sexta-feira, 23 de maio de 2008

ESTRADA NACIONAL 125


A estrada nacional 125 que percorre o Algarve de lés a lés foi classificada com o maior índice de sinistralidade do pais.
No sentido de inverter esta situação está a ser elaborado um projecto de requalificação da mesma que incluí, em alguns casos, alteração do seu traçado.
Para já entraram em vigor novas regras de afixação de publicidade e áreas de servidão condicionando a edificação.
A instalação de publicidade fica sujeita a licenciamento renovado anualmente, para assegurar quer a sua compatibilização com alterações do traçado da estrada, quer para assegurar o estado de conservação das placas e suportes. A publicidade instalada nos edifícios onde se situam os estabelecimentos é permitida.
Quanto à área condicionada para construção, para já foi definida uma faixa de afastamento a partir do eixo da estrada de 35m para habitação e de 70m para comércio, indústria, hotelaria, etc.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

DESARVORANÇO


CENTRO CULTURAL DE QUARTEIRA

- Proposta do Atelier Pedroso para o Centro Cultural (estudo prévio) -

Foi anunciada a intenção de contratar um arquitecto de renome internacional para a elaboração do projecto do Centro Cultural de Quarteira.
Várias razões podem presidir esta decisão.
Convidando uma arquitecto internacionalmente reconhecido pode, per si, constituir garantia de que o resultado final seja de grande qualidade arquitectónica. Por outro lado - e já começa a ser pratica corrente - as obras de “assinatura“ têm constituído uma mais valia para as cidades que as acolhem. Basta ver o designado “efeito Bilbao“ após a construção do Museu Guggenheim, com a “assinatura“ de Frank O. Gehry.
Sucede que em Portugal a adjudicação da obra pública, incluindo projectos de arquitectura, tem regras, nomeadamente as estabelecidas no Decreto-Lei 197/99, de 8 de Junho e demais legislação aplicável.
Assim, de acordo com o disposto no nº3 do artigo 179º do citado diploma legal, e citamos:“um terço do número máximo previsto de concorrentes que se pretende seleccionar pode ser directamente convidado para apresentar projectos ou planos sem necessidade de apresentação de candidaturas“.
Temos assim que este tipo de concurso/convite abrange dois grupos de profissionais:
- os VIP’S de renome internacional que são convidados a apresentar propostas e ficam dispensados de apresentar candidatura, o que quer dizer que ficam dispensados de recolher toda aquela papelada chata, designadamente os comprovativos de que não estão tesos (capacidade financeira), que não são bandidos (ausência de sanções disciplinares) e que não são caloteiros (ausência de dívidas ao Estado);
- o segundo grupo, os tais sem renome internacional, lá vão ter de arranjar a tal papelada.
Fica assim claro que por cada VIP há que arranjar três concorrentes para imolação.
Internacionalmente só sou conhecido pelos meus amigos de Madrid, Barcelona, Paris, Bruxelas, Londres, Macau e mais algum que agora não me lembro.
Para imolação não tenho vocação.
E mais uma vez, como já vem sendo tradição por estas bandas, vão-nos dizer que no Algarve não há arquitectos de qualidade suficiente para um projecto desta natureza, designadamente conceber uma sala com cento e oitenta lugares sentados, biblioteca, sala de exposições mais uns camarotes e uns bengaleiros (actual programa de ocupação).

DIANA ROSA

quinta-feira, 15 de maio de 2008

DESIGN CORK FOR FUTURE

Encontram-se expostos no Museu Colecção Berardo os protótipos das 37 peças que concorreram no Design Cork For Future, Innovation and Sustainability. Este concurso de design pretendia desenvolver novos produtos com aplicações inovadoras de cortiça, integrando diferentes tecnologias. Para além do concurso, esta iniciativa abrange um seminário que irá decorrer amanhã e a criação de uma marca nacional para comercialização de peças de cortiça com vista à conquista de novos mercados.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

NOVO AEROPORTO DE LISBOA













(Localização do Novo Aeroporto de Lisboa relativamente à Estrutura Ecológica Regional)

Foram criadas as medidas preventivas para as áreas destinadas à implantação do N.A.L., destinando-se a garantir as condições de planeamento e execução do aeroporto bem como os respectivos acessos e actividades garantindo, ao mesmo tempo, a protecção do ambiente.
A área abrange um raio de 25 km em torno do Campo de Tiro de Alcochete afectando zonas dos concelhos de Alcochete, Benavente, Coruche, Montemor-o-Novo, Moita, Montijo, Palmela, Salvaterra de Magos, Setubal, Vendas Novas e Vila Franca de Xira.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

DA INFLAÇÃO E OUTRAS HISTÓRIAS

A inflação é um palavrão complicado.
Os números são sempre complicados porque são laváveis, torcíveis, maleáveis. Como é o caso com a inflação. Para quem vai vivendo - para 90% dos portugueses – é muito bom que a inflação seja baixinha, como tem sido nesta década, porque o lenço do euro é sempre menos torcível do que o lençol do escudo.
Mas ultimamente as coisas complicaram-se.
No Mundo a inflação passou de 5% no início de 2007 para 7.5%. As causas são conhecidas: energia e alimentação tiveram subidas de preços fortíssimas. Repare-se no ritmo do petróleo. Em Janeiro de 2007 ainda o preço do barril estava próximo de 50 dólares. Actualmente passa 120. Isto é o que se costumava chamar choque petrolífero e que levou a recessão à Europa nos anos 70.
Mas a inflação é uma abstracção. Não existe.
Cada um tem a sua inflação porque cada um vive numa determinada região e cada um tem um determinado padrão de consumo. ie, cada pessoa consome determinados produtos em determinadas quantidades sempre diferentes de qualquer outra pessoa.
Vem isto a propósito da inflação actual.
Entre Setembro de 2007 e Março de 2008 os preços subiram 2.4%, em média. Mas os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas subiram mais: 3,3%. Em regra, numa família com rendimento elevado esta classe (produtos alimentares e bebidas não alcoólicas) pesa pouco no total da despesa de consumo, enquanto que numa família pobre pesa muito. De forma mais simples, um pobre gasta relativamente mais em pão do que em avião do que um rico. Conclui-se que a inflação concreta que uma família pobre enfrenta tem sido mais alta do que a inflação concreta que afecta uma família de rendimento alto. Mas há mais. Desde Janeiro de 2006 até Março de 2008 os preços subiram 7% mas os produtos mais essenciais subiram mais: o pão subiu 12.3% e o leite 13,9%. Quer dizer, mesmo dentro dos produtos alimentares alguns produtos subiram muito agravando o efeito sobre os mais pobres, isto é tirando-lhes poder de compra.
Acresce que os salários e outros rendimentos que abrangem as pessoas normais têm aumentado 2 ou 3% enquanto que as retribuições dos accionistas e dos quadros superiores têm subido muito. É público. Ou seja, uma inflação mais penalizadora para os estratos mais débeis junta-se a uma forte assimetria na distribuição do rendimento. É a isto que se chama os pobres que paguem a crise.
Estas tendências não vão parar de repente.
Em 1º lugar, se o euro deixar de se apreciar face ao dólar, ie, se em vez de pagarmos 77 euros por barril de petróleo (que custa em dólares 120 USD) pagarmos 100 euros todos os produtos sofrerão aumentos extra. Em 2º lugar, a Ásia vai continuar a procurar alimentos e energia pressionando os preços. As terras de cultivo vão ser disputadas pelo biodisel acentuando o preço dos cereais e da carne.
O que Portugal e a Europa têm pela frente é uma situação potencial em que estratos assinaláveis da população têm quebras do seu rendimento real, reduções do poder de compra e do seu nível de vida e esses tendem a ser os estratos sociais mais frágeis. Esta coisa só poderia mudar se houvesse um novo paradigma para a política económica que desse a base ideológica a um governo Robin dos Bosques.
Isto não é previsível.
Não sendo previsível o sector da construção vai continuar partido. Os operadores ligados à construção de habitações baratas vão continuar a ter dificuldades em vender porque, primeiro, os sectores sociais para onde se orientam vão continuar a ser batidos pelo desemprego, pela precariedade, pela perda de poder de compra e, segundo, porque dependem do crédito bancário e os bancos estão a corrigir o tiro no crédito à habitação, por exemplo, restringindo por diversas formas a concessão de crédito. Basta, por exemplo, reduzirem as avaliações das casas, como está a acontecer, para aumentar a dificuldade de venda de imóveis da gama baixa e média.
Os operadores ligados à construção de luxo e a grandes projectos turísticos têm melhores condições de actividade e de escoamento da produção. Para as obras públicas as condições são mais incertas. Vão continuar dependentes dos ciclos políticos (nacional e autárquico) e da capacidade de normalização das contas públicas.

