terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MODERNO AO SUL



É raro assistir no Algarve a um evento de promoção e divulgação da obra de um arquitecto algarvio, mas a partir de hoje e até final de Novembro, é possível visitar a exposição da obra de Manuel Gomes da Costa, em Faro.
Este arquitecto, cujos projectos estavam muito marcados pela corrente da "escola do Porto" e por Óscar Niermeyer, abriu uma brecha na região para dar entrada ao modernismo. Segundo os seus valores, a arquitectura devia ser "leve, solta, democrática, humana, adaptada ao lugar e ao clima".
São obras suas, o edifício Tridente e o Colégio do Alto em Faro, a Cooperativa Agrícola de Stª. Catarina da Fonte do Bispo e muitas moradias em vários pontos do Algarve, algumas delas já demolidas.
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Museu Municipal de Faro até 29 de Novembro.
A exposição segue depois para Vila Real de Stº. António, terra natal do autor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

POLÍTICA E TERRITÓRIO

I-Introdução

O território tem de ser lido como um bem geracional, um bem colectivo.

O território é o lugar onde o nosso passado se construiu, onde o nosso presente acontece.

Há que ter cuidado pois é do futuro que estamos a falar.
Por imposição das normas europeias foi, na década de 90, essencial a elaboração dos P.D.M.`s. Esta 1ª geração de P.D.M.`s é alvo fácil de críticas: feitos à pressa (da sua execução e aprovação dependiam muitos financiamentos europeus), sem conteúdo estratégico, estanques, castradores do "devir". Fez-se o que se pôde.
Fácil é criticar. Mas agora os tempos são outros.
II- Identificação
Ninguém terá dúvidas que o concelho de Loulé é um dos mais ricos em diversidade. Um território que se estende do litoral até ao Alentejo.
À conhecida afirmação "litoral, barrocal e serra" não houve qualquer correspondência em termos de identificação estratégica do nosso território.
A este propósito vem a calhar recordar outra vez o famigerado R.M.U.E.: para quem leia este documento com atenção, fácil ser-lhe-á verificar que no mesmo não se vê vertida qualquer leitura estratégica sobre a riquíssima diversidade do nosso território.
Estabeleceram-se regras uniformes e redutoras, sem qualquer atenção às especificidades desta riqueza multifacetica.
III- Política
À Política o que é dos políticos. Ao Ordenamento o que é dos especialistas nesta matéria.
Esta afirmação não é para ser lida de um modo simplista. Na verdade assenta num desafio: que os políticos e os técnicos constituam verdadeiras equipas de trabalho, onde cada um saiba correctamente qual o papel que lhe cabe na prossecução de uma "grande ideia" de Território.
Concretizo.
Aos políticos cabe a enorme responsabilidade de identificar e estabelecer as metas estratégicas para o desenvolvimento do território.
Aos técnicos cabe-lhes uma missão de não menor responsabilidade: validar as estratégias, com base num trabalho competente e intelectualmente honesto, a partir do qual se estabeleçam os mecanismos para a ambiciosa política de gestão territorial.
Um diálogo elevado entre políticos e técnicos conseguirá, sem dúvida, levar a cabo essa tarefa, em prol das populações.
IV- Território
Jamais podemos esquecer que o Território, bem perecível, constitui uma das mais superiores mais-valias do nosso bem-estar.
O Território não pode, de uma vez por todas, continuar a ser alvo de "predadores".
Sendo o "sítio" onde vivemos, a sua Gestão é o resultado daquilo que no passado o transformou, constituindo o entorno onde hoje vivemos.
E aqui coloca-se um dos mais complexos desafios aos gestores da "causa pública": - saberemos ser suficientemente imaginativos, audazes e estrategas para estabelecer uma Grande Política de Território que, melhorando o nosso presente, seja um garante de qualidade de vida para as gerações vindouras?
Porque temos todas as condições para o fazer:
- pensamento e vontade;
- estratégia política e capacidade técnica;
- visão para a modernização do serviço público.
E no que refere ao funcionamento da "máquina administrativa" cabe aqui uma reflexão:
"Da ausência de liderança política decorre a degradação do serviço público".
V- Síntese do pensamento
A gestão do território só pode ser conduzida no sentido de:
- garantir a sustentabilidade de um bem perecível que a todos pertence, nunca esquecendo que aquilo que hoje decidimos condicionará o bem estar das gerações futuras;
- melhorar efectivamente a qualidade de vida das pessoas;
- incluir uma visão estratégica de futuro.
Num outro sentido, não menos válido, a gestão do território não pode:
- ficar condicionada a meras oportunidades circunstanciais;
- ficar apenas sujeita a vectores de natureza economicista.
Dito isto, há que estabelecer um novo "olhar sobre o território" e, com base em políticas inovadoras de gestão do mesmo, saber estabelecer novas regras e modos de funcionamento, operativas, holísticas e verdadeiramente vocacionadas para o serviço público.
Cabe aqui lembrar os grandes princípios da revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Porque quando falamos de Território falamos de oportunidades (liberdade), de distribuição equitativa de riqueza (igualdade), falamos de pessoas e de futuro (fraternidade).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SOPA DE LETRAS

