quarta-feira, 28 de julho de 2010

ATÉ QUE A RETOMA NOS SEPARE

Portugal e Espanha estão de braço dado, até na Vivo.
Seja por causa da globalização, do mercado único, do euro, das águas do Douro, do Tejo e do Guadiana, ou por tudo isto e mais a crise.
Se a dor de cabeça de um é o galope da dívida do Estado, no outro a enxaqueca vem em tijolos e cimento.
Se um tem os desempregados mais mal pagos da Zona Euro o outro tem um exército produtivo de reserva de 4.6 milhões de pessoas.
Se Portugal não está em condições de apoiar a retoma das exportações espanholas, Espanha também não está nada virada para o made in Portugal.
No fim, os dois foram acumulando dívidas ao longo dos anos para conseguirem levar a “vidinha”.
Este paralelismo também chega ao desempenho da bolsa. Os dois principais índices de acções, o PSI20 e o IBEX, têm tido uma desgraça sintonizada, perderam mais de 30% desde meados de 2008.
E ainda há um pormenor interessante. Até 2009 a volatilidade do PSI20 foi superior à do IBEX. No último ano e meio, ao contrário, o índice espanhol foi menos estável – o que significa ser um investimento mais arriscado. Isto pode significar que a situação crítica de Espanha foi mais surpreendente para quem faz o mercado e era bom que pudesse significar expectativas um pouco menos negativas para a economia portuguesa.
Neste caso, seria a retoma a separar o que a crise uniu fortemente.

Luis Rosa

sexta-feira, 2 de julho de 2010

CILA E DIDIER PIRES





Já abriu ao público a nova oficina de Artes Plásticas da Cila Pires e do José Machado Pires, também conhecido por Didier. Vários clientes do Atelier Pedroso têm obras do Didier que criou, durante vários anos, as nossas “prendas de Natal” . Agora em Vale Judeu, podem ser apreciadas cerâmicas, pintura, tecelagem e escultura, frutos de um trabalho que desenvolvem há mais de 20 anos com grande qualidade, humildade e simpatia.

NELSON MANDELA BAY


O estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth é o terceiro estádio projectado pelo grupo gmp Architekten para o Mundial da África do Sul. Com capacidade para 48.000 espectadores, dotará a cidade, nos subúrbios da qual foi construído, de uma infraestrutura desportiva de grande capacidade para usufruto dos clubes e associações locais. A forma biométrica da cobertura, em telas brancas, assente numa “passarela”de pilares, protege o campo e as bancadas do clima instável da região. A construção deste estádio motivou um sentimento de orgulho nacional, ao envolver artistas que dispuseram de 700 m da fachada norte para mostrar com arte tradicional e contemporânea africana.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

D.L. 26/2010 - ALTERAÇÃO AO 555

Entrou esta semana em vigor uma nova alteração ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, o D.Lei nº 26/2010 de 30 de Março.

terça-feira, 29 de junho de 2010

COMO É VISTA A SUA CASA...

Vista por você




Pelo seu banco


Por um possível comprador

Por um avaliador

Pela Câmara Municipal, Finanças
ou outro serviço da Administração Pública


sexta-feira, 25 de junho de 2010

HOJE- ESTÁDIO MOSES MABHIDA -DURBAN

Desenhado por gmp Architekten, tem como imagem de marca o arco curvo que se eleva 104 m sobre o estádio, uma estrutura em aço, oca, que pode ser percorrida de um lado ao outro. O acesso do lado sul, é feito por uma impressionante escadaria com 550 degraus.
A fachada de lâminas abertas, que seguen as ondulações do estádio, têm painéis ao longo dos percursos que protegem do sol e dos frequentes ataques de vento, permitindo uma vista livre interior/exterior. A cobertura tem uma série de cabos radiais fixos nos bordos do tecto, gerando tensão e a membrana de PTFE que os cobre permite que 50% da luz atravesse a superfície, protegendo ao mesmo tempo da chuva e do sol.
Com lotação para 70 mil pessoas distribuídas por 3 níveis, será reduzida para 56.000 depois do Mundial.

