quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS- NOVO REGIME JURÍDICO

Chegou-nos às mãos uma versão do que poderá ser este Novo Regime Jurídico, dando cumprimento a mais uma das medidas previstas no Simplex. Neste sentido surge como intenção principal agilizar o licenciamento através da simplificação do procedimento administrativo.
Na verdade a intenção ficou muito “curta“ na medida em que:
- As simplificações apontadas resultam na sua maioria da aplicação da Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro, (a tal que alterou o Decreto-Lei 555/99, de 16 de Dezembro).
- A grande agilização onde parece haver algum espírito Simplex é nos mecanismos de abertura dos empreendimentos, em caso de “empastelamento“ na emissão de autorização de utilização: o promotor pode, sob determinadas condições, comunicar à Câmara que vai abrir o empreendimento, dando conhecimento ao Turismo de Portugal… depois logo se vê.
Novidades :
- Passam a ser cinco as classificações dos empreendimentos turísticos (uma a cinco estrelas); esta classificação resulta de um sistema de pontuação obtida a partir de um conjunto mínimo de requisitos somados a um conjunto de requisitos opcionais.
- Os empreendimentos turísticos em espaço rural, com excepção dos hotéis rurais, deixam de ter classificações. Isto é, os grupos Turismo de Habitação, Casas Rurais e Agroturismo por se entender que, face às características particulares, não se justifica o seu escalonamento: esta não percebi, até porque, adiante, o diploma reserva aos municípios a competência para a classificação destes empreendimentos(!). As unidades de alojamento nestes empreendimentos passa a ser de 15.
- Não é permitida a construção a mais de 3 pisos nos aldeamentos turísticos, caso algum contenha uma igreja, lá se vai a torre sineira.
- Curiosidade: desaparecem do léxico as “Albergarias“, “ Pensões “, “ Residenciais “.
- As pousadas são as inerentes à exploração da ENATUR, ou a instalar em edifícios classificados, fica a dúvida se as Pousadas de Juventude existentes mudam de classificação.
- É criado um Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos (RNET), disponível via Internet no sítio Do Turismo de Portugal, I.P.
- Todas as unidades de alojamento de um empreendimento ficam permanentemente afectas à exploração turística, independentemente do tipo de titularidade.
- Legisla-se o “alojamento local“, vulgo moradias e apartamentos que toda a malta aluga sem rei nem roque.
No que se refere ao licenciamento, os processos continuam a estar sujeitos ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE). Aqui nada de novo.
Neste âmbito há normas que não sei se conduzem a qualquer simplificação:
- Prevê-se que as câmaras municipais possam contratualizar com o Turismo de Portugal o acompanhamento do licenciamento de alguns empreendimentos turísticos, …para dinamização de procedimentos, nomeadamente para a promoção de reuniões de concertação (!!!).
- Para estes empreendimentos, o deferimento camarário de aprovação de informação prévia ou licenciamento carece de parecer favorável vinculativo do Turismo de Portugal.
- Compete ainda ao Turismo de Portugal emitir parecer sobre as operações de loteamento que incluam a instalação de empreendimentos turísticos, exceptuando-se as operações de loteamento em zonas abrangidas por planos de pormenor em que o Turismo de Portugal tenha tido intervenção.
No que ao funcionamento se refere mantém-se a possibilidade de afectação total ou parcial dos empreendimentos turísticos à utilização exclusiva por associados ou beneficiários das entidades proprietárias ou da entidade exploradora. Ou eu estou enganado ou a isto chama-se “condomínio privadíssimo“.
Vistas as coisas, para além das previstas no RJUE, sobram para as câmaras municipais as seguintes competências:
- Elaborar o registo (informático) do alojamento local que deverão facultar ao Turismo de Portugal.
- Fixar a capacidade máxima e atribuir a classificação dos empreendimentos de turismo no espaço rural, com excepção dos hotéis rurais.
- Fixar a capacidade máxima e atribuir classificação dos parques de campismo e de caravanismo.
No que se refere a moradias e apartamentos, a questão do “ alojamento local “ parece-me um “ bico de obra “ difícil de implementar. Por duas razões. Em primeiro lugar há por aí muita gente que não lhe apetece “pôr-se a jeito“ para mais um agravamento da carga fiscal nos rendimentos. Em segundo lugar porque não me parece que haja muita vontade de receber em casa uma visita da simpática ASAE, entidade fiscalizadora do cumprimento destas novas disposições legais.
Ainda com referência ao “ alojamento local”, mas agora com incidência nas em breve desaparecidas “ Albergarias “, “ Pensões “ e “ Residenciais “, surge-me uma dúvida preocupante: ou têm condições para obterem no mínimo a classificação de uma estrela de modo a poder ostentar uma placa identificadora H ou então passam a Alojamento Local, o que em muitos casos poderá parecer uma “ despromoção “… as inúmeras “Pensão Avenida” existentes pelo país passarão a designar-se por Alojamento Local da Avenida?...soa estranho.
Este novo diploma legal é servido com três anexos, onde se caracteriza o sistema de pontuação para Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos Turísticos e Apartamentos Turísticos…mas isso fica para a próxima.
Alívio supletivo: são revogados 2 Decretos-Lei, 7 Decretos Regulamentares e 5 Portarias.