Todos os anos, pelas vindimas, o F.M.I. vem anunciar, à boca de cena e de turbante de vidente, as suas previsões para o Mundo. Mas não se fica pelo simples perfil de bruxo, aspira a ter brilho de estrela para guiar os caminhantes na noite. Precisa que acreditem na sua luz.

Desde o Verão de 2007 que o Sol se finou e uma luz dá-nos mesmo jeito.

Entre os mortais fazem-se todo o tipo de apostas sobre: se a Primavera está a chegar, se o degelo já está a fazer subir o rio, se os salpicos de flores vão aumentar, etc. Na moda estão mesmo as apostas sobre o alfabeto. Aposta-se sobre a letra que nos vai cair em cima.

Será o V? O V diz-nos que depois de cairmos no abismo vamos regressar rapidamente ao nível de partida. É a aposta dos optimistas.

Será o L? O L diz-nos que vamos continuar a andar pelos infernos, nada vai melhorar. Esta é a aposta dos pessimistas.

Será o W? O W diz-nos que a actual Primavera só serve para revirar o ciclo das estações do ano porque o Inverno vai voltar e só depois se poderá respirar. Esta é a aposta dos pormenorizados.
Que letra virá então?
O F.M.I. veio anunciar que vamos ter a letra tipo L de biqueira levantada. Uma letra politicamente correcta, nem boa nem demasiado má. Vamos ter um crescimentozinho. Pouco mas vamos crescer.

Estão abertas as apostas.
Luis Rosa

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

RE-POSTAR

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores."

Platão


Voltamos a postar esta frase, sempre actual.

UNIDADES PRIVADAS DE SAÚDE

D.L. 279/2009 - Estabelece os termos de abertura, modificação e funcionamento das unidades privadas de saúde, nomeadamente:
- consultórios médicos e dentários

- centros de enfermagem

- unidades de medicina física e reabilitação

- laboratórios de anatomia patológica e patologia clínica.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

EXPERIMENTA DESIGN 2009

A Bienal Experimenta Design regressou a Lisboa para apresentar novos projectos que abordam a inclusão e coesão social.
Os eventos, que se prolongam até 8 de Novembro, irão decorrer em vários locais espalhados pela cidade, tornando esta Bienal num dos grandes eventos culturais de referência no panorama internacional.

MOÇAMBIQUE

Estão marcadas 3 eleições para Outubro em Moçambique o que juntamente com o Mundial de Futebol na África do Sul em 2010 faz rodar para a África Austral algum interesse português.
Isto, é claro, se a selecção nacional concretizar o que todos esperam.

Após a guerra civil em Moçambique, em 1992, iniciou-se um percurso que levou o país de uma economia conhecida pela exportação de camarão e de caju para outra em que o alumínio e electricidade são dominantes nas exportações. Outra forma sintética de se avaliar as mudanças dos últimos 15 anos é comparar as exportações de alimentos e de minerais e metais entre 1995 e 2007. Em termos globais, o crescimento da economia moçambicana é um caso de sucesso.

Exportações de Moçambique (% do total)

0000000000000 1995 00000000000 2007

Alimentos- 00000000000000000 66 000000000000011

Minérios e metais- 0000000000 2 00000000000000 64
Fonte: WDI, 2009

Infelizmente nem tudo está bem. Visto através dos indicadores de desenvolvimento Moçambique está numa situação extrema. Há uma melhoria geral das condições de vida mas essa melhoria não pode encobrir uma situação humana ainda extremamente débil. A generalidade dos indicadores de pobreza, educação, mortalidade infantil, saúde, etc. continuam a reflectir uma realidade muito difícil e que, mesmo no contexto africano, se compara desfavoravelmente.


Com grandes potencialidades em termos agrícolas e extractivos e voltada para a China e para a Índia, que têm aqui grandes carências, é preciso que o crescimento económico em Moçambique toque mais a generalidade da população e se contrarie uma economia dual em que 75% da população continua a viver com menos de 1.25 dólares por dia.

