sexta-feira, 13 de junho de 2008

EXPO ZARAGOZA 2008

Aqui fica uma sugestão para gozar o fim de semana (este ou outro até 14 de Setembro).
Zaragoza
Inaugura hoja a Expo 2008 dedicada à "Água e ao Desenvolvimento Sustentável".

Recinto


Torre d`Água - Arqº. Enrique de Teresa

Pavilhão de Portugal



Praça Temática



Pavilhão de Aragão - Arqº. Patxi Mongado

Pavilhão Ponte - Aqª. Zaha Hadid

Aquário Fluvial
" Fluvi"

PRÉMIO SECIL ARQUITECTURA 2008

Foi pulicado o regulamento do concurso para o Prémio Secil Arquitectura 2008. As obras que podem concorrer são as que foram concluídas entre 2006 e 2007 e que tenham utilizado o betão armado como elemento predominante na sua estrutura.
O prémio é de 50 000 euros.
2006 - 2004
Complexo Desportivo Ribera Serrallo - Estádio Municipal de Braga
Barcelona - Braga
Arqº. Siza Vieira - Arqº. Souto Moura

2002 - 2000 - 1998
Casa Pacheco de Melo-Fac. de Ciências da Comunicação-Esc. Sup. de Arte e Design
S. Miguel, Açores - Santiago de Compostela - Caldas da Rainha
Arqº. Pedro Mauricio Borges - Arqº. Siza Vieira - Arqº. Vítor Figueiredo
1996 - 1994 - 1992
Edifício Castro e Melo- Esc. Sup. de Comunicação Social-Casa das Artes
Lisboa - Lisboa - Porto
Arqº Siza Vieira - Arqº joão Carrilho da Graça - Arqº Souto Moura

segunda-feira, 9 de junho de 2008

NAVEGAR

"The sea, with a ship, Afterwards and Island"
(1999)
Imagem de uma das 3 partes do trabalho feito em ardósia de 4,88 m por 2,44m.

DECRETO LEI 96/2008

Foi hoje publicado em Diário da República a alteração ao D.L. 129/2002, relativo ao Regulamento dos Requisitos Acústicos dos edifícios. Este Decreto Lei entra em vigor dia 1 de Julho.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

OPORTO SHOW


Mostra de design, interiores e arquitectura.
De 12 a 15 de Junho no edifício da Alfândega do Porto.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O ARQUITECTO NO "ENTERIOR DESQUECIDO E OSTRACIZADO"

A ARQCOOP e o Núcleo de Arquitectos do Baixo Alentejo organizam, com este título irresistível, a 1ª Conferência do Ciclo Arquitectura Fora d´Ordem . O tema promete e não interessará apenas aos arquitectos do Baixo Alentejo. Um dia destes será melhor mudarmos os ateliers para Lisboa e Porto, criar emprego e pagar impostos por lá e rumar a sul, para ir buscar os trabalhos, porque "os de fora" é que são bons.


Beja -29 de Maio

WORKSHOP - QUE MUDANÇAS


A Associação Portuguesa de Planeadores – APPLA - está a organizar um workshop para ajudar a compreender as recentes alterações jurídicas relativas à gestão do território e à urbanização e edificação, nomeadamente o D.L. 316/07 e a Lei 60/07.

Esta realização, poderá ajudar bastante a desanuviar a confusão que se instalou, quer do lado dos projectistas, quer da parte das entidades, no modo de interpretar e lidar com as leis actualmente em vigor relativas aos projectos de urbanismo e arquitectura.

Regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial (RJIGT)
Conteúdo:
-Tipologia dos planos
- Funções dos planos
- Efeitos jurídicos dos planos
- Procedimento de elaboração e de modificação dos planos
- Relacionamento entre os vários instrumentos de gestão territorial
- Execução dos planos
- Perequação de beneficios e encargos

Regime jurídico de urbanização e edificação
Conteúdo:
- Caracterização das operações urbanísticas
- Procedimentos de controlo prévio : licenciamentos, autorizações e comunicações prévias
- Validade e eficácia dos actos de controlo prévio ( taxas e encargos urbanísticos, caducidade, invalidade e contencioso)
- Procedimentos complexos (articulação com outros regimes legais, designadamente de restauração e bebidas).

segunda-feira, 26 de maio de 2008

LE CORBUSIER

(Villa Savoye)
Quando em 1930 se naturalizou cidadão francês e lhe perguntaram pela profissão, Le Corbusier respondeu “Letrado”.

Passados 120 sobre o seu nascimento, o Museu Berardo, organiza a primeira grande exposição em Portugal, deste arquitecto cuja produção criativa passou também pela pintura, design, escultura, cinema e literatura.
Le Corbusier é considerado um dos maiores arquitectos do séc. XX, pela forma radical e inovadora (à época) de fazer arquitectura.
(Chaise longue)
Entre 1942 e 1948, após ter estudado a arquitectura da Grécia antiga e a medida grega do homem, desenvolveu um sistema de modulação que publicou com o nome de “Modulor”, baseado na razão de ouro e nas dimensões médias humanas, tendo estabelecido 183 cm como altura standart.
Le Corbusier fez projectos para diversos paises para além da Europa, nomeadamente Argélia, Estados Unidos, India, Brasil e Argentina, tendo as viagens a estes dois últimos marcado fortamente as suas obras posteriores.