P.S.- uma forma de minorar o impacto da assimetria do rendimento sobre a construção é via relançamento do mercado de arrendamento. Pois claro. Mas em economia muitas e muitas vezes as boas intenções e os grandes planos não chegam. É o caso. Deixem os grandes planos para o arrendamento, deixem as autarquias quietas, não criem mais Institutos e Agências disto e daquilo. Se se pretende relançar o arrendamento urbano a receita é porem os Tribunais a funcionar.

Luis Rosa

PROPOSTA DE REGULAMENTO DE URBANIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO DE OLHÃO

Encontra-se em fase de apreciação pública a proposta de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Olhão.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

HOSPITAL CENTRAL DO ALGARVE

Foi lançado o concurso para a construção do novo Hospital Central do Algarve. Segundo promessas do governo, terá valências actualmente inexistentes nos hospitais de Faro e Lagos e uma capacidade que permitirá servir a população do Algarve, residente e flutuante.
Do projecto nada se sabe, apenas o rigor do número de camas, 549 (porque não 550?), mas uma coisa é certa, irá contribuir para povoar o Parque das Cidades que se encontra num marasmo desde 2004.
O sucesso deste novo hospital, que nós residentes esperamos, dependerá de quem nele irá trabalhar e principalmente de quem o vai gerir. Médicos também não é suposto faltar tendo em conta os cerca de 1200 fixados na região.

terça-feira, 6 de maio de 2008

RELANÇAR O LINCE


O lince ibérico é o felídeo mais ameaçado do Mundo, sendo que em Portugal se encontra numa situação de pré-extinção.
Para inverter essa situação foi hoje aprovado o Plano de Acção de Conservação do Lince Ibérico, em cooperação com Espanha, prevendo-se a reprodução da espécie em cativeiro, nomeadamente no Centro de Reprodução Nacional a criar na Herdade das Santinhas, em Silves. Paralelamente foi elaborado um mapa com os territórios a povoar, criando neles condições de habitabilidade para o lince. Provavelmente daqui a alguns anos poderemos ver linces no Algarve, nas serras de Monchique e de Mu.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

DALAI LAMA

Perguntaram ao Dalai Lama

"O que mais o surpreende na Humanidade?"

E ele respondeu:

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Tamanha sabedoria inspirou-nos. Voltamos 2ª feira.

REPETIRAM A PUBLICAÇÃO ?

No dia 18 de Abril foi publicada em Diário da República II série a Portaria 465/2008 sobre a classificação dos empreendimentos turísticos, a que fizemos referência num post desse dia.

EM 28 de Abril é publicada em D.R. I série a Portaria 326/2008, sobre o mesmo assunto.

Analisando artigo a artigo, anexo a anexo, as duas portarias, não conseguimos detectar diferenças, incluindo a data de aprovação que é de 11 de Abril.

Mistério!

SITE METER

Não resisti a publicar o gráfico das visitas ao blog, por paises, durante o dia de ontem.

terça-feira, 29 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DO DESIGN

foto T.P.
Em 1919 o arquitecto alemão Walter Gropius fundou a Bauhaus, a primeira escola de design.
No programa da escola lia-se: “É nossa intenção formar um novo tipo de artista criador, capaz de compreender qualquer espécie de necessidade: não porque seja um prodígio, mas porque é capaz de abordar as necessidades humanas segundo um método exacto. Desejamos torná-lo consciente do seu poder criador, ousado frente aos factos novos e independente, no seu próprio trabalho, de qualquer espécie de fórmula.”

O design pretendia colocar os artistas ao serviço das pessoas, crindo objectos para uso quotidiano e não apenas peças únicas e inacessíveis à maioria das pessoas.
Um designer é aquele que cria formas que sejam:
- funcionais
- despojadas de elementos acessórios
- com qualidade
- acessiveis à maioria das pessoas
- esteticamente agradáveis

O ovo costuma ser apontado como um exemplo da natureza que reúne estes princípios.
Não confundir design com estilismo.
O estilismo procura dar um aspecto de actualidade ou de moda a um objecto, aposta mais na fantasia, no aspecto escultórico procurando dar uma aparência de acordo com as últimas tendências. O aspecto da economia e da funcionalidade não são fundamentais.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

EMPREENDIMENTO TURÍSTICO- ARMAÇÃO DE PÊRA



2 0 0 6
O local de intervenção constitui um momento particular da evolução urbana de Armação de Pêra.
Trata-se de um território com aproximadamente 5.8 ha, inculto, sem elementos orográficos relevantes, confinante a Poente com as “ traseiras “ do limite urbano existente, e a Nascente com a Ribeira de Alcantarilha, cujas margens urge tratar com dignidade, como, aliás, é tradição de qualquer assentamento urbano mediterrânico: basta lembrar os exemplos de Tavira, Vila Real de Santo António, ...Silves no passado ..., para citar situações no Algarve.
Trata-se assim de um território residual, quase que “esquecido“, vocacionado para uma ocupação urbanística, que deve contribuir para ordenar, qualificar e consolidar a malha urbana existente.
A proposta foi elaborada com base nos seguintes critérios e conceitos urbanísticos:
a área de intervenção constitui um território vocacionado para a ocupação urbanística, com características excepcionais para a instalação de empreendimentos turísticos e usos habitacionais;
constitui um “momento“ da história da evolução da urbe: a sua particularidade reside em ser um espaço de consolidação da malha existente, espaço aqui também entendido como “oportunidade“ para contribuir objectivamente para o aumento da qualidade urbanística do existente;
este entendimento de “oportunidade“ conduziu à criação de amplos espaços de usufruto público, com a criação de extensos percursos pedonais de acesso à praia; pretende-se assim criar condições para a melhoria, qualitativa, paisagística e ambiental deste também “último“ episódio da evolução da cidade.
Os edifícios projectados, um Hotel e um Aparthotel - totalizando uma área de construção de aproximadamente 29 000 m2 - estão envolvidos por amplos espaços de usufruto público, que integram grandes zonas verdes, lagos e reconversão das margens da ribeira.
O aparthotel totaliza 5 pisos e o edifício do hotel, a sul, tem apenas 2 pisos.
A intervenção urbanística proposta constitui indubitavelmente uma mais valia para as condições de vida dos residentes e visitantes, bem como um forte contributo para a atractibilidade de Armação de Pêra.

