cujos interesses iremos procurar acautelar), para a população residente no ilhéu, nomeadamente aqueles que, pretendendo melhoras as suas condições de vida e dos seus filhos, ambicionavam deslocar-se para outros pontos do País, bem como para a população de Porto Alegre".

terça-feira, 7 de julho de 2009

O DL 73/73 FOI P`RÓ BÉ LÉ LÉU

O “velhinho“ Decreto nº 73/73 foi revogado pela Lei 31/2009.
Após décadas de discussão, parece que ficam mais claras as regras para o exercício das várias disciplinas nas áreas de arquitectura e engenharia.
Vemos definidos os conceitos de assistência técnica, autor de projecto, coordenador de projecto, etc.
Ficamos a aguardar que a Ordem dos Arquitectos, a Ordem dos Engenheiros e a Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos e, quando se justifique, outras associações públicas profissionais, no uso de poder regulamentar próprio, procedam à definição das qualificações específicas adequadas à elaboração de projectos, à direcção de obra e à fiscalização de obra.
Os técnicos responsáveis pela coordenação, elaboração e subscrição de projectos, pela fiscalização de obras públicas e particulares, estão obrigados a celebrar contrato de seguro de responsabilidade civil extracontratual, destinado a garantir o ressarcimento dos danos causados a terceiros por actos ou omissões negligentes, nos termos da legislação em vigor.
Aguarda-se a publicação da portaria que defina as características deste seguro.
É também definido um regime transitório para os técnicos sem formação superior mas que acumularam experiência e saber nestas áreas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

QUARTEIRA IN CIDADES CRIATIVAS


No próximo dia 7 de Julho terá lugar em Lisboa, uma conferência para o lançamento da “Rede Internacional de Cidades Criativas“. O evento promovido pela CCDR-LVT, o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa, realiza-se no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações.
A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia.
Para debater o tema da criatividade foram convidados, entre outros, a Plataforma das Indústrias Criativas da AML, a Parque Expo e o Concurso de Escolas Cidades Criativas.
No âmbito do Concurso de Escolas Criativas, o concelho de Loulé ver-se-á representado pelo grupo Kuartalive, da Escola Laura Ayres.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A IMPORTÂNCIA DAS PREVISÕES

A OCDE publicou no dia 24 de Junho previsões económicas para 2009 e 2010.
Este ano o crescimento do PIB para toda a OCDE vai ser muito negativo (-4.1%) e para o ano a previsão é uma taxa politicamente correcta (0.7%): nem alta para evitar acusações de optimismo nem muito baixa que rebaixe as expectativas dos agentes económicos.
Portugal (-4.5%) irá cair este ano um pouco menos do que a ZE (-4.8%) e um pouco mais do que a Espanha (-4.2%).
As curiosidades destas previsões são, nomeadamente, i) que entre o 2º trimestre de 2008 e o 4º trimestre de 2010 a Zona Euro (ZE) vai crescer sempre menos do que os EUA. Isto é, quem deu bronca vai safar-se menos mal do que os outros, ii) é impressionante a queda do PIB da ZE no 1º trimestre deste ano e iii) como se vê no gráfico, só no final do ano haverá variações positivas.
Estas previsões do PIB são importantes mas são menos importantes do que noutras crises. As crises são sempre avaliadas em termos de impacto no rendimento, no PIB. Aceita-se que o impacto na riqueza é, digamos, negligenciável. Desta vez esta assumpção não é aceitável. Temos de ter em conta a (destruição de) riqueza – que foi enorme em países como os EUA, RU, Irlanda, Espanha, etc. - A destruição de riqueza vai prolongar a crise no tempo e, por isso, tornar menos interessantes previsões de curto prazo que só incidem no PIB
.

Luis Rosa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

No decurso de (mais uma) tentativa de ir arrumando os papéis, encontrei este interessante fragmento da nossa história: uma casa localizada na, então, denominada Ilha do Ancão (hoje ilha de Faro) e que estava exactamente implantada na divisão dos concelhos de Loulé e Faro.
De acordo com a descrição constante na Caderneta Predial Urbana, tratava-se de um prédio urbano, construído em madeira e destinava-se ao comércio de pão. Seria objecto de reconstrução em 1954.

TÁCITO


Combatendo divididos, foram totalmente derrotados.
Tivessem permanecido inseparáveis, teriam sido insuperáveis
.”
Tácito
sobre os Celtas da Península Ibérica
(56-117 d.C.)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

UM NOVO EQUILIBRIO

Saber como chegámos aqui é essencial para saber como vamos sair.


Uma acusação antiga é que a dinâmica do capitalismo leva a crises de sobreprodução, ie, a crises provocadas por uma produção excessiva face à procura existente. Quando se ouve falar em programas de demolição de casas surge-nos a imagem de uma crise de sobreprodução igual às que, no passado, levaram à destruição de café ou de outros bens.

Claro que a procura efectiva depende dos salários, da distribuição do rendimento e da riqueza, ou seja, quanto mais baixos forem os salários e mais dispare for a distribuição do rendimento mais difícil é gerar procura efectiva. Quanto menos dinheiro chegar aos pobres menos procura há.

Nos EUA 50% da população detém 2,8% da riqueza. Esta desigualdade extrema não pode permitir que a procura efectiva equilibre e absorva a produção.

Não pode?

Nos EUA pôde. Para isso usaram-se todos os truques possíveis e imaginários, produtos financeiros com nomes impronunciáveis, contrataram-se pós-doutorados em matemática e física para que o sistema financeiro conseguisse – de acordo com os preceitos em vigor – fazer esticar a procura até ao nível necessário. Isto foi feito pelo endividamento dos americanos incluindo os que não tinham, já então, capacidade de cumprir o serviço da dívida (os empréstimos sub-prime).

O filme dos últimos anos chamou-se, assim, prolongar o crescimento da procura à custa do endividamento extremo.

O filme actual chama-se: calafetar os défices dos agentes o menos mal possível até se conseguir um novo equilíbrio. A destruição de riqueza foi muito grande e por isso esse novo equilíbrio ainda demora e demorará tanto mais quanto mais lentamente se corrigir a extrema desigualdade da distribuição do rendimento no Mundo.


Luis Rosa

ACORDO ORTOGRÁFICO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO URBANISMO- D.R. 9/2009

-Um chapéu(?)-

"...Pretende-se, assim, através do presente decreto regulamentar, evitar a actual dispersão e imprecisão de conceitos utilizados por instrumentos de gestão territorial, nomeadamente o recurso a expressões que não são objecto de definição, a utilização do mesmo conceito com diferentes significados ou do mesmo instituto jurídico com diferentes designações, bem como a utilização de conceitos indeterminados ou incorrectos..."

- Não, é uma jibóia que engoliu um elefante-

(Imagens do livro O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry)

Decreto Regulamentar 9/2009