Talvez o Mundial sirva para alguma coisa.
Luis Rosa

MUITO MAIS DO QUE 10% DE MARGEM DE ERRO



terça-feira, 8 de setembro de 2009

JARDINS PÚBLICOS

A Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas (APAP) vai iniciar em 2010 cursos de formação para autarcas sobre jardins públicos e sustentabilidade.
Segundo a presidente daquela estrutura, Margarida Cancela d'Abreu :“Todos os presidentes de câmara querem jardins com relva e muitas flores embora a relva seja típica de países como a Inglaterra e a Irlanda e consumam muita água” ... “Os jardins têm de ter identidade, têm de ser feitos com plantas da região onde se encontram e têm de permitir às pessoas ver as mudanças de estação e, através da vegetação, saber se estamos no Verão ou no Inverno” ...
“A formação aos autarcas tem a ver, sobretudo, com questões de rentabilização da água e o uso de plantas de cada localidade nos jardins e nas rotundas”.

UMA IMAGEM PARA ASSINALAR O FIM DAS FÉRIAS - NO ALGARVE

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ASSIM CANTAVA RAUL SOLNADO


Fui num domingo a Cacilhas
Mais o Chico Maravilhas
Comer uma caldeirada
A gente não nada em taco
Mas vai dando pró tabaco
E pra regar a salada
E porque isto é mesmo assim
A gente morre e o pilim
Não vai prá cova coa gente
E antes gastá-lo no tacho
Que na farmácia que eu acho
Isto é que é principalmente
Terminada a refeição
Ao entrar na embarcação
Começou a grande espiga
O Mangas abriu o bico
Pôs-se a mandar vir com o Chico
E o Chico arriou a giga
E para acalmar a tormenta
Inda disse ao Chico aguenta
Mas o Mangas insistiu
E o Chico sem intenção
Deu-lhe um ligeiro encontrão
Atirou co tipo ao rio
Um sócio de outro meco
Quis-se armar em malandreco
A gente já estava quentes
Veio para mim desnorteado
Eu dei-lhe co penteado
E pu-lo a cuspir os dentes
Veio outro veio outra ideia
De sarnelha e plateia
Mais outro fui-lhe ao focinho
E o Chico pelo seu lado
Só para não ficar parado
Aviou quatro sozinho
Fez-se uma grande molhada
Desatou tudo à estalada
Eu e o Chico no centro
Naquela calamidade
Apareceu a autoridade
E meteu-nos todos dentro
Não tenho vida pra isto
E de futuro desisto
De me meter noutra alhada
Nunca mais vou a Cacilhas
Mais o Chico Maravilhas
Comer uma caldeirada

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

TRIGONOMETRIA

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando Ao sabor do momento
E da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia em que tudo, afinal,se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu, a ela, Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo, chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CRITÉRIOS

Atravessamos anos telúricos para o sistema bancário, muitas instituições mudaram de natureza, outras simplesmente desapareceram, uma boa parte anda de mão estendida para o Estado.
Por isso é curioso ver o ranking bancário do The Banker relativo a 2008.
Para The Banker o top 10 é liderado pelo JP Morgan (activo de 2175052 milhões USD) e é composto por 4 bancos americanos, 2 ingleses, um japonês, um francês, um chinês e um espanhol (Santander CH). Entre os bancos portugueses a posição 122 é do BCP e a 127 da CGD.
O resultado é muito diferente se a hierarquia for o volume de activos. Por exemplo, o 2º maior banco em termos de activos é o Deutsch Bank que está na 21ª posição no ranking geral.
Banco - ranking - Activo (m) - Lucro (m)
Royal Bank of Scotland-4 -4229813- 59
Deutsch Bank -21 -2065306- 7
CGD -127 -154572 -921
Neste período conturbado há duas coisas que, ao contrário do que se deveria esperar, não parecem ter nada a ver com a dimensão dos bancos: os lucros e os critérios adoptados pelo The Banker para os hierarquizar. Há um bonito conjunto de perdas entre os bancos que ocupam os primeiros lugares do ranking. Por exemplo, o maior banco em termos de activos é o RBS que está na posição 4 do ranking mas teve 59 milhões de perdas em 2008.
Critérios …

Luis Rosa

sexta-feira, 17 de julho de 2009

OS INVESTIMENTOS TURÍSTICOS, A COMUNICAÇÃO SOCIAL E A POLÍTICA

foto L.R.
O Grupo Pestana informou em comunicado, que deixará de gerir o Ilhéu das Rolas Resort, em São Tomé e Príncipe, a partir de 1 de Novembro.
“... o recorrente aproveitamento político das normais relações entre a unidade hoteleira e os habitantes do Ilhéu das Rolas, sempre que ocorrem eleições em S. Tomé e Príncipe..." "...com recurso a informações falsas e ofensivas do bom nome do Grupo, internacionalmente veiculadas através da manipulação de alguma comunicação social, nomeadamente de origem portuguesa com representação em S. Tomé e Príncipe, situação que o Grupo não pode tolerar mais..."
"...O Grupo Pestana, como maior investidor no sector do turismo em S. Tomé e Príncipe, lamenta não lhe restar outra alternativa a esta drástica decisão, que foi longa e maduramente pensada, bem como eventuais efeitos negativos que ela possa ter não só para os seus colaboradores actuais (cujos interesses iremos procurar acautelar), para a população residente no ilhéu, nomeadamente aqueles que, pretendendo melhoras as suas condições de vida e dos seus filhos, ambicionavam deslocar-se para outros pontos do País, bem como para a população de Porto Alegre".