P.I.N.- Projectos Intermitentes Nacionais

Conferência Montepio/Diário Económico sob o tema "Turismo - Motor de Crescimento da Economia Nacional", que decorreu terça-feira na Batalha:
“Atrasos nos processos exigem reformulação dos projectos turísticos. Nem o estatuto de projecto PIN ajuda a resolver.
"No projecto do Centro de Congressos dos Hotéis Vila Galé, em Caxias, que seria o maior da região de Lisboa, a Câmara de Oeiras exigiu que o urbanizador fizesse três viadutos para aprovar a urbanização. Os viadutos iam sair nos terrenos do Estádio Nacional que, em vez de disponibilizar gratuitamente o terreno, resolveu fazer uma hasta pública dessas pequenas faixas por 2,5 milhões de euros. Ainda se fez um escândalo por causa de uma obra que seria suportada pelo urbanizador e depois entregue ao Estado". Esta foi uma história real que Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Vila Galé, escolheu para exemplificar as dificuldades para licenciar um projecto que será positivo para a economia portuguesa.
As dificuldades de licenciamento, ainda funcionam como um dos maiores entraves ao desenvolvimento turístico do País...”
O estatuto PIN, nasceu como um instrumento facilitador dos custos de contexto, ou seja, do tempo desperdiçado em burocracias para quem queira investir. Maria João Gomes, do AICEP, sublinhou que "conseguir poupar um ano ou dois é muito bom; é menos dinheiro que o investidor gasta". Mas, conforme os anos vão passando, o projecto perde o sentido e a viabilidade com que foi pensado.
Jorge Catarino, secretário-geral da C.T. P. avançou que "muitas vezes um projecto elaborado há três anos tem de ser revisto porque o mercado é muito dinâmico, principalmente do lado da procura". “

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O RENASCIMENTO PORTUGUÊS

O Estádio Green Poin foi palco da histórica goleada de Portugal contra a Coreia do Norte, no campeonato do mundo de futebol, realizado no maior dia do ano.
Este estádio, foi chamado durante a sua construção de “estádio do renascimento africano”, por ser um dos mais bonitos do mundial e um dos mais avançados tecnologicamente.
Foi construído num local com uma área de 10,6 hectares, parte da qual era utilizada como campo de golfe, entre a cidade do Cabo, as montanhas e o oceano.
O projecto de gmp architekten apresenta uma forma original de estádio, mais próximo de uma arena com uma cobertura ondulada revestida a painéis de vidro laminado, cujo resultado visual é o de uma concha translúcida.
Tem capacidade para cerca de 68.000 lugares e uma altura de 54 m, equivalente a um edifício de 18 andares.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

RESPOSTA HUMANA AO HUMOR

O jornalista João Gobern está em Faro, hoje, não para falar de musica, não para falar de futebol mas para “apadrinhar” o lançamento do livro “Resposta humana ao humor: humor como resposta humana”. Da autoria de Helena José, docente da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, a obra é apresentada pelas 19h00, na livraria Pátio das Letras, em Faro, onde vale sempre a pena ir.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

PREÇOS DO IMOBILIÁRIO RESIDENCIAL

Com a fiabilidade possível o Banco Central Europeu divulgou dados sobre os preços do imobiliário residencial na Zona Euro que permitem algumas leituras.
Entre 1999 e 2006, houve aumentos disparatados dos preços dos imóveis em diversos países, como Espanha que teve aumentos anuais médios de 12.6%.
Em Portugal esse aumento não foi expressivo (1,8% ao ano) e talvez por isso foi o único País, a par com a Áustria, a não registar queda do imobiliário no ano passado.
A queda em Espanha foi de 7,4%. No conjunto da Zona Euro a queda foi de 3,1%.
Mas a habitação cair 7,4% o que, em comparação com outras crises do imobiliário, sabe a pouco. Ou seja, Espanha ainda tem muito lixo debaixo do tapete, que é como quem diz, nos balanços dos bancos. Os bancos andam aflitos para conseguirem financiar (entre outros) os créditos hipotecários e, em especial, os que entraram em incumprimento.
Outro dado relevante é que o preço agregado dos imóveis não caía desde 1982. Ora bem!



