sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ÁLVARO SIZA VIEIRA

(foto oficial)

Álvaro Siza Vieira recebeu ontem em Londres a 'Royal Gold Medal for Architecture 2009', atribuída pelo Royal Institute of British Architects.
"Arquitectura magistral" foi a expressão usada pelo júri para justificar a entregado prémio ao arquitecto português.
Siza Vieira obteve a consagração internacional em 1992 quando recebeu o Prémio 'Pritzker' considerado o Nobel da Arquitectura. Em 1998 recebeu a Medalha 'Alvar Aalto', do nome do prestigiado arquitecto finlandês, e em 2001 o 'Wolf Prize in Arts', conta ainda com três prémios Secil (1996, 2000 e 2006).
As obras mais destacadas de Álvaro Siza incluem as famosas Piscinas de Leça da Palmeira, a Casa de Chá da Boa Nova e a Igreja de Santa Maria em Marco de Canavezes, o Pavilhão de Portugal da Expo 98, o Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, Espanha, a nova sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, Brasil e a Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Lleida, na Catalunha, Espanha.

MICROGERAÇÃO

A poupança e utilização de energias não poluentes começam a estar na primeira linha das preocupações de cidadãos e dirigentes, tendo o governo português aprovado à pouco um conjunto de medidas excepcionais de contratação pública aplicáveis à aquisição de bens e serviços entre os quais a Energias renováveis, eficiência energética e redes de transporte de energia. No próximo dia 2 de Março irá realizar-se um wokshop com o título “MICROGERAÇÃO”, com o objectivo de divulgar boas práticas e apresentar soluções técnicas e financeiras destinadas à utilização de fontes de energia alternativas, a utilizar por empresas, municípios e familias.
NERA – Loteamento Industrial de Loulé – 2 de Março – 14h.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PARA LER E CHORAR POR MAIS

Bom dia Almeida:
Em primeiro lugar fico grato pela consideração
manifestada pelo blogue do Atelier Pedroso.
Não sendo um blogue de intervenção (quer local, quer regional),
ficamos satisfeitos por saber que os nossos posts
de alguma maneira podem ser interessantes e/ou úteis.
Quanto aos recomendados, para além do teu que frequento e cumprimento pela seriedade http://ssebastiao.wordpress.com/, aqui vão:

- sobre futebol, o incontornável e provavelmente melhor blogue
do
país sobre esta matéria:http://antonioboronha.blogspot.com/
- sobre escrita solta ( ainda que ande um pouco parado ): http://xarouco.blogspot.com/
- de um humor corrosivo mas sem dúvida apetecível para irmos sabendo "novas" do burgo:http://www.quiosquedacamila.blogspot.com/
- sobre história antiga do algarve e de leitura muito interessante: http://arkeotavira.com/
- p'rós lados de Faro a preferência vai para:http://adefesadefaro.blogspot.com/
- imperdível pelo humor:http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/
De momento, esta é a selecção, sem menosprezo por outros que de momento não me ocorrem ou que já foram recomendados.
Grande abraço

João Pedroso

As regras deste selo, que são:
1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!

2- Poste o link do blog que te indicou.

3- Indique 10 blogs de sua preferência.

4- Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com,

Juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação.
Caso os blogs tenham publicado o selo e as regras correctamente,

dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B …!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

TURISMO EM TEMPO DE CRISE


O turismo é essencial a Portugal, entre outras coisas, porque, esfalfadas as remessas dos emigrantes, constitui uma fonte de captação de receitas externas, ie, de exportação.
De acordo com a DG Turismo a balança de turismo foi 4303 m€ em 2008 (Jan a Nov).
As receitas foram 7031 e as despesas 2727 m€. Muito positivo, portanto.
O que vai acontecer nos próximos tempos? É isso que interessa.
De acordo com o Barómetro Mundial do Turismo da OMT (Jan.09)

(…)
- Em consequência, e prevendo-se que o cenário de crise económica se prolongue para 2009, a OMT perspectiva para o turismo internacional, em 2009, uma estagnação (0%) ou mesmo um ligeiro declínio (-1% a -2%).
Como estas são antecipações gerais dão-nos apenas uma imagem geral. Não nos dizem o que vai acontecer ao turismo na Europa, nem em Portugal, nem no Algarve. E, por outro lado, nas actuais condições de instabilidade é natural que as previsões ainda sejam menos úteis e que sejam agravadas por uma necessidade – politicamente correcta – de puxar para o optimismo.
É de antecipar uma contracção do turismo em Portugal nos próximos anos. Como vemos pelo gráfico, a crise de 2001 levou à queda prolongada das dormidas na hotelaria até 2004, o ano do Euro. Depois houve uma recuperação deste indicador até 2007. Em 2008, a tendência foi já de queda.