P. D. M. DE LOULÉ - NOVO REGULAMENTO

Foram hoje publicadas em Diário da República as alterações ao Regulamento do Plano Director Municipal de Loulé, por forma a compatibilizar este instrumento de planeamento com o P.R.O.T.AL.
Uma das alterações significativas foi o desaparecimento das U.O.P (Unidades Operativas de Planeamento). Outro exemplo, são as novas regras de ocupação em espaço rural, possibilitando a instalação de estabelecimentos hoteleiros, de pelo menos 3 estrelas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Foi hoje publicado em Diário da República a proposta de Regulamento Municipal dos Trens de Loulé . Assim se protegem as memórias colectivas, garante da nossa identidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

PORTO DE MÓS


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Complexo Municipal das Piscinas de Porto de Mós

Concurso público

Programa de ocupação:

-1 piscina coberta de 25 metros com 8 pistas
-1 tanque de aprendizagem coberto de 12,5 metros
-1 piscina descoberta recreativa
-1 chapinheiro para crianças descoberto
-instalações sanitárias de apoio às piscinas exteriores
-Balneários e vestuários para os banhistas
-Balneários e vestuários para funcionários e monitores
-Depósito de roupa
-Salas para vigilantes, monitores, 1ºs socorros, depósito de material, arrumos, limpeza.
-Secretaria, portaria
-Ginásio
-Snack bar
-Bar de verão
-Bancadas para visitantes
Em cave:
-As zonas técnicas

Classificação: Melhor solução técnica

LETRA I - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Indemnização
Olha !!! … este ainda acredita no Pai Natal …
Índice Médio de Utilização ( 4 )
O Argumento até não é mau. Agora, o realizador e o produtor…chiça!
… há com cada filme!

Inquérito público
Momento sublime da Democracite, com entrada livre.
Os bitaites de bancada geral atingem o seu máximo esplendor opinando sobre o que não foram informados, discutindo sobre o que não conhecem, ignorando as consequências.
Os “ media “ deliciam-se…
Os políticos assobiam para o ar…
… e as asneiras continuam…

Investidor
A este nem o MacGiver safa…

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

RE MADE IN PORTUGAL


É uma campanha ambiental que procura demonstrar a eficácia da reciclagem, sensibilizando as pessoas para o eco design. Um dos objectivos é incentivar as empresas para a produção de objectos em série, utilizando como matéria prima pelo menos 50% de material reciclado.
O projecto tem um carácter internacional, sendo as peças produzidas expostas nos países participantes, estando essa exposição patente a partir de hoje no AlgarveShopping, até 2 de Março.
Entre os artistas que colaboraram estão Álvaro Siza, Adalberto Dias, Alda Tomás, Filipe Alarcão, Luís Buchinho, Nuno Gama e Pedro Sottomayor.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

ARCO


Sugestão para o fim de semana - a Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid

Quer para quem a visita pela 1ª vez quer para quem já a conheçe desde os tempos de "Madrid me mata".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

