quinta-feira, 4 de outubro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
WATERFRONT EXPO LISBOA 2007
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
SUSTENTEMOS
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
D. L. Nº 380
Alguns aspectos interessantes:
- o acompanhamento dos planos passa a integrar uma comissão consultiva onde também terão assento representantes dos interesses económicos, sociais, culturais e ambientais;
- curiosa a possibilidade de a partir de um plano de pormenor se poder passar directamente à operação de transformação fundiária sem ser necessária a operação de loteamento;
- atenção ainda aos mecanismos de perequação.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
KARTING
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
PORTUGAL -SB07
Fica aqui o registo do site que lamentavelmente não tem versão em português.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
LEI 60/2007 - ALTERAÇÃO AO D.L. 555
São sempre bem-vindas medidas que conduzam à simplificação e transparência dos procedimentos...mas, já é tempo de termos de uma vez por todas um Regulamento mais estável, ainda mais sabendo-se que existe um projecto de revisão global, como aqui anunciámos.
Com regras sempre mutantes não é fácil jogar e muito menos explicar o jogo ao público que assiste e, com ar desconfiado, pensa: estes tipos disseram-me ontem uma coisa diferente!
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
P.M.O.T.'s NA ERA DIGITAL
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
P.I.N. +
Ainda bem...e se alguns "empatocratas" forem para a prateleira ainda melhor!!!
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
FESTAS DE VERÃO
S
A
R
A
Z
Concurso Público internacional - 1º Prémio
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
PORQUE HOJE É (quase) SÁBADO -1
Assim, é apontar os olhares para Perseus ( nordeste ), perto de Cassiopeia.
CENTRO HISTÓRICO DE LOULÉ
O município passa a dispôr de meios legais que possibilitam a reabilitação e renovação urbana daquela área e inverter o processo de degradação que se tem registado, tendo em vista revitalizar o centro da cidade e criar uma mais valia em termos turísticos.
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terça-feira, 7 de agosto de 2007
CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA: AS TAXAS
- Serviços: 250 Euros / fracção + IVA.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
GOLFE DAS NAVALHAS
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
LETRA F- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Tempo recreativo onde na narrativa os acontecimentos imaginários até parecem factos reais.
Do género: “vá descansado que o seu assunto está a ser devidamente tratado…só não sabemos quando“.
Bem etéreo, de natureza transacionável, livre de I.V.A e de outros impostos que são uma chatice.
Tem a sua génese na máxima: “Criar dificuldades para vender facilidades“.
F.A.N.A.N (“Frente de Ataque Nunca Arrear…Nunca“)
De natureza privada mas com fins não lucrativos, este movimento cívico uni-pessoal, dá-lhes na cabeça todos os dias: interessantes os “raids“ demolidores nas sessões públicas…
Fulano eticamente deficiente; anda de braço dado com o D.E.F.
Pensando bem, a malta até bem podia candidatar-se a uma verbazita por causa daquelas histórias dos papéis e mais papéis: custos de contexto dizem eles …pois …
Fiscalização
Fundamento técnico
Ora, ora … !!!
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
NAVEGANDO
Os primeiros, em particular, pelo seu carácter quase enciclopédico: desde a matemática à geometria, passando pelas mais diversas áreas do conhecimento, estes sítios constituem desde há algum tempo dois grandes impulsionadores do desassossego criativo.
Outros, porque a beleza das imagens nos levam à descoberta de outros modos de entender a natureza e força do Poder Criativo.
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terça-feira, 24 de julho de 2007
URBANIZAÇÃO ATLÂNTIDA
U
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sexta-feira, 20 de julho de 2007
CAVALO LUSITANO
Com a criação da Fundação Alter Real, dá o Governo Português continuidade ao trabalho iniciado por D.João V, em 1748, para a preservação de um dos mais belos valores da nossa cultura e da nossa história: o Cavalo Lusitano.Ainda bem: porque é único e é nosso.
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terça-feira, 17 de julho de 2007
A UTOPIA COMO MODO DE VIDA ou A TRISTEZA DE SER POBRE EM CASA RICA - Fausto Nascimento "dixit"
A população algarvia do litoral, ansiosa de observar a riqueza que estranhos arrancavam da sua terra, motivou-se para a transformação.