TURISMO: DORMIDAS NA HOTELARIA (e média móvel de 12 meses)
milhares
A crise global é o factor que temos mais à mão para antever esta quebra. E chega para poder arrastar o sector por uma fase complicada, porque quando é preciso fazer cortes as despesas de turismo estão na parte de cima da lista.
A somar à crise há também a taxa de câmbio. Se o euro se apreciar a capacidade de atracção relativa da Zona Euro será afectada e vice-versa.
Mas nem tudo será mau. Por um lado, o petróleo parece que não vai levantar a cabeça tão cedo e isso permite que as viagens não aumentem de preço, favorecendo o turismo. Ou seja, a própria crise gera mecanismos de compensação via redução da inflação que permitem que os rendimentos não sofram uma erosão inflacionista tão grande. Por outro lado, haverá sempre um efeito de substituição, ie, destinos mais afastados e mais caros podem ser substituídos por destinos mais próximos e mais baratos e isso favorece alternativas turísticas europeias. Por fim, há um esforço da generalidade dos governos para não deixar cair a actividade económica, para não destruir o tecido produtivo. A forma mais imediata de olhar para isto é esperar benesses do Allgarve mas também pode ser por outra via: os governos europeus - por exemplo o espanhol que vê a economia em muito maus lençóis e ainda tem dinheiro no bolso – podem ser levados a suportar mais o turismo social, o que não seria má ideia para os nossos hotéis, em especial, na época baixa.
Uma parte do futuro próximo liga-se com a capacidade de resposta do sector a aspectos específicos como mercados de origem e/ou segmentos menos afectados, capacidade de comprimir margens, etc. Mas isso deixo para quem percebe.
Luis Rosa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ARCO 2009

(Pedro Calapez)

A Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid está aberta até 16 de Fevereiro.
Esta edição da ARCO tem como país convidado a Índia contando com a presença de diversas galerias e artistas da arte contemporânea hindu.
9 galerias portuguesas estão presentes na feira entre as quase 250 de 31 países.


MINA DO SAL

UM CASO ÚNICO
A Mina de Sal Gema de Loulé, situada na Campina de Cima, é uma das únicas da Península Ibérica, tendo surgido aquando da mutação geológica que resultou na separação entre a Europa e África, que criou o Mar Mediterrânico, há 250 milhões de anos, ainda antes da era Jurássica.
Após a sua descoberta há cerca de 50 anos, foram sendo escavadas galerias a poder de dinamite, picaretas, martelos pneumáticos e posteriormente com uma máquina de perfuração a que chamavam “roçadora”, a uma profundidade de 230 a 260 metros, abaixo do nível do mar. Dos cerca de 40 km de túneis era retirado o sal-gema de grande pureza (teor superior a 90%) que não serve para utilização na alimentação humana mas muito procurado em várias áreas industriais.
Sendo o maior espaço subterrâneo visitável em Portugal torna-se agora um atractivo turístico, tendo sido apresentado há pouco tempo um projecto (Sal da Terra) que assenta em três vertentes fundamentais: uma área para serviços de “storage”, isto é para armazenagem documental, um Parque Temático/Museu do Sal e a criação de um hotel com quartos e SPA.
A armazenagem documental- Surge dadas as condições naturais da mina para a preservação de documentos a longo prazo devido ao clima interior ser seco e fresco, com temperaturas amenas, pelas extensas áreas disponíveis e por ser um local protegido contra roubos e desastres naturais como sismos ou inundações.
Museu e Centro de Interpretação e Divulgação do Património Geológico e Mineiro- Contendo três espaços distintos: um museu com a exposição das máquinas e equipamentos utilizados ao longo do tempo nesta mina, um espaço de projecção de audiovisuais sobre a história do sal e uma área educativa e lúdica.
O Hotel/S.P.A.- Será um hotel temático, um pouco na linha do Hotel do Gelo, na Suécia, alicerçado na própria estrutura da mina. O SPA e um centro de terapia e bem-estar têm em vista tirar partido das condições naturais dos benefícios do sal para a saúde, nomeadamente para as doenças respiratórias. O projecto prevê ainda salas de conferências, espaços para exposições, concertos de música, cinema ou teatro.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ESQUIÇO