INSPIRED LISBON

"Uma boa conversa é feita de boas perguntas, e de melhores respostas. Uma boa conversa criativa é sempre composta por perguntas inesperadas." ... "Se o design é por natureza uma disciplina que procura resolver problemas, o que acontece quando são os próprios designers e outros profissionais criativos a colocar questões sobre o presente, e o futuro, das nossas sociedades?" ...
Durante 5 dias em Lisboa, a criatividade segue a curiosidade. De 13 a 17 de Fevereiro, no Palácio Valadares no Chiado, decorre a primeira edição de um projecto cultural que pretende estimular a discussão e o debate crítico de temas actuais, e responder a questões levantadas pela comunidade criativa. Inspired Lisbon by Bombay Sapphire é um programa cultural internacional com acesso gratuito que, sob o mote da conversa informada, inclui debates, conferências, palestras, workshops, documentários, uma performance e uma exposição. Dedicado às áreas criativas de cariz projectual, procura a diversidade disciplinar – através da divulgação de projectos em torno do design nas suas várias áreas de intervenção como o design de produto, comunicação, moda e arquitectura, entre outros –, bem como a transversalidade, através do cruzamento e extensão do design a outras áreas de actividade (ambiental, política, social, económica, etc).
Converse. Pergunte. Inspire-se.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA CIDADE DE ALMADA

(edifício premiado na 1ª edição - arqº. João Paciência)

No sentido de incentivar a qualidade das construções dos edifícios e dos espaços públicos, a Câmara de Almada instituíu um prémio de arquitectura, bienal, cujo valor pecuniário é de 25 mil euros. As candidaturas podem ser entregues até 31 de Março. Simultaneamente, decorre uma homenagem a um arquitecto português de reconhecido mérito, tendo este ano sido escolhido o arqº. Luís Vassalo Rosa, cujo percurso profissional se encontra ilustrado na exposição a decorrer na Casa da Cerca.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

OUTROS CARNAVAIS


(C´A D´ORO)
"Uma máscara é o retrato que escolhemos para nós.
Claro que foi Casanova quem primeiro me ensinou o que é usar uma máscara: a sensação de liberdade repentina e perigosa quando o nosso rosto está escondido dos que nos rodeiam, todos deviam experimentar, para verem o que se encontra escondido dentro de si mesmos. Pois a máscara abre perversamente ao mundo esse nosso lado. Podemos fazer tudo! Podemos permitir tudo. Corremos mais riscos. Pomos a descoberto as nossas partes privadas para fornicar com estranhos mascarados, mas não tiramos a máscara da cara. Pomos comidas desconhecidas na boca; andamos demasiadamente perto da beira do canal. E não sabemos quão perto porque não temos visão periférica, pois a máscara diz-nos o que quer, assim como diz aos outros o quanto podem ver de nós e o que deverão fazer de nós.
Certa noite, eu e Casanova saímos juntos, mascarados, e ele mostrou-me os locais por onde andara 30 anos antes. Deve ter sido a primeira vez que eu usei uma máscara: não me lembro de nenhuma ocasião anterior. Casanova havia escolhido Pulcinella, com um nariz curvo e um solidém branco. Para mim, trouxe La Civetta, a namoriscadeira, com os seus grandes olhos de coruja e um enfeite de renda dourada para esconder o meu nariz e os meus lábios. Mas recordo-me claramente como me senti quando ele atou as fitas por trás do meu cabelo e me voltou de frente para si. Fitou-me com expectativa. A minha transformação interior foi instantânea. Uma vez dentro da máscara, senti-me poderosa e perigosa. Senti que podia violar e assassinar. Senti que podia entrar no palácio dos Doges e seduzir o lacaio e o doge. Perdia o meu lugar na sociedade. Já não era Cecília Cornaro, filha de um dos mais respeitáveis e próspero comerciante. Podia ser quem eu quisesse."
in " Carnaval em Veneza" de Michelle Lovric