(Litografia "Composição II")

Na exposição agora inaugurada em Lisboa, podem ver-se maquetes dos seus projectos, pinturas, esculturas, desenhos, peças de mobiliário e objectos da sua colecção particular.
Foi também elaborada uma lista de 23 obras candidatas a património mundial da UNESCO.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

MASDAR INSISTE


Temos verificado que o post que fizemos há algum tempo, sobre Masdar, tem sido dos mais visitados mas, apenas por pessoas de fora de Portugal, nomeadamente do Brasil. Após recebermos o comentário que transcrevemos de uma estudante portuguesa em Oxford, decidimos voltar a publicá-lo contrariando a ausência de noticias em Portugal sobre este projecto único.

"Pois é, aparecem-nos estas coisas e ficamos logo boquiabertos, porque será? É quase impossível não deixar escapar o comentário "Isto não vai acontecer, é tudo um qualquer jogo de marketing utilizado para nos iludir". Mas não é. Masdar é real e os seus objectivos estão todos ao nosso alcance. Encontro-me a estudar Energy Efficient and Sustainable Building em Oxford e desde que iniciei já tomei contacto com conceitos e ideias extraordinárias. Felizmente voltei a acreditar que nós arquitectos podemos contibuir para um mundo melhor. Na segunda-feira passada tive uma aula com os consultores envolvidos no projecto Masdar... Fantástico! Tudo, desde a vontade, o conhecimento, o esforço investido... Espero que Portugal tome como bom exemplo todas estas iniciativas e que de uma vez se mentalize que é necessário fazer alguma coisa para mudar, para seguir um caminho sustentável.

Enfim... Esperemos.
Célia M. "
O desenvolvimento do planeta nos actuais moldes irá requerer um aumento de 2 milhões de metros cúbicos de água por dia, 75 milhões de megawatts/hora de energia, produzindo 3,5 milhões de toneladas de resíduos e 300 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano.
Este nível de desenvolvimento não é sustentável.
Nos Emirados Árabes Unidos, está a ser desenvolvido um projecto que se pretende um modelo de cidade ecológica, “The Masdar Developement”. O plano é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 km2 para uma população de 47 000 habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. Os projectos foram atribuídos a “Foster + Partners” .As principais fontes de energia são a solar e a eólica, estando os edifícios projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.
Em Janeiro de 2008, Masdar organizou a 1ª “World Future Energy Summit”, uma conferência que pretendia apresentar caminhos para mudar o rumo ao crescente aquecimento global e à poluição.
Está prevista a inauguração da cidade de Masdar em final de 2009.

ESTRADA NACIONAL 125


A estrada nacional 125 que percorre o Algarve de lés a lés foi classificada com o maior índice de sinistralidade do pais.
No sentido de inverter esta situação está a ser elaborado um projecto de requalificação da mesma que incluí, em alguns casos, alteração do seu traçado.
Para já entraram em vigor novas regras de afixação de publicidade e áreas de servidão condicionando a edificação.
A instalação de publicidade fica sujeita a licenciamento renovado anualmente, para assegurar quer a sua compatibilização com alterações do traçado da estrada, quer para assegurar o estado de conservação das placas e suportes. A publicidade instalada nos edifícios onde se situam os estabelecimentos é permitida.
Quanto à área condicionada para construção, para já foi definida uma faixa de afastamento a partir do eixo da estrada de 35m para habitação e de 70m para comércio, indústria, hotelaria, etc.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

DESARVORANÇO


CENTRO CULTURAL DE QUARTEIRA

- Proposta do Atelier Pedroso para o Centro Cultural (estudo prévio) -

Foi anunciada a intenção de contratar um arquitecto de renome internacional para a elaboração do projecto do Centro Cultural de Quarteira.
Várias razões podem presidir esta decisão.
Convidando uma arquitecto internacionalmente reconhecido pode, per si, constituir garantia de que o resultado final seja de grande qualidade arquitectónica. Por outro lado - e já começa a ser pratica corrente - as obras de “assinatura“ têm constituído uma mais valia para as cidades que as acolhem. Basta ver o designado “efeito Bilbao“ após a construção do Museu Guggenheim, com a “assinatura“ de Frank O. Gehry.
Sucede que em Portugal a adjudicação da obra pública, incluindo projectos de arquitectura, tem regras, nomeadamente as estabelecidas no Decreto-Lei 197/99, de 8 de Junho e demais legislação aplicável.
Assim, de acordo com o disposto no nº3 do artigo 179º do citado diploma legal, e citamos:“um terço do número máximo previsto de concorrentes que se pretende seleccionar pode ser directamente convidado para apresentar projectos ou planos sem necessidade de apresentação de candidaturas“.
Temos assim que este tipo de concurso/convite abrange dois grupos de profissionais:
- os VIP’S de renome internacional que são convidados a apresentar propostas e ficam dispensados de apresentar candidatura, o que quer dizer que ficam dispensados de recolher toda aquela papelada chata, designadamente os comprovativos de que não estão tesos (capacidade financeira), que não são bandidos (ausência de sanções disciplinares) e que não são caloteiros (ausência de dívidas ao Estado);
- o segundo grupo, os tais sem renome internacional, lá vão ter de arranjar a tal papelada.
Fica assim claro que por cada VIP há que arranjar três concorrentes para imolação.
Internacionalmente só sou conhecido pelos meus amigos de Madrid, Barcelona, Paris, Bruxelas, Londres, Macau e mais algum que agora não me lembro.
Para imolação não tenho vocação.
E mais uma vez, como já vem sendo tradição por estas bandas, vão-nos dizer que no Algarve não há arquitectos de qualidade suficiente para um projecto desta natureza, designadamente conceber uma sala com cento e oitenta lugares sentados, biblioteca, sala de exposições mais uns camarotes e uns bengaleiros (actual programa de ocupação).