PORTARIA 465/2008

Na sequência do Decreto Lei 39/2008, entra hoje em vigor a Portaria que estabelece os requisitos específicos para a instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos, em cada uma das categorias, de uma a cinco estrelas.

Os anexos a esta portaria estão divididos por três tipos de estabelecimentos:

- Estabelecimentos hoteleiros;
- Aldeamentos turísticos;
- Apartamentos turísticos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DOS MONUMENTOS



As ruínas do Cerro da Vila em Quarteira -Vilamoura são dos poucos locais com estas características que se encontram abertos para visitas ao público.
Os vestigios mais antigos correspondem a uma villa rústica romana, rodeada de campos férteis e abastecida de água a partir de uma barragem construída a 2 Km de distância. Construída na primeira metade do século I d.C c sua localização favoreceu o aproveitamento dos recursos marítimos e o tráfico de mercadorias, atestado pela existência de um porto.
Visíveis no perímetro da estação são uma casa pequena, que terá servido de hospedaria, um balneário, tanques de salga, tanques de tinturaria, troços de canalização e um templo funerário com "columbarium" (nichos nas paredes para colocação de urnas).
A água seria um elemento omnipresente por todo o lado, jorrando das bicas e das estátuas para o lago do jardim, espaço central em torno do qual toda a casa se desenvolvia: uma grande sala de recepção e de refeições de Verão, os quartos , a cozinha, as áreas de serviços, que incluíam um cryptoporticum. As paredes eram revestidas com estuques pintados a fresco, com cores garridas e motivos florais e geométricos. O pavimento era decorado com mosaicos multicolores. As esculturas de deuses e homens decoravam os espaços interiores, harmonizando um conjunto fantástico de cor e recorte de pedra.
Esta estação foi na fase final um pequeno aglomerado portuário, com duas torres edificadas a sul da primitiva villa. A torre sudoeste, estruturada com um pequeno criptpórtico para armazenamento de víveres, poderá ter sido uma torre-farol e torre-vigia, situando-se junto ao porto que na altura ali existia.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

ARQUIMEDES

"Brincar é condição fundamental para ser sério"

Arquimedes
Cientista, fisico, matemático

terça-feira, 15 de abril de 2008

LÁPIS

Em memória dos tempos em que se desenhava à mão, a lápis e se finalizava a tinta da china. Ambientes em que a linguagem usada não referia palavras como P.C. nem software mas, estirador, borracha, caneta Rottring, lâminas, papel vegetal, heliocopiadora, escantilhão, afia minas, decalques, máquina de escrever, papel selado, régua em T, lacre, x acto, compasso, transferidor, Neufert, etc.
Coisas do século passado.

MORADIA EM VILAMOURA


1 9 9 2
Casa com 3 pisos (cave, rés do chão e 1º andar) implantada num lote de configuração triangular.
O piso térreo contém: hall, quarto com casa de banho privativa, instalação sanitária de apoio, cozinha e sala.
O 1º andar é composto por 3 quartos e duas casas de banho.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

PORQUE HOJE É (quase) SÁBADO -1


SEGURANÇA


Entrou em casa, depois de mais um dia de trabalho, chuvoso, a corrente de ar ao abrir a porta apaga o lume do fogão onde a filha mais velha aquecia o leite para os cereais. De repende o vento investe rasgando o toldo que num ápice fica em tiras que chicoteiam a janela partindo o vidro deixando o caminho livre para a chuva entrar. A tempestade provoca o corte de energia e ouve-se a avó na casa de banho a esbarrar contra a porta sem ver nada. O filho mais novo corre para ajudar mas a velocidade é interrompida ao pisar o tapete que desliza corredor fora, só parando o puto de rabo no chão contra a porta ao fundo. Entretando o cão ladra vigorosamente no meio da confusão.

Quando se fala de segurança numa casa, o pensamento salta quase sempre para o cenário de assaltos sendo que o maior perigo para os habitantes não seja este mas os acidentes que acontecem no interior e que podem, muitas vezes, ser evitados. Os métodos de protecção para as crianças já começam em muito a ser conhecidos e utilizados.
Hoje em dia já existem muitos sistemas no mercado que ajudam a evitar ou a minimizar muitos dos perigos caseiros, sistemas esses que podem ser implementados em fase de projecto/obra ou em casas existentes.
Chek up de segurança:
Risco de incêndio
-retirar da proximidade de uma fonte de calor (lareira, fogão, aquecedor, velas, quadro eléctrico, etc) tecidos, madeiras, cortiças e outros materiais facilmente inflamáveis.
-Instalar, detectores de incêndio nos tectos das zonas de risco.
-Ter em casa um extintor
-Ter na cozinha uma manta igni-fuga, que até não é cara.
-Instalar uma porta corta-fogo na cozinha
-Instalar um estabilizador de energia eléctrica para em caso de descargas de corrente mais fortes não haver risco de “rebentar” com os aparelhos eléctricos
Risco de quedas (atingem principalmente crianças e idosos)
-escadas protegidas com portão
-degraus anti derrapantes, pode ser feito no material do degrau ou aplicando uma fita auto colante
-barras de apoio na banheira (semelhantes às que se usam nas casas de banho para deficientes) -Iluminação de presença nos compartimentos interiores, corredores e escadas
-redes finas de borracha sob os tapetes para não escorregarem
-retirar os fios eléctricos que por vezes atravessam o chão
Outros riscos
-instalar detectores de fuga de gás, colocá-los ao nível do rodapé. Estes pequenos aprelhos dão um sinal de alerta e ao estarem ligados à rede cortam o abastecimento do mesmo.
-Nos toldos de lona instalar um sistema que detecta a velocidade do vento e que a partir de certo grau recolhe automaticamente o toldo. O mesmo se aplica aos estores que de forma automática são fechados.
-As fugas de água ou rebentamento de canos, também podem ser minimizadas com um detector
Tremor de terra
-Retirar das paredes junto das camas objectos pesados como quadros, móveis de tectos, prateleiras
-Não colocar cadeiras ou sofás debaixo de candeeiros de tecto pesados.