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

MARQUISE

M.ARQUI.S.E.Malta da Arquitectura Saturada e Estrebuchante

Movimento formado nos corredores dos Paços cuja filosofia é a subjacente ao que o próprio nome indica. Morre assim que nasce, renascendo logo de seguida para servir-se das circunstâncias que se põem a jeito, nas garras do eterno retorno…
Vem tudo isto a propósito do Prémio Municipal de Arquitectura aqui já anunciado.
Sabemos que já foi eleito o primeiro membro do júri, o tal que vai decidir o prémio dos quinhentos euritos: nem mais nem menos que um industrial da construção civil, especializado em serralharia, tendo nas Marquises o expoente máximo da sua arte.
Vemo-nos assim perante uma das mais extraordinárias manifestações fenomenológicas do eterno retorno, isto é, um Movimento, um Prémio de Arquitectura e um Jurado harmonicamente reunidos em torno de um devir comum: a MARQUISE.
E x c e l s i o r…

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

LEGO - 50 ANOS


Celebram-se hoje os cinquenta anos da LEGO. Longas horas da minha infância foram felizes combinando aquelas peças de múltiplas cores, construindo casas, torres e ruas que depois contemplava inventando aventuras, dando asas ao imaginário. E por estes tempos felizes posso e devo dizer: obrigado LEGO.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

VILAMOURA




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Planta do 1º andar

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Planta do rés do chão

1 9 9 6

Moradia composta por cave, rés do chão e 1º andar.

O lote de terreno dispõe de vistas amplas apenas do lado poente (lado da entrada), tendo por isso a casa, sido organizada nesse sentido. O piso térreo está dividido numa zona de uso mais privativo com 2 quartos, casas de banho e escritório e uma zona social com sala de jantar e sala de estar junto à piscina, dispõe ainda de cozinha, casa de banho de apoio e ligação à cave. As duas zonas são separadas por um jardim interior do qual partem as escadas para o 1º andar, todo ele ocupado por uma suite.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

LETRA H - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Honorários de Encomenda Pública dos Serviços de Arquitectura e Urbanismo
( Actualização da Portaria de 7-02-1972, D.R., 2ª Série, nº53 de 5-3-1986 )
Nos concursos do Estado ainda não percebi bem aquela do critério de adjudicação que fala do “ preço mais baixo “ …

Habitantes por fogo
De acordo com as definições constantes do Regulamento do PDM de Loulé, a população distribui-se à média de 3,2 habitantes por fogo.
Se alguém encontrar por aí qualquer ente correspondente a 20% de um habitante é favor avisar a malta.

LETRA G- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Garantia dos particulares
Ora aqui temos mais um belo termo de natureza astro-física, muito utilizado em sessões públicas...e outras. O problema é que normalmente vai para reciclagem intemporal… pôr no papelão, por favor…

Gaveta
Designação ainda não incluída no léxico do Código do Procedimento Administrativo… mas deve estar para breve, considerando a “praxis“. Em linguagem comum significa que o teu processo está para análise mas não sabemos o que fazer… paciência meu caro… p’ró ano que vem talvez haja novidades.
Outro script: sabemos que a Lei em vigor vai estar em revisão (sabem eles…) e, portanto, ainda que a actual esteja em vigor o melhor é esperar, … blá, blá, blá, … Para os mais distraídos e/ou coleccionadores fica a informação: na Quinta de Marim há gavetas de alta qualidade.

Gravar
Adorava gravar algumas das conversas, comentários e considerações ouvidas em reuniões de atendimento público (e outras): as bacoradas são mais que muitas, mas neste país as gravações não autorizadas são crime… e não autorizar gravações é a norma.
Quem tem cu tem medo, diz o Zé Povinho…
E quem é honesto?... pergunto eu.

Gambozinos
Espécie cinegética, sem perigo de extinção, invasiva e alimentada com recursos infindáveis nos corredores da Administração… e nós a apanhá-los, sem perceber bem porquê. O problema é cobrar ganbozinos ao cliente: não os quer nem fritos, nem grelhados, nem em escabeche…embora os empatocratas e outros que tais se entretenham a elaborar as mais fantasiosas teorias sobre este assunto…à conta do Estado, claro.