E o litoral algarvio transformou-se então naquilo que, bem ou mal, é agora uma poderosa máquina de produção de bens económicos, bens esses que foram distribuídos na maior parte pelos investidores que arriscaram montar a indústria turística que hoje conhecemos. Grande parte da população algarvia ficou no entanto arredada desta distribuição. Como solução, migrou do interior para o litoral e adaptou-se a prestar serviços à macro maquina turística litoral, ou então, resistiu, agarrou-se aos locais e terras interiores que são suas e esperou, ouviu promessas eleitorais de desenvolvimento e emprego e … desesperou.
Os cidadãos políticos comuns não são reconhecidos pelo povo como cumpridores de promessas, e os governos e poderes que os mesmos estruturam, legislam a pensar mais no bem-estar de uns, que de outros (diz o povo, longe da vista, longe do coração), e Lisboa é tão longe, tão longe, …
Planos de Desenvolvimento Regionais, Planos de Desenvolvimento Municipais, Planos de isto e daquilo, todos eles dizem que sim, que é agora que o interior algarvio vai deixar de ser o parente pobre e esquecido. Bom seria…
O Baixo Guadiana é um exemplo gritante da ineficácia das políticas de ordenamento territorial dos governos de Portugal. Potencialmente rico, romanos em tempos idos dele extraíram trigo, cobre e ouro, e no momento da globalização e da integração europeia é pobre e obrigado a sê-lo cada vez mais. Os legisladores da adesão à união europeia decidiram que o interior seria a reserva zoológica, florística e ambiental, a mostrar aos visitantes, devendo quem lá vive ser o actor passivo de um comédia de esquecimento e estupidificação em que o melhor seria esconderem-se para não destoarem das paisagens naturais que outros pretendem mostrar para deleite dos mesmos visitantes.
É triste a insensibilidade que as leis ambientais mostram pelos cidadãos. Rede Natura, Parques Naturais, Reservas Ecológicas, Reservas Agrícolas, Protecções a habitats, etc., protegem valores importantes, mas não protegem os homens e o seu bem-estar e deveriam fazê-lo. Falta bom senso na conciliação dos valores patrimoniais com os valores humanos. Protegendo, pensando-se no homem, protege-se a natureza, pois ele é e sempre será, o seu principal actor. Prova de tal é o pouco que restam hoje das paisagens naturais onde o homem nunca exerceu qualquer actividade. Ganhando as populações para o desenvolvimento local, ganham-se os homens para a conservação dos valores naturais e patrimoniais em que sempre viveram. O Baixo Guadiana poderá ser um laboratório vivo de desenvolvimento sustentável (como é moda dizer-se).
Existe latente o perigo real, que os termos Biodiversidade, Reservas e Parques Naturais, Habitats Fauna e Flora não espelhem a importante imagem patrimonial que representam. E que os mesmos sejam entendidos pelos cidadãos pobres do interior como os carrascos do direito à riqueza, bem-estar e qualidade de vida que a constituição portuguesa diz ser de todos os cidadãos e não só de alguns.
Uma legislação confusa, mal estruturada e pouco adaptada à realidade das regiões, funciona ao contrário do que se pretende. É tempo de aparecer a coragem de corrigir leis ineficazes, deixando de promover desertificações e desigualdades sociais (mesmo que encobertas por boas intervenções). Talvez assim apareça a tal faísca primeira que dinamizará a economia regional e nacional para uma convergência com as outras economias do espaço da união europeia. Os senhores governantes, desta pobre república bem podiam meter as mãos na consciência e fazer com que as populações de Montinho, Azinhal, Guerreiros do rio, Alcoutim, Martinlongo, Almada de Ouro e todo o vale do Guadiana não percam a esperança de poderem um dia ser cidadãos europeus, (como hoje até dizem acontecer mesmo sabendo que não é verdade).
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
AVILUDO
A construção de um novo edifício da empresa, levou à concepção do projecto de arquitectura, projecto de execução, desenho de mobiliário e acompanhamento de obra, habilitando as novas instalações das condições técnicas e de conforto necessárias a quem nelas trabalha e as visita.