DIANA ROSA

quinta-feira, 15 de maio de 2008

DESIGN CORK FOR FUTURE

Encontram-se expostos no Museu Colecção Berardo os protótipos das 37 peças que concorreram no Design Cork For Future, Innovation and Sustainability. Este concurso de design pretendia desenvolver novos produtos com aplicações inovadoras de cortiça, integrando diferentes tecnologias. Para além do concurso, esta iniciativa abrange um seminário que irá decorrer amanhã e a criação de uma marca nacional para comercialização de peças de cortiça com vista à conquista de novos mercados.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

NOVO AEROPORTO DE LISBOA













(Localização do Novo Aeroporto de Lisboa relativamente à Estrutura Ecológica Regional)

Foram criadas as medidas preventivas para as áreas destinadas à implantação do N.A.L., destinando-se a garantir as condições de planeamento e execução do aeroporto bem como os respectivos acessos e actividades garantindo, ao mesmo tempo, a protecção do ambiente.
A área abrange um raio de 25 km em torno do Campo de Tiro de Alcochete afectando zonas dos concelhos de Alcochete, Benavente, Coruche, Montemor-o-Novo, Moita, Montijo, Palmela, Salvaterra de Magos, Setubal, Vendas Novas e Vila Franca de Xira.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

DA INFLAÇÃO E OUTRAS HISTÓRIAS

A inflação é um palavrão complicado.
Os números são sempre complicados porque são laváveis, torcíveis, maleáveis. Como é o caso com a inflação. Para quem vai vivendo - para 90% dos portugueses – é muito bom que a inflação seja baixinha, como tem sido nesta década, porque o lenço do euro é sempre menos torcível do que o lençol do escudo.
Mas ultimamente as coisas complicaram-se.
No Mundo a inflação passou de 5% no início de 2007 para 7.5%. As causas são conhecidas: energia e alimentação tiveram subidas de preços fortíssimas. Repare-se no ritmo do petróleo. Em Janeiro de 2007 ainda o preço do barril estava próximo de 50 dólares. Actualmente passa 120. Isto é o que se costumava chamar choque petrolífero e que levou a recessão à Europa nos anos 70.
Mas a inflação é uma abstracção. Não existe.
Cada um tem a sua inflação porque cada um vive numa determinada região e cada um tem um determinado padrão de consumo. ie, cada pessoa consome determinados produtos em determinadas quantidades sempre diferentes de qualquer outra pessoa.
Vem isto a propósito da inflação actual.
Entre Setembro de 2007 e Março de 2008 os preços subiram 2.4%, em média. Mas os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas subiram mais: 3,3%. Em regra, numa família com rendimento elevado esta classe (produtos alimentares e bebidas não alcoólicas) pesa pouco no total da despesa de consumo, enquanto que numa família pobre pesa muito. De forma mais simples, um pobre gasta relativamente mais em pão do que em avião do que um rico. Conclui-se que a inflação concreta que uma família pobre enfrenta tem sido mais alta do que a inflação concreta que afecta uma família de rendimento alto. Mas há mais. Desde Janeiro de 2006 até Março de 2008 os preços subiram 7% mas os produtos mais essenciais subiram mais: o pão subiu 12.3% e o leite 13,9%. Quer dizer, mesmo dentro dos produtos alimentares alguns produtos subiram muito agravando o efeito sobre os mais pobres, isto é tirando-lhes poder de compra.
Acresce que os salários e outros rendimentos que abrangem as pessoas normais têm aumentado 2 ou 3% enquanto que as retribuições dos accionistas e dos quadros superiores têm subido muito. É público. Ou seja, uma inflação mais penalizadora para os estratos mais débeis junta-se a uma forte assimetria na distribuição do rendimento. É a isto que se chama os pobres que paguem a crise.
Estas tendências não vão parar de repente.
Em 1º lugar, se o euro deixar de se apreciar face ao dólar, ie, se em vez de pagarmos 77 euros por barril de petróleo (que custa em dólares 120 USD) pagarmos 100 euros todos os produtos sofrerão aumentos extra. Em 2º lugar, a Ásia vai continuar a procurar alimentos e energia pressionando os preços. As terras de cultivo vão ser disputadas pelo biodisel acentuando o preço dos cereais e da carne.
O que Portugal e a Europa têm pela frente é uma situação potencial em que estratos assinaláveis da população têm quebras do seu rendimento real, reduções do poder de compra e do seu nível de vida e esses tendem a ser os estratos sociais mais frágeis. Esta coisa só poderia mudar se houvesse um novo paradigma para a política económica que desse a base ideológica a um governo Robin dos Bosques.
Isto não é previsível.
Não sendo previsível o sector da construção vai continuar partido. Os operadores ligados à construção de habitações baratas vão continuar a ter dificuldades em vender porque, primeiro, os sectores sociais para onde se orientam vão continuar a ser batidos pelo desemprego, pela precariedade, pela perda de poder de compra e, segundo, porque dependem do crédito bancário e os bancos estão a corrigir o tiro no crédito à habitação, por exemplo, restringindo por diversas formas a concessão de crédito. Basta, por exemplo, reduzirem as avaliações das casas, como está a acontecer, para aumentar a dificuldade de venda de imóveis da gama baixa e média.
Os operadores ligados à construção de luxo e a grandes projectos turísticos têm melhores condições de actividade e de escoamento da produção. Para as obras públicas as condições são mais incertas. Vão continuar dependentes dos ciclos políticos (nacional e autárquico) e da capacidade de normalização das contas públicas.