terça-feira, 7 de julho de 2009

O DL 73/73 FOI P`RÓ BÉ LÉ LÉU

O “velhinho“ Decreto nº 73/73 foi revogado pela Lei 31/2009.
Após décadas de discussão, parece que ficam mais claras as regras para o exercício das várias disciplinas nas áreas de arquitectura e engenharia.
Vemos definidos os conceitos de assistência técnica, autor de projecto, coordenador de projecto, etc.
Ficamos a aguardar que a Ordem dos Arquitectos, a Ordem dos Engenheiros e a Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos e, quando se justifique, outras associações públicas profissionais, no uso de poder regulamentar próprio, procedam à definição das qualificações específicas adequadas à elaboração de projectos, à direcção de obra e à fiscalização de obra.
Os técnicos responsáveis pela coordenação, elaboração e subscrição de projectos, pela fiscalização de obras públicas e particulares, estão obrigados a celebrar contrato de seguro de responsabilidade civil extracontratual, destinado a garantir o ressarcimento dos danos causados a terceiros por actos ou omissões negligentes, nos termos da legislação em vigor.
Aguarda-se a publicação da portaria que defina as características deste seguro.
É também definido um regime transitório para os técnicos sem formação superior mas que acumularam experiência e saber nestas áreas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

QUARTEIRA IN CIDADES CRIATIVAS


No próximo dia 7 de Julho terá lugar em Lisboa, uma conferência para o lançamento da “Rede Internacional de Cidades Criativas“. O evento promovido pela CCDR-LVT, o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa, realiza-se no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações.
A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia.
Para debater o tema da criatividade foram convidados, entre outros, a Plataforma das Indústrias Criativas da AML, a Parque Expo e o Concurso de Escolas Cidades Criativas.
No âmbito do Concurso de Escolas Criativas, o concelho de Loulé ver-se-á representado pelo grupo Kuartalive, da Escola Laura Ayres.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A IMPORTÂNCIA DAS PREVISÕES

A OCDE publicou no dia 24 de Junho previsões económicas para 2009 e 2010.
Este ano o crescimento do PIB para toda a OCDE vai ser muito negativo (-4.1%) e para o ano a previsão é uma taxa politicamente correcta (0.7%): nem alta para evitar acusações de optimismo nem muito baixa que rebaixe as expectativas dos agentes económicos.
Portugal (-4.5%) irá cair este ano um pouco menos do que a ZE (-4.8%) e um pouco mais do que a Espanha (-4.2%).
As curiosidades destas previsões são, nomeadamente, i) que entre o 2º trimestre de 2008 e o 4º trimestre de 2010 a Zona Euro (ZE) vai crescer sempre menos do que os EUA. Isto é, quem deu bronca vai safar-se menos mal do que os outros, ii) é impressionante a queda do PIB da ZE no 1º trimestre deste ano e iii) como se vê no gráfico, só no final do ano haverá variações positivas.
Estas previsões do PIB são importantes mas são menos importantes do que noutras crises. As crises são sempre avaliadas em termos de impacto no rendimento, no PIB. Aceita-se que o impacto na riqueza é, digamos, negligenciável. Desta vez esta assumpção não é aceitável. Temos de ter em conta a (destruição de) riqueza – que foi enorme em países como os EUA, RU, Irlanda, Espanha, etc. - A destruição de riqueza vai prolongar a crise no tempo e, por isso, tornar menos interessantes previsões de curto prazo que só incidem no PIB
.

Luis Rosa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

No decurso de (mais uma) tentativa de ir arrumando os papéis, encontrei este interessante fragmento da nossa história: uma casa localizada na, então, denominada Ilha do Ancão (hoje ilha de Faro) e que estava exactamente implantada na divisão dos concelhos de Loulé e Faro.
De acordo com a descrição constante na Caderneta Predial Urbana, tratava-se de um prédio urbano, construído em madeira e destinava-se ao comércio de pão. Seria objecto de reconstrução em 1954.

TÁCITO


Combatendo divididos, foram totalmente derrotados.
Tivessem permanecido inseparáveis, teriam sido insuperáveis
.”
Tácito
sobre os Celtas da Península Ibérica
(56-117 d.C.)