Em caso de acidente, activar um plano de emergência enquanto aguarda o 112.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

AVISO À NAVEGAÇÃO


O post de ontem serviu apenas para cumprir a tradição do dia das mentiras!

terça-feira, 1 de abril de 2008

APROVAÇÃO TÁCITA

No âmbito do processo de simplificação administrativa, o governo anunciou que todos os processos de licenciamento pendentes nas autarquias e cujos prazos de deliberação tenham ultrapassado os limites estabelecidos na lei, serão abrangidos por um regime de excepção que conduz directamente à sua aprovação tácita, bastando para o efeito um simples requerimento do interessado.
Aguarda-se para os próximos dias a publicação desta disposição legal.

sexta-feira, 28 de março de 2008

EDIFÍCIO EM SHANGAI




Projecto do "Edifício do Povo" para a Expo 2010 de Shanghai, na China. Trata-se de um projecto de um colectivo de arquitectos e designers dinamarquês intitulado BIG (Bjarke Ingels Group).

A forma peculiar deste edifício não é gratuita e comporta, na perspectiva da filosofia oriental, um simbolismo que vai para além da semelhança com o sinal caligráfico (o caracter do alfabeto chinês que significa "pessoas") com o qual se identifica. Assim, o corpo que emerge da água é dedicado a actividades de cultura física, desportos, etc., e o corpo emergente da terra tem como destino actividades de "enriquecimento espiritual" - centro de conferências e outras. No ponto de encontro, onde o edifício se torna um só, situa-se um hotel de 1000 quartos! 250 000m2 de área construída...

quarta-feira, 26 de março de 2008

D.L.46/2008 - RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO


O D.L. 46/2008 de 12 de Março vem estabelecer as normas de triagem, reciclagem e outras formas de valorização dos resíduos de construção e demolição. Condicionando o depósito dos mesmos, em aterro, a uma triagem prévia que pode ser feita pelo gestor da obra ou por um operador licenciado para o efeito.
Entra em vigor 90 dias após a data de publicação.

terça-feira, 25 de março de 2008

UM CASO VERÍDICO














"PARTICIPAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO



Exmºs. Senhores.
Sou assentador de tijolos. No passado dia 3 de Setembro estava a trabalhar sózinho no telhado de um edifício de 6 andares. Quando acabei o meu trabalho, verifiquei que me tinham sobrado muitos tijolos, mais ou menos 250 kgs. e pensei que em vez de os fazer descer à mão, uns a uns, decidi colocá-los num bidão que havia no terreno, que poderia utilizar com a ajuda de uma roldana a qual felizmente estava fixada num dos lados do prédio, no 6º andar.
Desci para o terreno, e atei o bidão com uma corda. Subi para o telhado e puxei o bidão para cima e nele pus os tijolos dentro que couberam todos. Voltei para baixo, desci a corda e segurei-a com força de modo a que os tijolos descessem devagar.
Aí começou o sinistro. Como eu só peso cerca de 80 kgs. qual não foi o meu espanto, quando de repente me senti içado no ar, saltei do chão, perdi a minha presença de espírito, e esqueci-me de largar a corda. Acho que comecei a subir a grande velocidade. Lembro-me que na proximidade do terceiro andar embati no bidão que vinha a descer (cruzei-me mesmo com ele) e isto explica a fractura no crânio e a clavícula partida.
Continuei a subir, mas com menos velocidade, mas só parei quando cheguei ao 6º andar e os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a minha presença de espírito e consegui, apesar das dores agarrar-me à corda e soltar os dedos da roldana.
Enquanto tudo isto se passava cá acima, o bidão chegou ao chão com um grande estrondo e o fundo partiu-se e ficou sem os tijolos que se partiram e espalharam pelo terreno. Sem os tijolos o bidão pesava menos de 20 kgs. Como V. Exªs. podem imaginar e como eu estava agarrado ainda à corda cá em cima, comecei então a descer rapidamente e próximo do 3º andar encontrei outra vez o bidão que vinha a subir e isso explica a fractura nos tornozelos e as luxações nas pernas bem como na parte inferior do corpo. O encontro com o bidão diminuiu a velocidade da minha descida pelo prédio abaixo, o suficiente para minimizar os meus sofrimentos, quando caí em cima dos tijolos que estavam no terreno. Felizmente só fracturei 3 vértebras.
Lamento no entanto informar que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos, sem quase me poder mexer, olho e vejo o bidão lá em cima. Aí perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O bidão, disseram-me depois, pesava mais que a corda, e então desceu e caiu em cima das minhas pernas, partindo-as imediatamente. Só me lembro depois de ter acordado no hospital e só 3 dias depois é que consegui ditar a descrição deste acidente. Espero ter dado a informação detalhada para poder ser indemnizado por V. Exªs. Cumprimentos."

segunda-feira, 24 de março de 2008

MONCARAPACHO



C
A
L
I
Ç
O
S


2 0 0 7

Casa de campo, de um só piso composta por sala, cozinha, instalação sanitária, 3 quartos e 2 casas de banho.

quinta-feira, 20 de março de 2008

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO ECOLÓGICO

No dia 22 de Março, será feita uma demonstração de construção de uma casa, utilizando novos materiais feitos a partir de produtos reciclados e que melhoram o aproveitamento energético dos edifícios.
Local - Barringtons (centro desportivo), Vale do Lobo, Almancil, 11,30 h.
Para mais informações contactar :

CONCEITOS TÉCNICOS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

Encontra-se em fase de consulta pública, o anteprojecto do Decreto Regulamentar sobre conceitos técnicos de ordenamento do território a utilizar nos instrumentos de gestão territorial.
Não era bem este tipo de literatura que gostaríamos recomendar para estas mini férias da Páscoa, mas para quem tiver paciência, pode enviar sugestões de alteração para a D.G.O.T.D.U. ( conceitos.ot@dgotdu.pt) até 31 de Março de 2008.
Este D.R. entrará em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

quinta-feira, 13 de março de 2008

PORTARIA 232/2008 DE 11 DE MARÇO

Na sequência do previsto na Lei 60/2007 que altera o D.L. 555, foi agora publicada a Portaria que define os elementos que devem instruir os projectos de urbanização e edificação.

segunda-feira, 10 de março de 2008

DECRETO LEI 39/2008

O texto final mantém, basicamente, os tópicos que enunciámos no "post" de 27 de Fevereiro.
Este novo Decreto Lei entra em vigor a 6 de Abril.
Ainda faltam as Portarias.

quarta-feira, 5 de março de 2008

EXPO EUROPA E AMBIENTE


No dia 9 Maio (Dia da cidade de Quarteira e da Europa), terá início, na Praça do Mar, um conjunto de eventos comemorativos que incluem um ciclo de conferências intitulada "A Europa e as Energias Renováveis" e exposições relacionadas com o ambiente e energias renováveis.
No dia 11 será a chegada da 2ª Travessia do Portugal de Lés-a-Lés Ecológico (uma prova onde só podem participar veículos amigos do ambiente, e que vem da Guarda até ao Algarve).

terça-feira, 4 de março de 2008

JOSÉ TELO ZUQUETE

Enquanto a vontade teime em não apagar da memória os amigos com quem cruzámos.

"... O Hotel do Cerro foi inaugurado num sábado dos fins de Maio, tempo morno e sol brilhante, época de figos lampos.
Chegados na véspera, ao cair da noite, os primeiros turistas encontraram – muitos deles pela primeira vez – um Algarve de céu limpo, sem uma ponta de vento e um mar estanhado que parecia artificial.