O edifício é composto por um piso com recepção, escritórios administrativos, balneários para os funcionários e um supermercado. No piso superior situam-se os escritórios da administração e salas de apoio.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
P.D.M.`s e Ruindades -2
O nº 3 do artigo 27º do PDM de Loulé e referente à edificabilidade nas designadas "Áreas de edificação dispersa a estruturar", estabelece, entre outras normas e parâmetros urbanísticos, o seguinte:As edificações poderão ter uma área máxima de construção de 450 m2 e a área de implantação não deverá exceder 300 m2.
Quer isto dizer que, mesmo verificando todas as restantes regras, o direito de usufruir de uma casa térrea com 450 m2 está vedada, mesmo quando esta seja a volumetria mais adequada considerando as características morfológicas do terreno, caracterização paisagística da envolvente, integração da proposta arquitectónica considerando as pré-existências ou simplesmente a vontade de ter uma casa térrea … e se insistir na intenção, tenha paciência, só constrói 300 m2.
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
PARA A FRENTE É QUE É CAMINHO
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
FUNCHAL
terça-feira, 3 de julho de 2007
ALTERAÇÃO DO DECRETO LEI 555
Descobri por aqui esta proposta de revisão do Decreto-Lei 555/99, posteriormente alterado pelo Decreto-Lei 177/2001.
Lê-se no preâmbulo desta proposta de alteração que “ o Decreto-Lei 555/99 não foi capaz de introduzir a simplificação, celeridade e rigor adequados ao licenciamento”.
Estamos todos de acordo.
Lê-se ainda que as entidades licenciadoras vão dar uso às novas tecnologias de informação: nós já tínhamos de dar, eles andavam distraídos.
Ainda não li com detalhe esta nova proposta de alteração da lei, mas destaco três situações que se diz poder vir a ocorrer, designadamente:
- a criação da figura de “ gestor de processo “ que, entre outras funções, fica encarregue de verificar o cumprimento dos prazos, identificar os obstáculos ao normal desenrolar de cada procedimento e prestar informação aos interessados;
- a tramitação procedimental deve ser realizada com recurso a meios informáticos que permitam a desmaterialização do procedimento;
- no caso da autorização administrativa não há lugar à apreciação do projecto de arquitectura.
Façam bom proveito.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
NATUREZA E GEOMETRIA
A Geometria atrai o Homem desde os tempos mais ancestrais e esta atracção é o resultado de uma vontade, quase mágica, de tentar entender o Universo, através da medição.
Desde os tempos antigos, onde o compasso, o prumo e o esquadro permitiram a construção de pirâmides e catedrais, desde os tempos imemoriais que conduziram à construção do Templo de Salomão, até aos nossos dias, onde a mecânica quântica e os fractais nos permitem novos caminhos para a interpretação do Universo, é na Natureza que encontramos afinal todo o Saber Geométrico.
Ficamos gratos a Rick Green por nos ter autorizado a utilizar as suas fantásticas fotografias que nos permitem aceder um pouco mais à Magia da Natureza.
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sexta-feira, 29 de junho de 2007
P.D.M´s e Ruindades -1

Estive a ler, de fio a pavio, o Regulamento de PDM de Alcoutim e, com espanto, verifiquei que não se encontra uma única alusão ao Rio Guadiana…parece que não existe!
É isto planeamento e mais sustentabilidade e mais não sei do quê???
Com um PDM assim não admira que o Dr. Francisco Amaral dê em doido…
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quarta-feira, 27 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
HEXAHEDRON FRACTAL : Stage-6 Menger Sponge
Imagem autorizada pelo autor Paul BourkeSe nas escolas se brincasse mais com formas, cores e sons,
Se as nossas crianças desenhassem mais,
Se a arquitectura, a pintura, a escultura, a música fizessem parte do nosso quotidiano,
Se o pensamento poético nos acompanhasse no dia-a-dia,
Se tudo isto e muito mais acontecesse decerto que as nossas cidades seriam muito mais perfeitas…e nós também.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
RESTAURAÇÃO E BEBIDAS
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PROTAL - versão final
Já se encontra disponível para consulta a versão final do Plano Regional de Ordenamento do Território - ALGARVE, aprovada em Concelho de Ministros no dia 24 de Maio de 2007.