Álvaro Siza Vieira - desenho


Há muito tempo atrás um atelier de arquitectura possuía um conjunto de objectos, materiais e peças de mobiliário que o dotavam de uma ambiência particular. Fazia ainda parte desta ambiência o modo como as pessoas se apropriavam do espaço, o modo de partilhar o conhecimento e a informação, as sensações e emoções associadas ao acto criativo.
No estirador, alto, de madeira, passávamos horas intermináveis, massacrando os lombares até ao limite.
Com os instrumentos havia uma relação muito física, táctil, cuidando sempre da posição em que se encontravam ou mais propriamente, cuidando sempre de os colocar na posição correctamente equilibrada para suporte do traço.
O esquadro e o compasso bastavam para desencadear uma pluralidade de imagens que a imaginação arduamente tinha de descodificar até encontrar aquele momento onde tudo se compunha sob a calma da harmonia da composição.
A lapiseira ( Caran D’ Ache de preferência ) constituía o veículo subtil que ligava o pensamento ao traço que, umas vezes fácil, outras árduo, ia enchendo o papel de esquiço com linhas e mais linhas, algumas eliminadas pela borracha branca ( Rotring ) sempre à mão.
Pensamento, composição, traço, esquiço…arduamente até ao desenho final.
Bons tempos …

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ALTERAÇÃO DA R.A.N.

Foi aprovado em Conselho de Ministros o novo regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional.
O regime agora aprovado introduz uma nova classificação das terras e dos solos, a da metodologia da Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação.
Este Decreto-Lei visa aperfeiçoar os procedimentos de marcação da R.A.N., assente em cartografia digital como ferramenta de rigor. As novas delimitações serão feitas aquando da elaboração, alteração ou revisão dos Planos Municipais ou Especiais de ordenamento do território, sendo propostas pelos municípios e aprovadas pelas entidades competentes da Administração Central, ficando identificadas nas Plantas de Condicionantes.
Aguardamos a publicação do Decreto-Lei que vai revogar o D.L 196/89.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PLANO ESTRATÉGICO DA HABITAÇÃO- NOVAS ATRIBUIÇÕES E OPORTUNIDADES

A 18 de Março irá realizar-se no Centro Cultural de Belém, uma conferência subordinada ao tema "Plano Estratégico da Habitação - Novas atribuições e oportunidades". Esta conferência tem como objectivo, esclarecer e debater as mudanças e as oportunidades que este Plano trás, para as autarquias e para todas as empresas e agentes intervenientes no mercado da habitação em Portugal.

Alguns dos temas em debate são:
- Cidades humanizadas: planeamento e requalificação dos espaços habitacionais;
- O novo papel das autarquias e a importância das parcerias público/privadas;
- Oportunidades, interrogações e expectativas dos skateholders da cidade e da habitação;
- Parcerias público/privadas, instrumentos para a viabilização e execução;
- Programas locais de habitação, do plano à implementação;
- Reabilitar a habitação, habitar a cidade - Inovação na resposta às novas exigências habitacionais e urbanas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CONTAS ELEITORAIS