Luis Rosa

A SIZA O QUE É DE SIZA

Mais um prémio para Siza.
A Fundação Cristóbal Gabarron atribuiu o Prémio Internacional de Artes Plásticas 2010 ao arquitecto português Álvaro Siza Vieira. Entre 31 candidaturas, o júri destacou a sua obra por ser “transparente e respeitosa com o ambiente onde se enquadra”,"o magistério, a relevância internacional e a inspiração poética". Prova disso, destaca, são o edifício da Universidade do País Basco, ou o Centro Meteorológico da Aldeia Olímpica de Barcelona.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ÂNIMO, BRUXAS E GINJAS

Precisamos de ânimo, de uma luz que pressinta a saída, o caminho a seguir, sobretudo, quando a esperança é incompatível com a realidade.
Mesmo fraco, curtinho, inconsequente, ainda assim, precisamos desse carburante. Ou, como disse o poeta, o que faz falta é animar a malta, o que faz falta
Tentamos encontrá-lo não importa onde: desde as pedrinhas da calçada às estrelas do céu.
Mas nada. Só o enfado das más notícias e há que tempos!
A palração sobre o estado da Nação acrescenta zero.
O estado da Nação (o diagnóstico) está feito.
Precisamos de reagir pelo caminho viável e não há muitos!
Mas voltemos aos estímulos e, já agora, às bruxas.
Em Fevereiro utilizou-se o castelhano para professar que Yo no creo en las bruxas pero que las ay las ay.
Ficou, então, feito o bruxedo: que era provável um percurso longo de perda de valor do euro. Isso está confirmado.
O ânimo e as bruxas, por vezes, andam casados.
O slalom do euro traz algum ânimo. Aos importadores nem por isso. Mas quem exporta e para fora da zona euro, sente hoje – com o euro a 1.23 dólares – algum alívio.
Há coisas inevitáveis. Primeiro, precisamos de aumentar a poupança das famílias, das empresas e do Estado, o que significa nos próximos tempos consumir menos. Precisamos de poupar mais porque estamos nas mãos de credores desconfiados e nervosos.
Segundo, precisamos de exportar. Esta ajudinha vinda do euro fraco sabe que nem ginjas.
Luis Rosa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

LICENCIAMENTO ZERO

Proposta de Lei que autoriza o Governo a simplificar o regime de acesso e de exercício de diversas actividades económicas no âmbito da iniciativa «Licenciamento Zero»

Esta Proposta de Lei, aprovada em 19 de Maio pelo Conselho de Ministros, e a submeter à Assembleia da República, solicita uma autorização legislativa para eliminar o licenciamento ou outras permissões administrativas referentes, essencialmente, ao regime de início de funcionamento de diversas actividades económicas. Procede-se, assim, à eliminação de licenças, autorizações, validações, autenticações, certificações, comunicações, registos e outros actos permissivos, substituindo-os por um reforço da fiscalização sobre essas actividades e um agravamento do regime sancionatório.
A iniciativa «Licenciamento Zero» tem por finalidade desmaterializar procedimentos administrativos e modernizar a forma de relacionamento entre a Administração e os cidadãos e as empresas.
Esta Proposta de Lei cria um novo regime simplificado de instalação e de modificação de estabelecimentos de restauração, de bebidas, de comércio de bens, de prestação de serviços ou de armazenagem, substituindo-se as permissões administrativas necessárias à instalação destes estabelecimentos por um mero registo electrónico da informação necessária à verificação do cumprimento dos requisitos legais».
O diploma prevê, também, a eliminação de licenciamentos e outros actos permissivos dos municípios, intrinsecamente conexos com aquele tipo de actividades económicas e fundamentais à sua prossecução, tais como:
i. o da afixação e da inscrição de mensagens publicitárias de natureza comercial e de propaganda;
ii. o da actividade de exploração de máquinas de diversão;
iii. o do mapa de horário de funcionamento e da respectiva afixação.
Com a iniciativa «Licenciamento Zero» procede-se, ainda, à simplificação do regime do exercício de diversas actividades, mediante a eliminação de diversas permissões administrativas, como é o caso da actividade de venda de bilhetes para espectáculos públicos em estabelecimentos comerciais e a actividade de realização de leilões em lugares públicos.
A autorização legislativa prevê, também, o aumento da responsabilização dos agentes económicos, reforçando-se para o efeito a fiscalização e agravando-se o regime sancionatório, assegurando-se a defesa dos direitos e garantias do consumidor dos serviços. Sobem, por isso, os montantes das coimas e prevêem-se novos critérios para a aplicação de sanções acessórias que podem ser de interdição do exercício da actividade ou de encerramento do estabelecimento por um período até dois anos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PRENDAS E SUBORNOS

"Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.
Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolos-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, aúnica prenda que não consigo recusar.
Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições desolidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal. Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas-festas quando se recebe milhares e se expede milhares.
Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.
Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida."