P.S.- uma forma de minorar o impacto da assimetria do rendimento sobre a construção é via relançamento do mercado de arrendamento. Pois claro. Mas em economia muitas e muitas vezes as boas intenções e os grandes planos não chegam. É o caso. Deixem os grandes planos para o arrendamento, deixem as autarquias quietas, não criem mais Institutos e Agências disto e daquilo. Se se pretende relançar o arrendamento urbano a receita é porem os Tribunais a funcionar.

Luis Rosa

PROPOSTA DE REGULAMENTO DE URBANIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO DE OLHÃO

Encontra-se em fase de apreciação pública a proposta de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Olhão.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

HOSPITAL CENTRAL DO ALGARVE

Foi lançado o concurso para a construção do novo Hospital Central do Algarve. Segundo promessas do governo, terá valências actualmente inexistentes nos hospitais de Faro e Lagos e uma capacidade que permitirá servir a população do Algarve, residente e flutuante.
Do projecto nada se sabe, apenas o rigor do número de camas, 549 (porque não 550?), mas uma coisa é certa, irá contribuir para povoar o Parque das Cidades que se encontra num marasmo desde 2004.
O sucesso deste novo hospital, que nós residentes esperamos, dependerá de quem nele irá trabalhar e principalmente de quem o vai gerir. Médicos também não é suposto faltar tendo em conta os cerca de 1200 fixados na região.

terça-feira, 6 de maio de 2008

RELANÇAR O LINCE


O lince ibérico é o felídeo mais ameaçado do Mundo, sendo que em Portugal se encontra numa situação de pré-extinção.
Para inverter essa situação foi hoje aprovado o Plano de Acção de Conservação do Lince Ibérico, em cooperação com Espanha, prevendo-se a reprodução da espécie em cativeiro, nomeadamente no Centro de Reprodução Nacional a criar na Herdade das Santinhas, em Silves. Paralelamente foi elaborado um mapa com os territórios a povoar, criando neles condições de habitabilidade para o lince. Provavelmente daqui a alguns anos poderemos ver linces no Algarve, nas serras de Monchique e de Mu.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

DALAI LAMA

Perguntaram ao Dalai Lama

"O que mais o surpreende na Humanidade?"

E ele respondeu:

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Tamanha sabedoria inspirou-nos. Voltamos 2ª feira.

REPETIRAM A PUBLICAÇÃO ?

No dia 18 de Abril foi publicada em Diário da República II série a Portaria 465/2008 sobre a classificação dos empreendimentos turísticos, a que fizemos referência num post desse dia.

EM 28 de Abril é publicada em D.R. I série a Portaria 326/2008, sobre o mesmo assunto.

Analisando artigo a artigo, anexo a anexo, as duas portarias, não conseguimos detectar diferenças, incluindo a data de aprovação que é de 11 de Abril.

Mistério!

SITE METER

Não resisti a publicar o gráfico das visitas ao blog, por paises, durante o dia de ontem.

terça-feira, 29 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DO DESIGN

foto T.P.
Em 1919 o arquitecto alemão Walter Gropius fundou a Bauhaus, a primeira escola de design.
No programa da escola lia-se: “É nossa intenção formar um novo tipo de artista criador, capaz de compreender qualquer espécie de necessidade: não porque seja um prodígio, mas porque é capaz de abordar as necessidades humanas segundo um método exacto. Desejamos torná-lo consciente do seu poder criador, ousado frente aos factos novos e independente, no seu próprio trabalho, de qualquer espécie de fórmula.”