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segunda-feira, 18 de junho de 2007
ALCARIA
Vejo a onda que se espraia…desenhando curvilíneas quase perfeitas, vaivém de formas e registos que ficam na areia.
Mentalmente, toda esta informação mito-poética é descodificada, reinterpretada uma e outra vez …barcos, velas, estaleiros, gaivotas, cores…
E todo este processo se vai transformando em imagens e volumes, de natureza dinâmica, até à forma final que - resultado desta tensão - parecer recusar ficar estática.
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
LETRA E- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Individuo estruturalmente mal-disposto, muitas vezes incompetente, por norma nunca teve actividade privada, ou se a teve foi à falência. Ganha o “ seu “ no final do mês e não tem a mínima ideia sobre o que significa investimento produtivo … como se costuma dizer, nunca viu um bilhar.
Eco-freak
Acabado de sair da faculdade, segue o anterior para todo o lado, de mochila a tiracolo.
Normalmente fica mais altivo ao fim de seis meses de maturação em corredores burocráticos.
Gosta muita de ver os velhinhos da serra, as mulas e os burrinhos e o Discovery Channel, embora se constipe frequentemente.
Eco-tia
Desloca-se normalmente num jipe BMW X3, metalizado, pode ter cartão de jornalista. A mochila é Louis Vuitton, as botas de pele de veado ( Loja das Meias )… muito “ fashion “.
Embargos e demolições
Só se for da 125 p’ra cima …
Empachar
Do latim “ impedicare “, que significa impedir.
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terça-feira, 12 de junho de 2007
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
REGULAMENTO NACIONAL DA EDIFICAÇÃO: QUANDO?
Hoje dei uma “ volta “ pela mais recente listagem de todos as leis, decretos-lei, portarias, regulamentos e mais uma série interminável de documentos legais que devemos considerar na feitura de um projecto. Para além do esforço em conseguir manter a sanidade mental, uma angústia maior me assaltou: esta lista, que se diz a mais recente, data de 2005, daqui decorrendo a sua inutilidade.
Por duas razões:
- por estar incompleta e, assim pecando por defeito não ser segura;
- por ficarmos sem saber se muita da “ tralha ” enunciada ainda está em vigor.
- “ Arquitecto sofre “, pensei… “ e explicar isto a um cliente não é castigo, é tortura “.
Acabrunhado com esta parafrenália legislativa, uma de três atitudes se impunha:
- agarrar o papel e o lápis ( os putos agora agarram em ratos ), esquiçar qualquer coisa e sentir arquitectura;
- telefonar para a Ordem dos Advogados à procura de uma reciclagem qualquer;
- saber se havia vagas no Júlio de Matos.
… escolhi a primeira.
Observações:
antes de desmaiar, consegui contar os decretos, portarias, despachos, leis, decretos regulamentares e resoluções das 5 primeiras páginas daqui resultando, por amostragem, um total de 967 “tralhas”... para além das jurisprudências!
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terça-feira, 5 de junho de 2007
PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA: FANAN "DIXIT"
Contribuição de um algarvio que nasceu na ria há 46 anos, filho e neto de pescadores da Ria.
Introdução:
O primeiro sentimento ao ler o Projecto do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa é o de tristeza.
Tristeza por ter sido elaborado vá-se lá saber por quem, apresentado por engenheiras do ambiente que nunca apanharam um alcabrós (caboz) num tijolo, um peixe–rei com um anzol brilhante sem isco, e não sabem distinguir um caranguejo mouro de uma cabeluda, de uma camisa ou de um morraceiro, mas “prontos”, devem ter andado a estudar muitos anos em Universidades públicas e/ou privadas, cujos docentes nasceram em Castelo Branco e lhes prometeram que se criassem um Parque Natural no Algarve sempre teriam autorização para ver o mar, mesmo que tivessem um nome francês tipo galináceo (Lequoc).