- Havia uns dias bons que ninguém dormia – intercalou o arquitecto.
Operários, encarregados e técnicos, todos numa fona, em pé à força de nervos e de álcool, olheiras fundas e olhos a brilhar.
Um mês louco.
Lembro-me, em particular, das olheiras do João – já sem gesso e cheio de irras! E a inventar palavras novas de dez em dez minutos – das rugas do Bernardo, do Carlos a cirandar como um tigre enjaulado, mas nenhum de nós devia andar com muito boa cara.
O pessoal do hotel a chegar aos poucos, as instalações a arrancar, uma a uma, as asneiras a saltar como moscas, curto-circuitos, encravamentos, alterações de última hora na cozinha, na recepção, na central telefónica, nos bares, câmaras frigoríficas com termostátos surrealistas, ventiladores a desintegrarem-se ao fim de uns minutos de uso.
Quando o Morrison – esteve lá o mês inteiro – dizia: - arquitecto, parece que temos um problema... - havia de ser uma daquelas grandes gaitas que chateavam meio-mundo até, saberia Deus, quando.
Não era só ele que via, todos víamos – e havia coisas que era possível – ainda – fazer e outras que não. E era com essas que eu dormia todas as noites.
E acrescentar – acrescentar, irra! - acrescentar tudo o que esquecera, prateleiras aqui e acolá, depósitos para as coisas mais diversas, luzes, avisadores, relais, guias, defesas, protecções, suspensões.
Meses que só se podem viver uma vez.
O Moura pintou e envernizou a noite inteira até, às seis da manhã, ir tomar um duche e vestir o fato inteiro e o colete de ocasião, o Chapim, teimoso, arrastou com ele a equipa inteira de electricistas durante quatro dias e quatro noites e só parou depois de ter encontrado todos os curto-circuitos e verificado a totalidade da instalação, ponto a ponto, caso a caso.
O Carlos e o João estiveram em todo o lado, o Tavira e o Oliveira desdobraram-se, o Bernardo pisava duro – duríssimo – eu larguei uns porras! Altos demais.
Parecia que tinhamos fogo debaixo do rabo.
Entretanto desembarcaran no hotel as coisas mais variadas – desde as bombas para o tratamento de água das piscinas até aos talheres para o restaurante e às bebidas para os bares.
A Lija comandava um batalhão de cortineiras, mergulhadas até ao pescoço num mar de tecidos variados, onde só elas se entendiam.
Chegavam impressos para a contabilidade e para a recepção, mesas, cadeiras e almofadas, tachos e panelas, máquinas sortidas, pratos aos milhares, grandes e pequenos, toalhas de todos os formatos, cinzeiros, candeeiros, gravuras, pinturas – e duas tapeçarias, manuseadas como tesouros do Oriente.
Um mês frenético.

- Passado um tempo – disse o arquitecto – torna-se difícil entender como foi possível fazer-se o que se fez.
Não respondi e ele continuou:
- Estados de nervos, talvez... A fúria de acabar.
Um mês de fúria? Uma ou duas directas todos nós fizémos, mas um mês?
- Era uma fúria antiga – disse, quando lhe perguntei – não era uma fúria de um mês.
E sem olhar para mim:
- Era um elástico esticado, muito esticado havia dois anos, quase a partir. Ou dávamos cabo da obra ou a obra dava cabo de nós. ..."

In "Cerro Lamy"
Arquitecto José Telo Zuquete (1/8/1939 - 26/2/2008)
Este trecho pertence a um dos vários livros por ele escritos entre 2002 e 2007 que muito gostaríamos de ver publicados, especialmente a "Alma" e "Cerro Lamy".
Dói perder um amigo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS- NOVO REGIME JURÍDICO

Chegou-nos às mãos uma versão do que poderá ser este Novo Regime Jurídico, dando cumprimento a mais uma das medidas previstas no Simplex. Neste sentido surge como intenção principal agilizar o licenciamento através da simplificação do procedimento administrativo.
Na verdade a intenção ficou muito “curta“ na medida em que:
- As simplificações apontadas resultam na sua maioria da aplicação da Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro, (a tal que alterou o Decreto-Lei 555/99, de 16 de Dezembro).
- A grande agilização onde parece haver algum espírito Simplex é nos mecanismos de abertura dos empreendimentos, em caso de “empastelamento“ na emissão de autorização de utilização: o promotor pode, sob determinadas condições, comunicar à Câmara que vai abrir o empreendimento, dando conhecimento ao Turismo de Portugal… depois logo se vê.
Novidades :
- Passam a ser cinco as classificações dos empreendimentos turísticos (uma a cinco estrelas); esta classificação resulta de um sistema de pontuação obtida a partir de um conjunto mínimo de requisitos somados a um conjunto de requisitos opcionais.
- Os empreendimentos turísticos em espaço rural, com excepção dos hotéis rurais, deixam de ter classificações. Isto é, os grupos Turismo de Habitação, Casas Rurais e Agroturismo por se entender que, face às características particulares, não se justifica o seu escalonamento: esta não percebi, até porque, adiante, o diploma reserva aos municípios a competência para a classificação destes empreendimentos(!). As unidades de alojamento nestes empreendimentos passa a ser de 15.
- Não é permitida a construção a mais de 3 pisos nos aldeamentos turísticos, caso algum contenha uma igreja, lá se vai a torre sineira.
- Curiosidade: desaparecem do léxico as “Albergarias“, “ Pensões “, “ Residenciais “.
- As pousadas são as inerentes à exploração da ENATUR, ou a instalar em edifícios classificados, fica a dúvida se as Pousadas de Juventude existentes mudam de classificação.
- É criado um Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos (RNET), disponível via Internet no sítio Do Turismo de Portugal, I.P.
- Todas as unidades de alojamento de um empreendimento ficam permanentemente afectas à exploração turística, independentemente do tipo de titularidade.
- Legisla-se o “alojamento local“, vulgo moradias e apartamentos que toda a malta aluga sem rei nem roque.
No que se refere ao licenciamento, os processos continuam a estar sujeitos ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE). Aqui nada de novo.
Neste âmbito há normas que não sei se conduzem a qualquer simplificação:
- Prevê-se que as câmaras municipais possam contratualizar com o Turismo de Portugal o acompanhamento do licenciamento de alguns empreendimentos turísticos, …para dinamização de procedimentos, nomeadamente para a promoção de reuniões de concertação (!!!).
- Para estes empreendimentos, o deferimento camarário de aprovação de informação prévia ou licenciamento carece de parecer favorável vinculativo do Turismo de Portugal.
- Compete ainda ao Turismo de Portugal emitir parecer sobre as operações de loteamento que incluam a instalação de empreendimentos turísticos, exceptuando-se as operações de loteamento em zonas abrangidas por planos de pormenor em que o Turismo de Portugal tenha tido intervenção.
No que ao funcionamento se refere mantém-se a possibilidade de afectação total ou parcial dos empreendimentos turísticos à utilização exclusiva por associados ou beneficiários das entidades proprietárias ou da entidade exploradora. Ou eu estou enganado ou a isto chama-se “condomínio privadíssimo“.
Vistas as coisas, para além das previstas no RJUE, sobram para as câmaras municipais as seguintes competências:
- Elaborar o registo (informático) do alojamento local que deverão facultar ao Turismo de Portugal.
- Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo no espaço rural, com excepção dos hotéis rurais.
- Fixar a capacidade máxima e atribuir classificação dos parques de campismo e de caravanismo.
No que se refere a moradias e apartamentos, a questão do “ alojamento local “ parece-me um “ bico de obra “ difícil de implementar. Por duas razões. Em primeiro lugar há por aí muita gente que não lhe apetece “pôr-se a jeito“ para mais um agravamento da carga fiscal nos rendimentos. Em segundo lugar porque não me parece que haja muita vontade de receber em casa uma visita da simpática ASAE, entidade fiscalizadora do cumprimento destas novas disposições legais.
Ainda com referência ao “ alojamento local”, mas agora com incidência nas em breve desaparecidas “ Albergarias “, “ Pensões “ e “ Residenciais “, surge-me uma dúvida preocupante: ou têm condições para obterem no mínimo a classificação de uma estrela de modo a poder ostentar uma placa identificadora H ou então passam a Alojamento Local, o que em muitos casos poderá parecer uma “ despromoção “… as inúmeras “Pensão Avenida” existentes pelo país passarão a designar-se por Alojamento Local da Avenida?...soa estranho.
Este novo diploma legal é servido com três anexos, onde se caracteriza o sistema de pontuação para Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos Turísticos e Apartamentos Turísticos…mas isso fica para a próxima.
Alívio supletivo: são revogados 2 Decretos-Lei, 7 Decretos Regulamentares e 5 Portarias.