O design pretendia colocar os artistas ao serviço das pessoas, crindo objectos para uso quotidiano e não apenas peças únicas e inacessíveis à maioria das pessoas.
Um designer é aquele que cria formas que sejam:
- funcionais
- despojadas de elementos acessórios
- com qualidade
- acessiveis à maioria das pessoas
- esteticamente agradáveis

O ovo costuma ser apontado como um exemplo da natureza que reúne estes princípios.
Não confundir design com estilismo.
O estilismo procura dar um aspecto de actualidade ou de moda a um objecto, aposta mais na fantasia, no aspecto escultórico procurando dar uma aparência de acordo com as últimas tendências. O aspecto da economia e da funcionalidade não são fundamentais.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

EMPREENDIMENTO TURÍSTICO- ARMAÇÃO DE PÊRA



2 0 0 6
O local de intervenção constitui um momento particular da evolução urbana de Armação de Pêra.
Trata-se de um território com aproximadamente 5.8 ha, inculto, sem elementos orográficos relevantes, confinante a Poente com as “ traseiras “ do limite urbano existente, e a Nascente com a Ribeira de Alcantarilha, cujas margens urge tratar com dignidade, como, aliás, é tradição de qualquer assentamento urbano mediterrânico: basta lembrar os exemplos de Tavira, Vila Real de Santo António, ...Silves no passado ..., para citar situações no Algarve.
Trata-se assim de um território residual, quase que “esquecido“, vocacionado para uma ocupação urbanística, que deve contribuir para ordenar, qualificar e consolidar a malha urbana existente.
A proposta foi elaborada com base nos seguintes critérios e conceitos urbanísticos:
a área de intervenção constitui um território vocacionado para a ocupação urbanística, com características excepcionais para a instalação de empreendimentos turísticos e usos habitacionais;
constitui um “momento“ da história da evolução da urbe: a sua particularidade reside em ser um espaço de consolidação da malha existente, espaço aqui também entendido como “oportunidade“ para contribuir objectivamente para o aumento da qualidade urbanística do existente;
este entendimento de “oportunidade“ conduziu à criação de amplos espaços de usufruto público, com a criação de extensos percursos pedonais de acesso à praia; pretende-se assim criar condições para a melhoria, qualitativa, paisagística e ambiental deste também “último“ episódio da evolução da cidade.
Os edifícios projectados, um Hotel e um Aparthotel - totalizando uma área de construção de aproximadamente 29 000 m2 - estão envolvidos por amplos espaços de usufruto público, que integram grandes zonas verdes, lagos e reconversão das margens da ribeira.
O aparthotel totaliza 5 pisos e o edifício do hotel, a sul, tem apenas 2 pisos.
A intervenção urbanística proposta constitui indubitavelmente uma mais valia para as condições de vida dos residentes e visitantes, bem como um forte contributo para a atractibilidade de Armação de Pêra.

PORTARIA 465/2008

Na sequência do Decreto Lei 39/2008, entra hoje em vigor a Portaria que estabelece os requisitos específicos para a instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos, em cada uma das categorias, de uma a cinco estrelas.

Os anexos a esta portaria estão divididos por três tipos de estabelecimentos:

- Estabelecimentos hoteleiros;
- Aldeamentos turísticos;
- Apartamentos turísticos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DOS MONUMENTOS



As ruínas do Cerro da Vila em Quarteira -Vilamoura são dos poucos locais com estas características que se encontram abertos para visitas ao público.
Os vestigios mais antigos correspondem a uma villa rústica romana, rodeada de campos férteis e abastecida de água a partir de uma barragem construída a 2 Km de distância. Construída na primeira metade do século I d.C c sua localização favoreceu o aproveitamento dos recursos marítimos e o tráfico de mercadorias, atestado pela existência de um porto.
Visíveis no perímetro da estação são uma casa pequena, que terá servido de hospedaria, um balneário, tanques de salga, tanques de tinturaria, troços de canalização e um templo funerário com "columbarium" (nichos nas paredes para colocação de urnas).
A água seria um elemento omnipresente por todo o lado, jorrando das bicas e das estátuas para o lago do jardim, espaço central em torno do qual toda a casa se desenvolvia: uma grande sala de recepção e de refeições de Verão, os quartos , a cozinha, as áreas de serviços, que incluíam um cryptoporticum. As paredes eram revestidas com estuques pintados a fresco, com cores garridas e motivos florais e geométricos. O pavimento era decorado com mosaicos multicolores. As esculturas de deuses e homens decoravam os espaços interiores, harmonizando um conjunto fantástico de cor e recorte de pedra.
Esta estação foi na fase final um pequeno aglomerado portuário, com duas torres edificadas a sul da primitiva villa. A torre sudoeste, estruturada com um pequeno criptpórtico para armazenamento de víveres, poderá ter sido uma torre-farol e torre-vigia, situando-se junto ao porto que na altura ali existia.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

ARQUIMEDES

"Brincar é condição fundamental para ser sério"

Arquimedes
Cientista, fisico, matemático

terça-feira, 15 de abril de 2008

LÁPIS

Em memória dos tempos em que se desenhava à mão, a lápis e se finalizava a tinta da china. Ambientes em que a linguagem usada não referia palavras como P.C. nem software mas, estirador, borracha, caneta Rottring, lâminas, papel vegetal, heliocopiadora, escantilhão, afia minas, decalques, máquina de escrever, papel selado, régua em T, lacre, x acto, compasso, transferidor, Neufert, etc.
Coisas do século passado.