Este ano vai haver eleições autárquicas e as estruturas de poder local entram em ebulição. Desde logo, é preciso escolher o cabeça de lista e os outros candidatos, depois preparar a campanha e cativar os eleitores. Tudo isto envolve, muito directamente, muita gente.
Parte do êxito eleitoral de uma recandidatura depende da obra dos últimos 4 anos. Mas também vale a pena ter uma ideia das dívidas contraídas. Porque com meios alheios é fácil dar nas vistas mas no futuro isso vai ser pago.
A dívida total de uma Câmara envolve a dívida bancária, a dívida obtida por titularização de activos e as dívidas a fornecedores/outras entidades.
Já há autarquias que optaram pela titularização. Por exemplo, a Câmara de Cascais tem dívida emitida que sofreu em Janeiro um downgrade – uma avaliação negativa – para Aa2. Parece útil que os eleitores de Cascais tenham esta informação para a integrarem no processo de decisão autárquica. A emissão de dívida, ao contrário do que se pode pensar, pode ser um factor positivo na avaliação da gestão financeira do executivo porque mostra que um município cumpre um conjunto de exigências. De outro modo não há emissão de dívida. Por exemplo, no caso de Cascais a avaliação feita no Relatório da Agência Moody’s é:
"Cascais has maintained solid controls over costs and managed
to repay its accumulated debt obligations to suppliers through
its high operating margins. Furthermore, investments are to a
large extent self-financed and liquidity reserves are more than
adequate,"
Em relação ao total da dívida, deve conhecer-se a sua dimensão absoluta e relativa (face a indicadores da autarquia), o destino dado aos fundos e a forma como são geridos.
Para a generalidade das Câmaras a dívida bancária é fundamental. Aparece reflectida nos empréstimos de outras instituições não monetárias à Administração Local, valores divulgados pelo Banco de Portugal (BP).
Podemos ver que esses empréstimos dependem entre outros factores do calendário eleitoral (gráf seguinte). A esta oscilação financeira dependente do calendário eleitoral chama-se ciclo político. A sua justificação é óbvia: tendo uma vantagem comparativa pelo facto de deterem o poder, os executivos camarários tendem a concentrar as obras/despesas no período antes das eleições para potenciarem o seu impacto eleitoral. É dos livros.

Nas eleições de Dezembro de 2001 este agregado acelerou desde Maio de 2000 de 15% para mais de 35%. Percebe-se que este foi um período em que os executivos estiveram à beirinha do paraíso. Nas eleições de Outubro de 2005 esse efeito não foi tão forte (de 7% acelerou para 9%) – aqui já as finanças nacionais não davam margem. Actualmente e apesar da crise o aumento pré-eleitoral já se nota desde 2008 (ver gráf. do período 2004-2008).

O que há a destacar?
Bom, nesta década o ciclo político é evidente: aceleração da dívida bancária antes das eleições e a sua contenção 6 a 8 meses depois. Também se regista que durante toda a década não houve redução da dívida bancária. Terceiro, a margem para o aumento do endividamento tem-se reduzido. E por fim, destaca-se o volume da dívida das Câmaras à banca em Novembro, quase 5 biliões de euros (dados do BP).
Face a isto o que se pode dizer dos eleitores que se contentam com as obras no pelourinho, ou com o arranjo da praça central, ou com o cheque ao clube da terra, ou com a nova rotunda à entrada da vila? Que andam distraídos, muito distraídos.
Vamos ver se é este ano que alguém fala das dívidas actuais e futuras. Vamos ver se temos mesmo atenção às contas e deixamos a política de quem vier atrás que apague as luzes. Isto porquê?
(E agora voltamos a Cascais.)
O downgrade da dívida de Cascais não tem a ver com razões locais. Cascais vai pagar mais pela sua dívida porque todos vão pagar mais (e cá está a maldita crise). Os bancos também vão ter de cobrar mais pelos empréstimos aos municípios. Hoje, esta é a regra: o aumento do risco financeiro impõe custos acrescidos aos devedores.
Esta é uma razão suplementar para que este ano os eleitores não escolham em função das obras de fachada e tenham também atenção às dívidas. E, já agora, elevem o nível do debate, exijam que os executivos e as oposições apresentem programas quantificados. Exijam ver o que está debaixo do tapete.
Descurar as dívidas é descurar o futuro.
Exigir transparência é contribuir para uma melhor gestão financeira das Câmaras nos próximos 4 anos.

Depois façam a cruzinha.