P. D. M. DE LOULÉ - NOVO REGULAMENTO

Foram hoje publicadas em Diário da República as alterações ao Regulamento do Plano Director Municipal de Loulé, por forma a compatibilizar este instrumento de planeamento com o P.R.O.T.AL.
Uma das alterações significativas foi o desaparecimento das U.O.P (Unidades Operativas de Planeamento). Outro exemplo, são as novas regras de ocupação em espaço rural, possibilitando a instalação de estabelecimentos hoteleiros, de pelo menos 3 estrelas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Foi hoje publicado em Diário da República a proposta de Regulamento Municipal dos Trens de Loulé . Assim se protegem as memórias colectivas, garante da nossa identidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

PORTO DE MÓS


P

I

S

C

I

N

A

S




1 9 9 4

Complexo Municipal das Piscinas de Porto de Mós

Concurso público

Programa de ocupação:

-1 piscina coberta de 25 metros com 8 pistas
-1 tanque de aprendizagem coberto de 12,5 metros
-1 piscina descoberta recreativa
-1 chapinheiro para crianças descoberto
-instalações sanitárias de apoio às piscinas exteriores
-Balneários e vestuários para os banhistas
-Balneários e vestuários para funcionários e monitores
-Depósito de roupa
-Salas para vigilantes, monitores, 1ºs socorros, depósito de material, arrumos, limpeza.
-Secretaria, portaria
-Ginásio
-Snack bar
-Bar de verão
-Bancadas para visitantes
Em cave:
-As zonas técnicas

Classificação: Melhor solução técnica

LETRA I - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Indemnização
Olha !!! … este ainda acredita no Pai Natal …
Índice Médio de Utilização ( 4 )
O Argumento até não é mau. Agora, o realizador e o produtor…chiça!
… há com cada filme!

Inquérito público
Momento sublime da Democracite, com entrada livre.
Os bitaites de bancada geral atingem o seu máximo esplendor opinando sobre o que não foram informados, discutindo sobre o que não conhecem, ignorando as consequências.
Os “ media “ deliciam-se…
Os políticos assobiam para o ar…
… e as asneiras continuam…

Investidor
A este nem o MacGiver safa…

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

RE MADE IN PORTUGAL


É uma campanha ambiental que procura demonstrar a eficácia da reciclagem, sensibilizando as pessoas para o eco design. Um dos objectivos é incentivar as empresas para a produção de objectos em série, utilizando como matéria prima pelo menos 50% de material reciclado.
O projecto tem um carácter internacional, sendo as peças produzidas expostas nos países participantes, estando essa exposição patente a partir de hoje no AlgarveShopping, até 2 de Março.
Entre os artistas que colaboraram estão Álvaro Siza, Adalberto Dias, Alda Tomás, Filipe Alarcão, Luís Buchinho, Nuno Gama e Pedro Sottomayor.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

ARCO


Sugestão para o fim de semana - a Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid

Quer para quem a visita pela 1ª vez quer para quem já a conheçe desde os tempos de "Madrid me mata".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

INSPIRED LISBON

"Uma boa conversa é feita de boas perguntas, e de melhores respostas. Uma boa conversa criativa é sempre composta por perguntas inesperadas." ... "Se o design é por natureza uma disciplina que procura resolver problemas, o que acontece quando são os próprios designers e outros profissionais criativos a colocar questões sobre o presente, e o futuro, das nossas sociedades?" ...
Durante 5 dias em Lisboa, a criatividade segue a curiosidade. De 13 a 17 de Fevereiro, no Palácio Valadares no Chiado, decorre a primeira edição de um projecto cultural que pretende estimular a discussão e o debate crítico de temas actuais, e responder a questões levantadas pela comunidade criativa. Inspired Lisbon by Bombay Sapphire é um programa cultural internacional com acesso gratuito que, sob o mote da conversa informada, inclui debates, conferências, palestras, workshops, documentários, uma performance e uma exposição. Dedicado às áreas criativas de cariz projectual, procura a diversidade disciplinar – através da divulgação de projectos em torno do design nas suas várias áreas de intervenção como o design de produto, comunicação, moda e arquitectura, entre outros –, bem como a transversalidade, através do cruzamento e extensão do design a outras áreas de actividade (ambiental, política, social, económica, etc).
Converse. Pergunte. Inspire-se.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA CIDADE DE ALMADA

(edifício premiado na 1ª edição - arqº. João Paciência)

No sentido de incentivar a qualidade das construções dos edifícios e dos espaços públicos, a Câmara de Almada instituíu um prémio de arquitectura, bienal, cujo valor pecuniário é de 25 mil euros. As candidaturas podem ser entregues até 31 de Março. Simultaneamente, decorre uma homenagem a um arquitecto português de reconhecido mérito, tendo este ano sido escolhido o arqº. Luís Vassalo Rosa, cujo percurso profissional se encontra ilustrado na exposição a decorrer na Casa da Cerca.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