Francisco Moita Flores, Professor Universitário
Correio da Manhã 21/3/2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

RUA BARTOLOMEU DIAS


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Planta do 2º andar














Planta do 1º andar












Planta do rés do chão
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Edifício situado numa rua pedonal do centro antigo de Quarteira, constituído por uma loja e dois apartamentos (um por piso) de tipologia T2. A zona em causa, é caracterizada por pequenas casas implantadas em parcelas de terreno com frentes de rua estreitas, fachadas alinhadas e poucos pisos. O aproveitamento do espaço foi um factor marcante no projecto, resultando em apartamentos com apenas 80 m2 de área bruta, bem como uma escolha de materiais e soluções com vista a uma construção a custos controlados. A opção de situar as salas do lado posterior do edifício permite que haja um desafogo de vistas para os vastos logradouros existentes, em contraste com a pouca largura da rua confinante.

sexta-feira, 12 de março de 2010

FAROLIM DE QUARTEIRA


"O farolim de Quarteira entrou em funcionamento em 8 de Maio de 1927 na torre da igreja de N. S. da Conceição. Foi equipado com uma óptica de 6ª ordem (300mm diâmetro), e candeeiro nº 1, consumindo petróleo. Tinha luz fixa, branca, e o alcance luminoso era de 10 milhas em transparência média atmosférica.
O aparelho óptico estava colocado num abrigo, para tal fim construído em cima da torre da igreja.
Em 1954 foi substituído o aparelho de 6ª ordem, por um de 8ª ordem, reduzindo o alcance luminoso para 6 milhas.
O farolim mudou da torre da igreja para o depósito de água que abastece Quarteira em 1958. Ficou com 22 metros de altura e 43 de altitude.
Em 1959 a Direcção de Faróis comprou no lugar dos Cavacos, uma parcela de terreno de 64m2, pela quantia de 2.000$00 a Manuel Gonçalves Zorrinha, destinado à montagem da torre para o farolim.
Depois de grande polémica entre a Câmara Municipal de Loulé, a Delegação Marítima de Quarteira e a Direcção de Faróis, o farolim acabaria por mudar de lugar em Dezembro de 1960. A Câmara Municipal entendia que se corria um enorme perigo ao abastecer de petróleo o candeeiro, pois algum petróleo derramado podia introduzir-se no depósito de água. Foram ouvidos inclusive alguns arrais de embarcações, tanto pela Delegação Marítima como pela Câmara Municipal, com a finalidade de se pronunciarem sobre qual o melhor local para o farolim. Na Câmara, pronunciaram-se a favor do regresso do farolim à torre da igreja. Na Delegação, mantê-lo no depósito de água, porque seria o ponto mais elevado da freguesia e como tal avistado a grande distância.
O farolim acabou por ser montado em Dezembro de 1960, numa estrutura em ferro, retirada do farolim posterior da barra do Guadiana em 1942, a cerca de 200 metros a SSW do depósito de água. Esta estrutura foi adquirida à casa Barbier, Bénard & Turenne em 1923. É uma torre circular aberta em ferro fundido, assente em plataforma também em ferro, com 14 metros de altura e 45 degraus. Para lhe dar uma maior resistência, tem instalado 4 espias, ligadas da plataforma inferior ao varandim. Importou esta montagem em 701$00.
Em 1961 foi construída uma habitação para o faroleiro, cujo orçamento foi de 57.600$00.
O farolim foi electrificado em 10 de Junho de 1962. Foi equipado com um aparelho de 5ª ordem e uma lâmpada de 220V/250W, passando a ter um alcance luminoso de 11 milhas.
Em Maio de 1979 deixou de ter faroleiro residente, passando para a área da Balizagem Faro-Olhão. Foi contratado um auxiliar de luzes (João José Renda Martins). O último faroleiro a prestar serviço neste farol foi o faroleiro de 2ª classe, Jaime dos Reis Maurício.
Encontrando-se o farolim no meio da povoação, começou a tornar-se difícil o seu avistamento, não só pela interposição de prédios, mas também por excesso de luminância ambiente durante a noite; por tudo isto, foi feita uma proposta para a sua extinção, até porque entretanto foi estabelecido na torre da marina de Vilamoura um farol.
Acabou por ser extinto e desmontado em 20 de Setembro de 1984.
Em Dezembro de 2003, o farolim recuperado na Direcção de Faróis, foi instalado numa Praça de Quarteira como motivo de interesse local."

Arquivo histórico da DF
Far. S/Ch. Barbosa 2004
Texto atenciosamente cedido pela Direcção de Faróis.