Segundo julgo saber enquadra a equipa deste Plano uma Srª. Engª. do Ambiente que conseguiu fazer em sede de Parque Natural da Ria Formosa uma casa com cerca de 750 m2, e piscina ( estas medidas provêm de análise de fotografia aérea, com os erros daí resultantes), e que foi durante mais de 17 anos a responsável pelo ordenamento do território no Algarve, desde o tempo em que o nosso presidente da República de Boliqueime era primeiro ministro, e que já nessa altura era casado com a primeira namorada.
Sobre o Projecto do Plano propriamente dito será de referir o seguinte:
Qualquer PIN*, se lhe poderá sobrepor sem dificuldade, desde que se crie uma mais valia para o país e o estudo de impacto ambiental seja feito por Ex. Presidente da Quercus, da Geota, da Almargem, desde que não acumule com a avença paga por Cimenteiras da região.
De acordo com o Ponto 1 do Art.º 1.º do referido projecto de diploma, “ ..tem a natureza de regulamento administrativo e….COM ELE SE DEVEM CONFORMAR OS PLANOS MUNICIPAIS E INTER-MUNICIPAIS DE ORDENAMENTO DE TERRITÓRIO, BEM COMO OS PROGRAMAS E PROJECTOS DE INICIATIVA PÚBLICA E PRIVADA, A REALIZAR NA SUA ÁREA DE INTERVENÇÃO…”
Nota: No meu ponto de vista qualquer PDM, PU, ou PP a levar a efeito, nomeadamente e por exemplo, o Pontal (Faro Loulé), ou a UOP4 de Loulé, que segundo sei têm em curso um plano para jogar às urtigas por aplicação do previsto no art.º 12.º onde diz no ponto …” 1 – Nas áreas de protecção parcial são interditas as seguintes actividades:
Alteração no relevo e destruição do coberto vegetal, com excepção das imprescindíveis para a gestão agro-florestal e prevenção de incêndios, devidamente autorizadas pela Comissão directiva do PNRF nos termos previstos pela legislação em vigor e pelo presente regulamento.
Nota: Na minha opinião a aplicação desta alínea nem permite plantar couves.
Obras de construção e de ampliação de edifício, com excepção de equipamentos públicos de utilização colectiva de inequívoco interesse ambiental aprovados pela Comissão Directiva do PNRF.
Nota: Esta Comissão deve integrar a Engª. Valentina Calisto, o Engº. David Assoreira, e deve ter como consultor o Ex. Ministro Valente de Oliveira, e ainda D. Duarte o Duque de Bragança, visto de se tratar, com certeza, de mais uma Comissão dinástica e com sangue azul, como todas aquelas que têm governado o Algarve desde a revolução e da qual resultou o modelo de desenvolvimento sustentável em vigor até à data, e que o Miguel Sousa Tavares, que lê pouco, diz que é culpa das Câmaras, porque não lhe apetece ir para o Brasil, e quer fazer nudismo em Lagos mas, como é muito feio, tenta evitar o desenvolvimento e criação de riqueza aos algarvios, mas parece que tem mesmo que ir é para o Equador, porque aqui já está muita gente, e por vezes bonita.
A instalação de empreendimentos turísticos.
Nota: Como se pode ver está bem proibida esta actividade. Não vou descrever as outras alíneas, visto ainda criarem mais restrições até às alíneas anteriores. (Fixe), ressaltando no entanto que mesmo as construções de equipamentos públicos, só podem ter 150 m2 por aplicação da alínea e) do ponto 2 do mesmo artigo.
Da leitura do Plano se poderá constatar que não era preciso tanto papel para restringir tudo como se pretende restringir, bastava um Art.º único que dizia:
Art.º 1.º- É tudo proibido dentro da Área do Parque, nomeadamente pensar uma vez que ocupa um espaço do caraças e ainda não está provado que não faça mal ao ambiente, pelo que por via das dúvidas e da aplicação da teoria das associações ambientalistas proíbe-se até que se receba alguma coisa em troca, nomeadamente avenças em cimenteiras, campos de golfe etc., ou emprego no Estado em institutos em vias de extinção, (como o lince ibérico), e que por via dessa mesma extinção possibilitem indemnizações adequadas a quem elaborou o Plano, e ainda não comprou um Audi A6.