Luis Rosa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

FAÇA VOCÊ MESMO - UM BLOG



Aqui fica a sugestão, a todos os que têm interesse ou a obrigação de divulgar informações úteis, para que criem blogs. Esta sugestão dirige-se a associações, empresas e em particular a autarquias e juntas de freguesia. É certo que a maioria das câmaras possuem sites, mas o que muitas vezes acontece é que como a sua actualização depende de peritos informáticos, a informação demora e demora e demora a ser publicada, as minutas caducam e as buscas são verdadeiras caças ao tesouro.
Vantagens de um blog relativamente a um site:
- é gratuito
- fácil de criar
- fácil de manejar
- simples de consultar
- dispõe de zona de comentários para expor dúvidas
- permite uma actualização rápida de todo o tipo de informação.
Imaginemos uma câmara com um blog, ou melhor com um blog por cada departamento.
É que a ideia, de que as pessoas devem passar todos os dias pela montra da junta de freguesia, para descortinar entre os muitos papelinhos afixados, se já foi publicado o regulamento de feiras, já passou de
prazo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

MINI EDIFÍCIO

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Rés do chão- 2 apartamentos T1 com sala, cozinha, quarto, casa de banho e varanda.

1º andar- 1 apartamento T2 com hall, sala, dois quartos, duas casas de banho, cozinha e varandas

1 9 9 8

PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA E URBANISMO DE SANTO TIRSO

(Paços do Concelho)

"Reproduzir ordem é o objectivo primordial, da arquitectura, uma disciplina que oscila entre os domínios da arte e da ciência, entre o sentimento e a razão. A cidade é um património colectivo e qualquer intervenção sobre a sua estrutura afirma-se como um legado que o enriquece ou degenera. Enquanto organismo vivo que se adapta às necessidades e ambições dos seus habitantes, deseja-se que Santo Tirso tenha um crescimento ordenado e equilibrado, de modo a que a boa forma na construção se traduza não só no bem-estar dos seus utentes directos, mas de todos em geral. Ao criar o Prémio Municipal de Arquitectura e Urbanismo a Câmara Municipal de Santo Tirso pretende reconhecer todos aqueles que contribuem com a sua iniciativa e dedicação para a sedimentação e consolidação de uma cidade onde o belo seja também razão que fundamenta o nosso bem-estar quotidiano. Com esta iniciativa pretende-se ainda sensibilizar os Munícipes, para a criação de uma consciência crítica sobre a transformação urbana, motivando-os para a exigência de um espaço urbano cada vez mais qualificado."
Valor do prémio: 5 000 Euros.
Candidaturas até 31 de Março

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

FAIANÇAS BORDALO PINHEIRO


A fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro nas Caldas da Rainha encontra-se em risco de fechar portas em consequência da falta de encomendas suficientes que lhe permita prosseguir a laboração. Trabalhadores e administração tentam agora chamar a atenção para o valor económico e cultural que esta fábrica representa para a região e para o país e dizer que tem que haver uma solução.
A histórica fábrica nasceu do sonho de Rafael Bordalo Pinheiro juntamente com a sua irmã, Maria Augusta e pelo amigo Ramalho Ortigão. A escritura da fábrica, foi assinada a 30 de Junho de 1884. Tinha como objectivo «explorar a indústria cerâmica no ramo especial das faianças», e propunha-se lançar no mercado, além de produtos de cerâmica ornamental e de revestimento e louça do tipo que se cultivava nas Caldas «objectos da mais fina faiança estampados com gravuras originais para usos ordinários, e louça ordinária para os usos das classes menos abastadas».

As peças que cria inspiram-se na expressão regional da arte popular do barro que lhe pré-existia nas Caldas da Rainha. A cerâmica vai também servir para aparecerem tipos característicos da nossa sociedade. Uma das criações mais conhecidas é a figura do Zé Povinho, personagem intemporal, desalinhado em energia, na retórica e na postura, desenhado no traço grosseiro da robustez que caricatura o nosso colectivo.
Para além do museu da própria fábrica, algumas das peças podem ser vistas no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, estão presentes na colecção Berardo e em locais de uso tão quotidianos como as paredes da padaria as Rua do Sol ao Rato em Lisboa.



Imagens:
1- Zé Povinho
2- Jarra com patos 1906
3- Prato com 3 lagostas sobre folha de couve
4- Azulejos com borboletas e espigas de trigo 1905





"Tá na hora de partir
pois não posso cá ficar.
Quando de mim precisarem
estou em qualquer lugar."