Farolim na Igreja de Quarteira 0000000000000000000000 Farolim actual
(foto de arquivo A.P.) 0000000000000000000000000000000(foto A.P.)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!!!

No dia 20 de Janeiro a taxa de câmbio euro/dólar caiu abaixo da sua média móvel de 200 dias, um facto digno de nota porque só acontece de tempos a tempos. Como se pode ver no gráfico, desde 2008 só houve mais 2 cortes desta média móvel: Agosto de 2008 - e a taxa de câmbio caiu até Novembro -e Maio de 2009- e a taxa de câmbio esteve a subir até Dezembro.
Não sabemos se são os mercados financeiros que comandam o sul da Europa ou se é o sul da Europa que comanda os mercados financeiros.
Foi a queda do euro que acabou com a música de Zorba o grego, com a fiesta em La Moncloa e levou à erupção do bailinho da Madeira? Será que o euro já sabia em 20 de Janeiro que a Madeira ia dar o seu contributozinho para os nossos buracos orçamentais? Ou foi o rombo das contas dos Estados do sul que levou à queda do euro?
Nunca sabemos bem qual é o sentido da coisa.
Só se sabe que quem apostou no final de Janeiro que o euro ia cair fez uma boa aposta. É esta a beleza dos mercados eficientes, são antecipáveis.

E, yo no creo en brujas…

Luis Rosa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UMBIGOS


O umbigo da classe política – chapeau às excepções - parece um labirinto que os impede de encontrar a saída ou então um poço que os faz andar à roda, à roda, à roda.
A coisa está brava. Mas o protótipo da nomenclatura partidária não arreda as palas e fixa obsessivamente o que lhe estabeleceram como objectivo do mês.
Exemplos não faltam. O desplante que constitui a Lei das Finanças Regionais – leia-se a forma oficial de calafetar, ainda mais e de novo e em plena crise, o governo da Madeira – é apenas um.
Mas falemos de coisas bem melhores...
A polémica pré-eleitoral acerca dos grandes investimentos serve. De um lado, os grandes investimentos eram o zénite e o nadir da política económica e essenciais para arrastar o investimento privado e para relançar o País numa era de desenvolvimento. Do outro lado, os grandes investimentos eram, no auge da guerra pré-eleitoral, para arrasar. Teriam de passar por um crivo apertado e boa parte seria abandonada. Por exemplo, o TGV.
Andava tudo distraído? A questão não passa exactamente por opções (supostamente) ideológicas. Não vale a pena inventar divergências que não existem. A coisa é mais simples: a farra vai depender da quermesse e a quermesse está fraca, muito fraca.
O défice do Estado foi 9.3% e a dívida pública vai a caminho de 80% do PIB. Estes números podem não dizer muito mas querem dizer que não há dinheiro, ponto. Não vale a pena polemizar virulentamente. Não vale a pena confrontarem entre si verdades totais. Os grandes investimentos vão fazer-se em versão minimalista, à velocidade de comboio-correio e despachados para as calendas.
Mas isto passava ao lado de muita gente, em especial, dos que imaginam o Universo um apêndice do seu umbigo.

Luis Rosa

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

IN PORTIMÃO

Plano de Pormenor da Horta do Palácio
O layout do plano apresentado mostra uma área de intervenção situada no centro de Portimão com (mais ou menos) os seguintes limites:
Praça 1º de Maio, Nacional 24, Av. Miguel Bombarda, R. do Pé da Cruz. Esta zona corresponde à actual localização do edifício da Câmara M. de Portimão, do estádio, pavilhão gimno desportivo e auditório municipal.


Segundo a proposta, o edifício da Câmara será mantido sendo ampliado na parte posterior para albergar os serviços municipais e uma loja do cidadão de segunda geração; segundo a secretária de Estado da Modernização Administrativa, sintetizou, “os utentes têm uma atitude cada vez menos complacente e tolerante para o mau atendimento, a burocracite e a sobrecarga administrativa, exigindo um serviço de qualidade”.

Do total da área, 5 hectares serão destinados a espaços verdes de lazer que incluem um parque geriático e um infantil, campos de petanca e jardim da musica. Os edifícios a construir destinam-se a um conjunto habitacional, uma torre de serviços e um estabelecimento hoteleiro. Está ainda contemplada uma zona de apoio a feiras e eventos e estacionamentos públicos com uma capacidade para 420 lugares.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2010

Um contributo do design gráfico para a adaptação à nova realidade nacional e internacional