MORADIA EM VILAMOURA


1 9 9 2
Casa com 3 pisos (cave, rés do chão e 1º andar) implantada num lote de configuração triangular.
O piso térreo contém: hall, quarto com casa de banho privativa, instalação sanitária de apoio, cozinha e sala.
O 1º andar é composto por 3 quartos e duas casas de banho.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

PORQUE HOJE É (quase) SÁBADO -1


SEGURANÇA


Entrou em casa, depois de mais um dia de trabalho, chuvoso, a corrente de ar ao abrir a porta apaga o lume do fogão onde a filha mais velha aquecia o leite para os cereais. De repende o vento investe rasgando o toldo que num ápice fica em tiras que chicoteiam a janela partindo o vidro deixando o caminho livre para a chuva entrar. A tempestade provoca o corte de energia e ouve-se a avó na casa de banho a esbarrar contra a porta sem ver nada. O filho mais novo corre para ajudar mas a velocidade é interrompida ao pisar o tapete que desliza corredor fora, só parando o puto de rabo no chão contra a porta ao fundo. Entretando o cão ladra vigorosamente no meio da confusão.

Quando se fala de segurança numa casa, o pensamento salta quase sempre para o cenário de assaltos sendo que o maior perigo para os habitantes não seja este mas os acidentes que acontecem no interior e que podem, muitas vezes, ser evitados. Os métodos de protecção para as crianças já começam em muito a ser conhecidos e utilizados.
Hoje em dia já existem muitos sistemas no mercado que ajudam a evitar ou a minimizar muitos dos perigos caseiros, sistemas esses que podem ser implementados em fase de projecto/obra ou em casas existentes.
Chek up de segurança:
Risco de incêndio
-retirar da proximidade de uma fonte de calor (lareira, fogão, aquecedor, velas, quadro eléctrico, etc) tecidos, madeiras, cortiças e outros materiais facilmente inflamáveis.
-Instalar, detectores de incêndio nos tectos das zonas de risco.
-Ter em casa um extintor
-Ter na cozinha uma manta igni-fuga, que até não é cara.
-Instalar uma porta corta-fogo na cozinha
-Instalar um estabilizador de energia eléctrica para em caso de descargas de corrente mais fortes não haver risco de “rebentar” com os aparelhos eléctricos
Risco de quedas (atingem principalmente crianças e idosos)
-escadas protegidas com portão
-degraus anti derrapantes, pode ser feito no material do degrau ou aplicando uma fita auto colante
-barras de apoio na banheira (semelhantes às que se usam nas casas de banho para deficientes) -Iluminação de presença nos compartimentos interiores, corredores e escadas
-redes finas de borracha sob os tapetes para não escorregarem
-retirar os fios eléctricos que por vezes atravessam o chão
Outros riscos
-instalar detectores de fuga de gás, colocá-los ao nível do rodapé. Estes pequenos aprelhos dão um sinal de alerta e ao estarem ligados à rede cortam o abastecimento do mesmo.
-Nos toldos de lona instalar um sistema que detecta a velocidade do vento e que a partir de certo grau recolhe automaticamente o toldo. O mesmo se aplica aos estores que de forma automática são fechados.
-As fugas de água ou rebentamento de canos, também podem ser minimizadas com um detector
Tremor de terra
-Retirar das paredes junto das camas objectos pesados como quadros, móveis de tectos, prateleiras
-Não colocar cadeiras ou sofás debaixo de candeeiros de tecto pesados.

Em caso de acidente, activar um plano de emergência enquanto aguarda o 112.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

AVISO À NAVEGAÇÃO


O post de ontem serviu apenas para cumprir a tradição do dia das mentiras!

terça-feira, 1 de abril de 2008

APROVAÇÃO TÁCITA

No âmbito do processo de simplificação administrativa, o governo anunciou que todos os processos de licenciamento pendentes nas autarquias e cujos prazos de deliberação tenham ultrapassado os limites estabelecidos na lei, serão abrangidos por um regime de excepção que conduz directamente à sua aprovação tácita, bastando para o efeito um simples requerimento do interessado.
Aguarda-se para os próximos dias a publicação desta disposição legal.

sexta-feira, 28 de março de 2008

EDIFÍCIO EM SHANGAI




Projecto do "Edifício do Povo" para a Expo 2010 de Shanghai, na China. Trata-se de um projecto de um colectivo de arquitectos e designers dinamarquês intitulado BIG (Bjarke Ingels Group).