UMA VELINHA EM FÁTIMA

Por estes dias há um sector no centro do palco, a banca.
Para muitos de nós um banco é uma coisa estranha que - apesar de se chamar banco - não faz mesas nem cadeiras, como o Alfredo Marceneiro, não fornece serviços essenciais como a água ou a electricidade e, mesmo assim, existe há séculos e dá lucros (a par com uma ou outra aldrabice de proporções galácticas).
É estranho!
Vamos avaliar um serviço que a banca presta. Apenas um.
O Banco de Portugal publica mensalmente dados agregados sobre a banca que permitem acompanhar muito do que se vai passando na economia nacional. Um desses dados reporta as responsabilidades que os residentes têm face ao exterior, o que devemos ao exterior.
Em Maio de 2002 essa dívida passou os 100 biliões de euros e manteve-se a subir, com um pequeno solavanco em 2004/05, até Fevereiro de 2008 quando atingiu 166.6 biliões. Como se vê no gráfico, a variável cortou a linha de tendência (linha mais fina) no Verão do ano passado indicando que o movimento de subida está provavelmente esgotado.
Antes de mais o que é 166.6 biliões de euros? Sabemos que é muito, que é mais do que o prémio do Euromilhões. Este montante é maior do que o valor da produção nacional durante um ano, é superior ao Activo de qualquer dos bancos nacionais, ou seja, é mesmo muita massa. E é isto que o sector privado vai ter de pagar aos nossos financiadores.
DEPÓSITOS E EQUIPARADOS DE NÃO RESIDENTES
Milhões de euros
Fonte: Banco de Portugal

Um serviço que a banca faz regularmente é conseguir obter o refinanciamento deste montante junto de investidores europeus, japoneses, árabes, etc. para evitar o curto-circuito do crédito à economia.
Até 2007 esse exercício de refinanciamento não levantava problemas. A crise veio agitar muito profundamente essa calma. Um dos riscos, em maiúsculas, da economia portuguesa é ocorrer uma perturbação nesta cadeia de refinanciamento que seria transmitida de imediato e violentamente às famílias, às empresas de todos os sectores e, em especial, às PMEs e outras sem formas alternativas de financiamento e, por fim, ao emprego.
Afinal a banca sempre faz qualquer coisa e nós, conscientes disso, podemos acender uma velinha em Fátima para que continue a fazer.

Luis Rosa

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

LIVRO VERDE SOBRE A COESÃO TERRITORIAL EUROPEIA

Ciclo de Conferências “Ordenamento do Território e Coesão Territorial.
Contributo para o debate público do Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia”
A Direcção da APG está a organizar o "Ciclo de Conferências Ordenamento do Território e Coesão Territorial". O evento, pretende ser um contributo para o debate público do Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia, promovido pela APG com a colaboração de associações profissionais com interesses e responsabilidades no território.
O ciclo de conferências, para além do lançamento de uma discussão pública alargada sobre estas matérias, tem o objectivo de elaborar e apresentar um contributo da sociedade civil portuguesa à consulta pública lançada pela Comissão Europeia sobre o Livro Verde da Coesão Territorial.
A fim de permitir que o debate envolva um número diversificado de perspectivas, e que possa reflectir as expectativas dos vários níveis de intervenção sobre o território, serão organizadas sete sessões regionais, uma em cada região NUT II.
Faro - 14 de Janeiro
link Livro Verde

TRABALHAR COM UM ARQUITECTO

A Ordem dos Arquitectos, secções Norte e Sul, desenvolveram um guia que constitui uma ferramenta de apoio ao cidadão sobre o enquadramento prático da profissão do arquitecto (o processo que envolve a selecção e contratação de um arquitecto e as diferentes fases de elaboração de um projecto de arquitectura), explicando simultaneamente as mais-valias do seu contributo.
Podendo ser útil como documento de mediação no 1º contacto com um cliente, disponibilizamos aqui o PDF para download:

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

PORTARIA 1532/2008 - SCIE

Foi hoje publicado em Diário da República o novo Regulamento Técnico de Segurança contra
Incêndio em Edifícios (SCIE).
Manda o governo que projectistas e técnicos avaliadores conheçam e apliquem o constante nos (meros) 323 artigos da referida Portaria até 5ª feira, data da sua entrada em vigor.