OUTROS CARNAVAIS


(C´A D´ORO)
"Uma máscara é o retrato que escolhemos para nós.
Claro que foi Casanova quem primeiro me ensinou o que é usar uma máscara: a sensação de liberdade repentina e perigosa quando o nosso rosto está escondido dos que nos rodeiam, todos deviam experimentar, para verem o que se encontra escondido dentro de si mesmos. Pois a máscara abre perversamente ao mundo esse nosso lado. Podemos fazer tudo! Podemos permitir tudo. Corremos mais riscos. Pomos a descoberto as nossas partes privadas para fornicar com estranhos mascarados, mas não tiramos a máscara da cara. Pomos comidas desconhecidas na boca; andamos demasiadamente perto da beira do canal. E não sabemos quão perto porque não temos visão periférica, pois a máscara diz-nos o que quer, assim como diz aos outros o quanto podem ver de nós e o que deverão fazer de nós.
Certa noite, eu e Casanova saímos juntos, mascarados, e ele mostrou-me os locais por onde andara 30 anos antes. Deve ter sido a primeira vez que eu usei uma máscara: não me lembro de nenhuma ocasião anterior. Casanova havia escolhido Pulcinella, com um nariz curvo e um solidém branco. Para mim, trouxe La Civetta, a namoriscadeira, com os seus grandes olhos de coruja e um enfeite de renda dourada para esconder o meu nariz e os meus lábios. Mas recordo-me claramente como me senti quando ele atou as fitas por trás do meu cabelo e me voltou de frente para si. Fitou-me com expectativa. A minha transformação interior foi instantânea. Uma vez dentro da máscara, senti-me poderosa e perigosa. Senti que podia violar e assassinar. Senti que podia entrar no palácio dos Doges e seduzir o lacaio e o doge. Perdia o meu lugar na sociedade. Já não era Cecília Cornaro, filha de um dos mais respeitáveis e próspero comerciante. Podia ser quem eu quisesse."
in " Carnaval em Veneza" de Michelle Lovric

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

MARQUISE

M.ARQUI.S.E.Malta da Arquitectura Saturada e Estrebuchante

Movimento formado nos corredores dos Paços cuja filosofia é a subjacente ao que o próprio nome indica. Morre assim que nasce, renascendo logo de seguida para servir-se das circunstâncias que se põem a jeito, nas garras do eterno retorno…
Vem tudo isto a propósito do Prémio Municipal de Arquitectura aqui já anunciado.
Sabemos que já foi eleito o primeiro membro do júri, o tal que vai decidir o prémio dos quinhentos euritos: nem mais nem menos que um industrial da construção civil, especializado em serralharia, tendo nas Marquises o expoente máximo da sua arte.
Vemo-nos assim perante uma das mais extraordinárias manifestações fenomenológicas do eterno retorno, isto é, um Movimento, um Prémio de Arquitectura e um Jurado harmonicamente reunidos em torno de um devir comum: a MARQUISE.
E x c e l s i o r…

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

LEGO - 50 ANOS


Celebram-se hoje os cinquenta anos da LEGO. Longas horas da minha infância foram felizes combinando aquelas peças de múltiplas cores, construindo casas, torres e ruas que depois contemplava inventando aventuras, dando asas ao imaginário. E por estes tempos felizes posso e devo dizer: obrigado LEGO.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

VILAMOURA




E
S
T
U
D
O





Planta do 1º andar

P
R
É
V
I
O








Planta do rés do chão

1 9 9 6

Moradia composta por cave, rés do chão e 1º andar.

O lote de terreno dispõe de vistas amplas apenas do lado poente (lado da entrada), tendo por isso a casa, sido organizada nesse sentido. O piso térreo está dividido numa zona de uso mais privativo com 2 quartos, casas de banho e escritório e uma zona social com sala de jantar e sala de estar junto à piscina, dispõe ainda de cozinha, casa de banho de apoio e ligação à cave. As duas zonas são separadas por um jardim interior do qual partem as escadas para o 1º andar, todo ele ocupado por uma suite.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

LETRA H - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Honorários de Encomenda Pública dos Serviços de Arquitectura e Urbanismo
( Actualização da Portaria de 7-02-1972, D.R., 2ª Série, nº53 de 5-3-1986 )
Nos concursos do Estado ainda não percebi bem aquela do critério de adjudicação que fala do “ preço mais baixo “ …

Habitantes por fogo
De acordo com as definições constantes do Regulamento do PDM de Loulé, a população distribui-se à média de 3,2 habitantes por fogo.
Se alguém encontrar por aí qualquer ente correspondente a 20% de um habitante é favor avisar a malta.

LETRA G- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Garantia dos particulares
Ora aqui temos mais um belo termo de natureza astro-física, muito utilizado em sessões públicas...e outras. O problema é que normalmente vai para reciclagem intemporal… pôr no papelão, por favor…

Gaveta
Designação ainda não incluída no léxico do Código do Procedimento Administrativo… mas deve estar para breve, considerando a “praxis“. Em linguagem comum significa que o teu processo está para análise mas não sabemos o que fazer… paciência meu caro… p’ró ano que vem talvez haja novidades.
Outro script: sabemos que a Lei em vigor vai estar em revisão (sabem eles…) e, portanto, ainda que a actual esteja em vigor o melhor é esperar, … blá, blá, blá, … Para os mais distraídos e/ou coleccionadores fica a informação: na Quinta de Marim há gavetas de alta qualidade.

Gravar
Adorava gravar algumas das conversas, comentários e considerações ouvidas em reuniões de atendimento público (e outras): as bacoradas são mais que muitas, mas neste país as gravações não autorizadas são crime… e não autorizar gravações é a norma.
Quem tem cu tem medo, diz o Zé Povinho…
E quem é honesto?... pergunto eu.

Gambozinos
Espécie cinegética, sem perigo de extinção, invasiva e alimentada com recursos infindáveis nos corredores da Administração… e nós a apanhá-los, sem perceber bem porquê. O problema é cobrar ganbozinos ao cliente: não os quer nem fritos, nem grelhados, nem em escabeche…embora os empatocratas e outros que tais se entretenham a elaborar as mais fantasiosas teorias sobre este assunto…à conta do Estado, claro.

Génio
Etimologicamente significava o deus que presidia ao nascimento. Evoluiu este étimo para também significar talento e mérito.
Actualmente, resultado de uma democracite doentia, adquiriu um novo significado: génio pode ser qualquer mentecapto com um mínimo de poder decisivo (muito presentes na administração pública, mas também invasivos na “ privada“) que à conta de “ sábias tomadas de postura“ podem mandar p’ró cacete o que e quem quer que lhes apeteça.
Proliferam, endemicamente, nos centros de decisão, sendo particularmente activos nas “cobranças“.
Ainda tarda a descoberta (encoberta) de um antídoto para esta pandemia.
Se eu mandasse iam todos “dar banho ó cão“ …

Graxa
Pó de fuligem ou de outras substâncias corantes, misturado com gordura para dar lustre ao cabedal.
Perceberam ou é preciso fazer o “ boneco “?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