Uma vez que o tempo não é mito e este documento não está acabado devem ainda ser tidos em atenção os seguintes artigos:
27.º c)…. Reflorestação que deverá ser efectuada preferencialmente com sobreiros (Quercus suber)…
Nota: Esta área que vem desde o caminho de ferro em Vale da Venda, até ao mar na zona poente da Praia de Faro, tem a ver (no meu entendimento) com a grande capacidade de reprodução dos sobreiros em água salgada como se pode constatar na praia da Messejana no Alentejo, e ainda contribuir para a concorrência que a Engª. Valentina (uma vez que se trata de parte dos terrenos onde foi construída a casa com 750 m2 atrás referida) pretende legitimamente fazer a Américo Amorim na área de produção de rolhas e que irá levar o Farense à primeira liga.
Assim acho que será de apoiar este art.º.
Por agora é o que se me oferece dizer, mas basta ler o plano no site do ICN.
*PIN- Projecto de Interesse Nacional
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CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
DESASSOSSEGOS DA (minha) IMAGINAÇÃO
Uma folha em branco é sempre um momento único, quase mágico.
Que diálogo estabelecerei comigo, que pensamento me irá atingir, que traço conduzirá o lápis?
Quem conduz quem ou, de outro modo, o que é que conduz o quê?
Mais um traço…que quererá este dizer?...outro traço…e mais outro…
Volumes embrionários, formas em evolução…um constante decifrar, umas vezes calmo, outras vezes quase dramático.
E nesta constante descodificação de traços, formas e volumes, muita vezes se chega a becos sem saída - mas há que lá ir para se saber que não é por ali.
Outras quase nos dominam mas não nos convencem… falta-lhes qualquer coisa.
Até que há um momento qualquer - nem sempre atingido - onde este desassossego sossega e a alma feita desenho se acalma.
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
LA BURBUJA
O Mercado imobiliário em Espanha está ao rubro e a dar sinais claros de queda. No 1º trimestre de 2007 o preço subiu 7.2% (homólogo) que é a taxa mais baixa em 8 anos. Depois destes anos de explosão as casas estão muito caras. No litoral a procura tem sido alimentada em boa parte por estrangeiros que ficam inquietos com o risco de um crash do mercado. O governo espanhol diz que não, que vai haver uma aterragem suave. Pode ser.O preço médio em San Sebastian está em 4337 €/m2, em Madrid é 3729 €/m2 e em Barcelona 3539 €/m2. Seguindo outros indicadores há vendas que atingem 9000 €/m2, talvez 3 vezes os preços praticados nAs principais cidades portuguesas.
A queda dos imóveis em Espanha iria refrear a movida e a despesa dos espanhóis durante alguns anos. Mas também poderia levar a que os investidores olhassem mais para o que se passa em Portugal.
Espanha tem melhores infra-estruturas, a qualidade de vida pode ser melhor do que em Portugal, está mais perto da Europa e sobretudo está na moda. Mas o risco de uma queda dos imóveis de 20% pode ser suficiente para travar a anterior dinâmica e levar mais gente a olhar à volta.
Com um bem normal e homogéneo - por exemplo, a gasolina - não seria de esperar que dentro de uma mesma zona económico-geográfica houvesse uma disparidade de preços tão significativa. Os consumidores tratariam de fazer a aproximação à lei do preço único. É claro que um imóvel não é exactamente um pacote de caramelos.
Mas, mesmo assim, os promotores imobiliários vão continuar a construir nas zonas esgotadas do litoral espanhol? Ou os ingleses vão continuar a preferir pagar o dobro ou mais por um apartamento em Málaga – que já tem 108 mil propriedades vagas – em vez de optarem pela costa portuguesa? Estes não têm só de avaliar se compram caro ou barato e se têm opções de idêntica qualidade e mais baratas. Neste momento são confrontados com o risco de verem o seu investimento perder valor no médio prazo, o que não costuma ser a melhor das perspectivas.