A forma peculiar deste edifício não é gratuita e comporta, na perspectiva da filosofia oriental, um simbolismo que vai para além da semelhança com o sinal caligráfico (o caracter do alfabeto chinês que significa "pessoas") com o qual se identifica. Assim, o corpo que emerge da água é dedicado a actividades de cultura física, desportos, etc., e o corpo emergente da terra tem como destino actividades de "enriquecimento espiritual" - centro de conferências e outras. No ponto de encontro, onde o edifício se torna um só, situa-se um hotel de 1000 quartos! 250 000m2 de área construída...

quarta-feira, 26 de março de 2008

D.L.46/2008 - RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO


O D.L. 46/2008 de 12 de Março vem estabelecer as normas de triagem, reciclagem e outras formas de valorização dos resíduos de construção e demolição. Condicionando o depósito dos mesmos, em aterro, a uma triagem prévia que pode ser feita pelo gestor da obra ou por um operador licenciado para o efeito.
Entra em vigor 90 dias após a data de publicação.

terça-feira, 25 de março de 2008

UM CASO VERÍDICO














"PARTICIPAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO



Exmºs. Senhores.
Sou assentador de tijolos. No passado dia 3 de Setembro estava a trabalhar sózinho no telhado de um edifício de 6 andares. Quando acabei o meu trabalho, verifiquei que me tinham sobrado muitos tijolos, mais ou menos 250 kgs. e pensei que em vez de os fazer descer à mão, uns a uns, decidi colocá-los num bidão que havia no terreno, que poderia utilizar com a ajuda de uma roldana a qual felizmente estava fixada num dos lados do prédio, no 6º andar.
Desci para o terreno, e atei o bidão com uma corda. Subi para o telhado e puxei o bidão para cima e nele pus os tijolos dentro que couberam todos. Voltei para baixo, desci a corda e segurei-a com força de modo a que os tijolos descessem devagar.
Aí começou o sinistro. Como eu só peso cerca de 80 kgs. qual não foi o meu espanto, quando de repente me senti içado no ar, saltei do chão, perdi a minha presença de espírito, e esqueci-me de largar a corda. Acho que comecei a subir a grande velocidade. Lembro-me que na proximidade do terceiro andar embati no bidão que vinha a descer (cruzei-me mesmo com ele) e isto explica a fractura no crânio e a clavícula partida.
Continuei a subir, mas com menos velocidade, mas só parei quando cheguei ao 6º andar e os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a minha presença de espírito e consegui, apesar das dores agarrar-me à corda e soltar os dedos da roldana.
Enquanto tudo isto se passava cá acima, o bidão chegou ao chão com um grande estrondo e o fundo partiu-se e ficou sem os tijolos que se partiram e espalharam pelo terreno. Sem os tijolos o bidão pesava menos de 20 kgs. Como V. Exªs. podem imaginar e como eu estava agarrado ainda à corda cá em cima, comecei então a descer rapidamente e próximo do 3º andar encontrei outra vez o bidão que vinha a subir e isso explica a fractura nos tornozelos e as luxações nas pernas bem como na parte inferior do corpo. O encontro com o bidão diminuiu a velocidade da minha descida pelo prédio abaixo, o suficiente para minimizar os meus sofrimentos, quando caí em cima dos tijolos que estavam no terreno. Felizmente só fracturei 3 vértebras.
Lamento no entanto informar que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos, sem quase me poder mexer, olho e vejo o bidão lá em cima. Aí perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O bidão, disseram-me depois, pesava mais que a corda, e então desceu e caiu em cima das minhas pernas, partindo-as imediatamente. Só me lembro depois de ter acordado no hospital e só 3 dias depois é que consegui ditar a descrição deste acidente. Espero ter dado a informação detalhada para poder ser indemnizado por V. Exªs. Cumprimentos."

segunda-feira, 24 de março de 2008

MONCARAPACHO



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Casa de campo, de um só piso composta por sala, cozinha, instalação sanitária, 3 quartos e 2 casas de banho.

quinta-feira, 20 de março de 2008

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO ECOLÓGICO

No dia 22 de Março, será feita uma demonstração de construção de uma casa, utilizando novos materiais feitos a partir de produtos reciclados e que melhoram o aproveitamento energético dos edifícios.
Local - Barringtons (centro desportivo), Vale do Lobo, Almancil, 11,30 h.
Para mais informações contactar :

CONCEITOS TÉCNICOS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

Encontra-se em fase de consulta pública, o anteprojecto do Decreto Regulamentar sobre conceitos técnicos de ordenamento do território a utilizar nos instrumentos de gestão territorial.
Não era bem este tipo de literatura que gostaríamos recomendar para estas mini férias da Páscoa, mas para quem tiver paciência, pode enviar sugestões de alteração para a D.G.O.T.D.U. ( conceitos.ot@dgotdu.pt) até 31 de Março de 2008.
Este D.R. entrará em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

quinta-feira, 13 de março de 2008

PORTARIA 232/2008 DE 11 DE MARÇO

Na sequência do previsto na Lei 60/2007 que altera o D.L. 555, foi agora publicada a Portaria que define os elementos que devem instruir os projectos de urbanização e edificação.