ESTRUTURA VERDE URBANA E QUALIDADE AMBIENTAL


"Um estudo recente de uma equipa Britânica consistiu em desenvolver um sistema de informação ambiental, para projectistas urbanos, que tem em consideração os dados mais recentes sobre os efeitos que a plantação de árvores podem ter na manutenção de baixos níveis de poluição atmosférica. As árvores nos ambientes urbanos são formas de limpeza de gases e também de matérias particulada presentes na atmosfera.A aplicação do estudo a casos reais resultou em dados que sugerem reduções suficientes para cumprir os níveis de partículas na atmosfera permitidos pela legislação. O estudo foi feito com duas cidades do Reino Unido. Para os dois casos de estudo, as árvores reduziram as concentrações de PM10* na atmosfera de 7% a 20%, tendo sido alcançadas reduções maiores nos casos em que um maior número de árvores foi plantado. Em áreas industriais, muitas vezes associadas a níveis elevados de concentrações de PM10, os níveis de redução são menores visto as áreas para plantação também serem menores, as simulações revelaram reduções na ordem dos 2,5% a 7%, dependendo das áreas disponíveis para plantação.O modelo também revelou que o potencial efeito de mitigação num único ponto e na área circundante são limitados, os autores dão ênfase ao facto das árvores não deverem ser vistas como a solução na mitigação das emissões. Contudo, num nível estratégico o potencial para o uso de árvores é muito maior quando são usadas políticas de qualidade do ar e de uso de solo em toda a área ou até ao nível regional, com a colaboração das autoridades locais.Esta ferramenta poderá fornecer informação valiosa para antever os locais onde a plantação de árvores poderá ter maior potencial na captura de PM10.*Matéria particulada (PM) corresponde a material sólido ou pequenas gotículas de fumo, poeiras e vapor condensado no ar, as PM10 são as partículas cujo diâmetro é igual ou inferior a 10 microns. As PM10 são uma importante ameaça sobre a saúde humana e tem vindo a ser demonstrada a sua influência no aumento de mortalidade. No ambiente urbano as principais fontes de PM10 são a combustão de combustíveis fósseis e o tráfego automóvel. As partículas emitidas para o ambiente são depositadas através de precipitação directamente nas superfícies, incluindo a vegetação. Devido às grandes áreas de superfície de que dispõem as árvores são óptimas para a deposição de matéria particulada em suspensão na atmosfera.

Fonte: Bealey W.J., McDonald A.G., Nemitz E., Donovan R., Dragosits U., Duffy T.R., Fowler D. (2007): « Estimating the reduction of urban PM10 concentrations by trees within an environmental information system for planners», Journal of Environmental Management 85:44-58 "

In Forúm de urbanismo

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

BIODIVERSIDADE E ECOTURISMO: S. TOMÉ E PRÍNCIPE 2008


Irá realizar-se entre 18 e 27 de Março, em S. Tomé e Príncipe, um seminário sobre Biodiversidade e Ecoturísmo destinado a cidadãos lusófonos, encontro esse que pretende ter um figurino diferente dos habituais congressos, ou seja, espaço de cooperação, de discussão, de ensino e de descoberta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

NOVO REGIME JURÍDICO DOS EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS

No âmbito do SIMPLEX, foi aprovado em Conselho de Ministros um novo diploma que pretende simplificar o licenciamento dos empreendimentos turísticos, alterando-se também o actual sistema de classificação.
Vamos lá ver se as entidades licenciadoras cumprem a sua parte, adoptando uma atitude "desempatocrata", o maís difícil.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

ORGÃO DO MAR - ZADAR

Situado na costa de Zadar uma cidade da Croácia, encontramos o Órgão do Mar – degraus cravados em rochas que têm no seu interior um interessante sistema de tubos que, mediante a velocidade e a força das ondas criam notas musicais em composições aleatórias.
Criado em 2005, este projecto foi vencedor europeu para espaços públicos.
Zadar é uma bela cidade litoral da Croácia e foi duramente castigada durante a 2ª Guerra Mundial. A criação do Órgão é também uma iniciativa para devolver um pouco do que o lugar perdeu com tanta destruição e sofrimento. Vejam a estrutura interna das “escadas”. O detalhe das ondas e notas musicais que somadas à energia das ondas criam musica.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

OSCAR NIEMEYER - "A VIDA É UM SOPRO"

"Não é o ângulo recto que me atrai.
Nem a linha recta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva leve e sensual.
A curva que encontro nas montanhas
do meu país,
no curso sinuoso dos rios,
nas ondas do mar
nas nuvens do céu,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o Universo.
O universo curvo de Einstein."

Oscar Niemeyer fez 100 anos no dia 15 de Dezembro.
O arquitecto nascido no Rio de Janeiro, tem como obra mais emblemática o conjunto de edifícios projectados para Brasilia nos anos 50, cidade inaugurada em 1960 e classificada Património da Humanidade pela UNESCO.
A capital do Brasil, é fruto da vontade do presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira que prometia “fazer cinquenta anos em cinco”, tendo sido o Urbanista Lúcio Costa a fazer o plano piloto da cidade em forma de avião e orientada segundo os pontos cardeais.
Comunista e ateu, Oscar Niemeyer continua a trabalhar diariamente sendo a sua mais recente obra o Museu Nacional de Brasilia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A. S. A. E.

A meia dúzia de lavradores que comercializam directamente os seus produtos e que sobrevivem aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da “fast food”, para fechar as portas e mudar de vida. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, rissóis e croquetes, podem sonhar com outro negócio. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
Não há morcela que resista!
A solução final vem aí. Com as leis, as políticas, as policias, os inspectores, os fiscais, a imprensa, a televisão. Ninguém deste velho mundo sobrará. Quem não usa os computadores e os programas que as multinacionais impõem ao mundo, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm o Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais, pelo cartel da ração e pelos impérios do açucar.
Cafés onde estudantes e reformados bebiam uns copos e jogavam às cartas ou ao dominó? Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de janeiro é proibido tomar café em chevenas de loiça ou bebidas em copos de vidro. Tem de ser tudo de plástico.
As bolas de Berlim e os pastéis de nata quentinhos, vendidos nas praias e romarias passam a ser embalados e mantidos refrigerados.
Vender os produtos da sua horta nas feiras e mercados, ovos, alfaces, enchidos, azeitonas, laranjas. É proibido!
Acabou-se o brinde e a fava no bolo-rei.
Acabou-se a colher de pau!
Acabou-se o medronho!
Será que o barro com que os oleiros fazem os pratos e potes tradicionais terá de ter certificação? Será que este artesanato corre o risco de passar a “Produto apreendido”?
Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente.
Tempos modernos ou intolerância brutal?
Integração ou perda de identidade?

E é fácil, muito fácil tramar qualquer parceiro do lado: basta não ter paciência para o aturar, querer fazer uma caça às bruxas ou simplesmente arranjar-lhe uma boa dor de cabeça.
Como?
Através de um dos instrumentos mais vis da mente humana: a denúncia anónima e cobarde. Acreditem que funciona!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

MASDAR

O desenvolvimento do planeta nos actuais moldes irá requerer um aumento de 2 milhões de metros cúbicos de água por dia, 75 milhões de megawatts/hora de energia, produzindo 3,5 milhões de toneladas de resíduos e 300 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano.
Este nível de desenvolvimento não é sustentável.
Nos Emirados Árabes Unidos, está a ser desenvolvido um projecto que se pretende um modelo de cidade ecológica, “The Masdar Developement”. O plano é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 km2 para uma população de 47 000 habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. Os projectos foram atribuídos a “Foster + Partners” .As principais fontes de energia são a solar e a eólica, estando os edifícios projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.
Em Janeiro de 2008, Masdar irá acolher a 1ª “World Future Energy Summit”, uma conferência que pretende apresentar caminhos para mudar o rumo ao crescente aquecimento global e à poluição.
Está prevista a inauguração da cidade de Masdar em final de 2009.