Génio
Etimologicamente significava o deus que presidia ao nascimento. Evoluiu este étimo para também significar talento e mérito.
Actualmente, resultado de uma democracite doentia, adquiriu um novo significado: génio pode ser qualquer mentecapto com um mínimo de poder decisivo (muito presentes na administração pública, mas também invasivos na “ privada“) que à conta de “ sábias tomadas de postura“ podem mandar p’ró cacete o que e quem quer que lhes apeteça.
Proliferam, endemicamente, nos centros de decisão, sendo particularmente activos nas “cobranças“.
Ainda tarda a descoberta (encoberta) de um antídoto para esta pandemia.
Se eu mandasse iam todos “dar banho ó cão“ …

Graxa
Pó de fuligem ou de outras substâncias corantes, misturado com gordura para dar lustre ao cabedal.
Perceberam ou é preciso fazer o “ boneco “?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

ESTRUTURA VERDE URBANA E QUALIDADE AMBIENTAL


"Um estudo recente de uma equipa Britânica consistiu em desenvolver um sistema de informação ambiental, para projectistas urbanos, que tem em consideração os dados mais recentes sobre os efeitos que a plantação de árvores podem ter na manutenção de baixos níveis de poluição atmosférica. As árvores nos ambientes urbanos são formas de limpeza de gases e também de matérias particulada presentes na atmosfera.A aplicação do estudo a casos reais resultou em dados que sugerem reduções suficientes para cumprir os níveis de partículas na atmosfera permitidos pela legislação. O estudo foi feito com duas cidades do Reino Unido. Para os dois casos de estudo, as árvores reduziram as concentrações de PM10* na atmosfera de 7% a 20%, tendo sido alcançadas reduções maiores nos casos em que um maior número de árvores foi plantado. Em áreas industriais, muitas vezes associadas a níveis elevados de concentrações de PM10, os níveis de redução são menores visto as áreas para plantação também serem menores, as simulações revelaram reduções na ordem dos 2,5% a 7%, dependendo das áreas disponíveis para plantação.O modelo também revelou que o potencial efeito de mitigação num único ponto e na área circundante são limitados, os autores dão ênfase ao facto das árvores não deverem ser vistas como a solução na mitigação das emissões. Contudo, num nível estratégico o potencial para o uso de árvores é muito maior quando são usadas políticas de qualidade do ar e de uso de solo em toda a área ou até ao nível regional, com a colaboração das autoridades locais.Esta ferramenta poderá fornecer informação valiosa para antever os locais onde a plantação de árvores poderá ter maior potencial na captura de PM10.*Matéria particulada (PM) corresponde a material sólido ou pequenas gotículas de fumo, poeiras e vapor condensado no ar, as PM10 são as partículas cujo diâmetro é igual ou inferior a 10 microns. As PM10 são uma importante ameaça sobre a saúde humana e tem vindo a ser demonstrada a sua influência no aumento de mortalidade. No ambiente urbano as principais fontes de PM10 são a combustão de combustíveis fósseis e o tráfego automóvel. As partículas emitidas para o ambiente são depositadas através de precipitação directamente nas superfícies, incluindo a vegetação. Devido às grandes áreas de superfície de que dispõem as árvores são óptimas para a deposição de matéria particulada em suspensão na atmosfera.

Fonte: Bealey W.J., McDonald A.G., Nemitz E., Donovan R., Dragosits U., Duffy T.R., Fowler D. (2007): « Estimating the reduction of urban PM10 concentrations by trees within an environmental information system for planners», Journal of Environmental Management 85:44-58 "

In Forúm de urbanismo

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

BIODIVERSIDADE E ECOTURISMO: S. TOMÉ E PRÍNCIPE 2008


Irá realizar-se entre 18 e 27 de Março, em S. Tomé e Príncipe, um seminário sobre Biodiversidade e Ecoturísmo destinado a cidadãos lusófonos, encontro esse que pretende ter um figurino diferente dos habituais congressos, ou seja, espaço de cooperação, de discussão, de ensino e de descoberta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

NOVO REGIME JURÍDICO DOS EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS

No âmbito do SIMPLEX, foi aprovado em Conselho de Ministros um novo diploma que pretende simplificar o licenciamento dos empreendimentos turísticos, alterando-se também o actual sistema de classificação.
Vamos lá ver se as entidades licenciadoras cumprem a sua parte, adoptando uma atitude "desempatocrata", o maís difícil.