segunda-feira, 10 de março de 2008

DECRETO LEI 39/2008

O texto final mantém, basicamente, os tópicos que enunciámos no "post" de 27 de Fevereiro.
Este novo Decreto Lei entra em vigor a 6 de Abril.
Ainda faltam as Portarias.

quarta-feira, 5 de março de 2008

EXPO EUROPA E AMBIENTE


No dia 9 Maio (Dia da cidade de Quarteira e da Europa), terá início, na Praça do Mar, um conjunto de eventos comemorativos que incluem um ciclo de conferências intitulada "A Europa e as Energias Renováveis" e exposições relacionadas com o ambiente e energias renováveis.
No dia 11 será a chegada da 2ª Travessia do Portugal de Lés-a-Lés Ecológico (uma prova onde só podem participar veículos amigos do ambiente, e que vem da Guarda até ao Algarve).

terça-feira, 4 de março de 2008

JOSÉ TELO ZUQUETE

Enquanto a vontade teime em não apagar da memória os amigos com quem cruzámos.

"... O Hotel do Cerro foi inaugurado num sábado dos fins de Maio, tempo morno e sol brilhante, época de figos lampos.
Chegados na véspera, ao cair da noite, os primeiros turistas encontraram – muitos deles pela primeira vez – um Algarve de céu limpo, sem uma ponta de vento e um mar estanhado que parecia artificial.

- Havia uns dias bons que ninguém dormia – intercalou o arquitecto.
Operários, encarregados e técnicos, todos numa fona, em pé à força de nervos e de álcool, olheiras fundas e olhos a brilhar.
Um mês louco.
Lembro-me, em particular, das olheiras do João – já sem gesso e cheio de irras! E a inventar palavras novas de dez em dez minutos – das rugas do Bernardo, do Carlos a cirandar como um tigre enjaulado, mas nenhum de nós devia andar com muito boa cara.
O pessoal do hotel a chegar aos poucos, as instalações a arrancar, uma a uma, as asneiras a saltar como moscas, curto-circuitos, encravamentos, alterações de última hora na cozinha, na recepção, na central telefónica, nos bares, câmaras frigoríficas com termostátos surrealistas, ventiladores a desintegrarem-se ao fim de uns minutos de uso.
Quando o Morrison – esteve lá o mês inteiro – dizia: - arquitecto, parece que temos um problema... - havia de ser uma daquelas grandes gaitas que chateavam meio-mundo até, saberia Deus, quando.
Não era só ele que via, todos víamos – e havia coisas que era possível – ainda – fazer e outras que não. E era com essas que eu dormia todas as noites.
E acrescentar – acrescentar, irra! - acrescentar tudo o que esquecera, prateleiras aqui e acolá, depósitos para as coisas mais diversas, luzes, avisadores, relais, guias, defesas, protecções, suspensões.
Meses que só se podem viver uma vez.
O Moura pintou e envernizou a noite inteira até, às seis da manhã, ir tomar um duche e vestir o fato inteiro e o colete de ocasião, o Chapim, teimoso, arrastou com ele a equipa inteira de electricistas durante quatro dias e quatro noites e só parou depois de ter encontrado todos os curto-circuitos e verificado a totalidade da instalação, ponto a ponto, caso a caso.
O Carlos e o João estiveram em todo o lado, o Tavira e o Oliveira desdobraram-se, o Bernardo pisava duro – duríssimo – eu larguei uns porras! Altos demais.
Parecia que tinhamos fogo debaixo do rabo.
Entretanto desembarcaran no hotel as coisas mais variadas – desde as bombas para o tratamento de água das piscinas até aos talheres para o restaurante e às bebidas para os bares.
A Lija comandava um batalhão de cortineiras, mergulhadas até ao pescoço num mar de tecidos variados, onde só elas se entendiam.
Chegavam impressos para a contabilidade e para a recepção, mesas, cadeiras e almofadas, tachos e panelas, máquinas sortidas, pratos aos milhares, grandes e pequenos, toalhas de todos os formatos, cinzeiros, candeeiros, gravuras, pinturas – e duas tapeçarias, manuseadas como tesouros do Oriente.
Um mês frenético.

- Passado um tempo – disse o arquitecto – torna-se difícil entender como foi possível fazer-se o que se fez.
Não respondi e ele continuou:
- Estados de nervos, talvez... A fúria de acabar.
Um mês de fúria? Uma ou duas directas todos nós fizémos, mas um mês?
- Era uma fúria antiga – disse, quando lhe perguntei – não era uma fúria de um mês.
E sem olhar para mim:
- Era um elástico esticado, muito esticado havia dois anos, quase a partir. Ou dávamos cabo da obra ou a obra dava cabo de nós. ..."

In "Cerro Lamy"
Arquitecto José Telo Zuquete (1/8/1939 - 26/2/2008)
Este trecho pertence a um dos vários livros por ele escritos entre 2002 e 2007 que muito gostaríamos de ver publicados, especialmente a "Alma" e "Cerro Lamy".
Dói perder um amigo.