A situação do imobiliário em Espanha pode indicar diversas coisas. 1º, que os preços praticados em Portugal não são, em termos comparativos, elevados. 2º, que existe procura potencial na Europa pelo imobiliário do litoral da Península Ibérica. 3º, que o arrefecimento mais que previsível em Espanha pode canalizar procura para Portugal, eventualmente, pressionando um pouco os preços. 4º, que os operadores – não só espanhóis – tenderão a dar mais atenção ao mercado nacional.
Se tudo fosse linear poderia dizer-se que na próxima fase de taxas de juro baixas, lá para 2010-2011, os empreendimentos turísticos nacionais com qualidade poderão estar na mira de importantes faixas de investidores europeus, sustentando os preços.
Pode ser essa a nossa vocação geracional: vender o litoral a retalho.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
LETRA D - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Exercício literário, de difícil elaboração e rigor linguístico; pode ser recusado por erros de pontuação.
O tal respeito pela responsabilidade do autor aguarda publicação de legislação específica.
D.E.F. ( Disfunção endémica fatal )
É o resultado da acção de uma bactéria de última geração: ataca sobretudo os serviços públicos, impedindo a tomada de decisões claras e em tempo útil.
Os afectados pela bactéria designam-se por Def’s.
… a minha filha chama-lhes “ tecla 3” e eles ainda não perceberam porquê…
Democracite
Consequência degenerativa da Democracia onde toda a gente se torna especialista de tudo, em qualquer momento e a qualquer propósito.
Particularmente grave e aguda quando ataca os serviços públicos, as comissões e alguns “ media “.
Alastra sem controle nos inquéritos públicos, dando lugar a um dos principais e mais acarinhado dos desportos lusitanos: os bitaites da bancada geral.
Neste momento há uma universidade americana a estudar a viabilidade de lançar no mercado um novo jogo de apostas, tipo “ Totoloto do Biscaite “.
Acompanha bem com febras de porco e tinto carrascão.
Desconstrutivismo
Calma, calma, … calma: aqui não se trata de um momento apenas destinado a uma elite intelectual onde se analisa a obra de Peter Eisenman, Jacques Derrida, Morphosis ou Zaha Hadid, para citar os mais recentes e mediáticos.
É muito mais simples: trata-se apenas de uma técnica, de carácter invasivo e difusão endémica que conduz a que um projecto não seja conduzido a lado algum, pelo menos durante três anos.
Direito à informação
Programa humorístico, muito apreciado na RTP África.
Deferimento tácito
Olha-me este …
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ESTÁDIO MUNICIPAL DE POMBAL
quinta-feira, 24 de maio de 2007
PROTAL
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PERFECCIONISMO
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segunda-feira, 21 de maio de 2007
LETRAS B e C- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Ambiente hostil, de expansão tentacular, por vezes de pendor micro-mafioso.
Eleito inimigo público nº 1 em 2005.
Cadastro de propriedade
Puzzle para maiores de dezoito anos. Não recomendado a pessoas sérias.
Centrão
Também os há monocastas, muito úteis nalgumas ocasiões, embora haja o perigo de apenas serem úteis ciclicamente.
Código do Procedimento Administrativo
Roteiro de carácter turístico com indicações interessantes e curiosas sobre as rotas dos processos.
Lê-se bem acompanhado pelos Concertos de Shopin para violino, … como diz o Pedro...
Comissão
Corpo de elite que geralmente conclui que os processos que analisa nunca estão concluídos.
… e a pachorra para os aturar !!!
Complicómetro
Kit de alta tecnologia destinado à detecção de todos e quaisquer micro defeitos, micro deficiências ou micro falhas processuais que possam ocorrer num projecto.
Debita automaticamente um ofício e/ou um pedido formal de esclarecimentos.
Etimologicamente, corresponde a “ encanar a perna à rã “…
Concurso Público
Originalidade portuguesa onde as propostas de técnicos urbanistas experientes são analisadas também por técnicos não urbanistas e outros assessores, podendo nalguns casos incluir biólogos.
Cunhalite
Minério de composição corrosiva usado no fabrico de lubrificantes de alta resolução.
Custos de contexto
…o papel ! / qual papel ?…o papel !! / qual papel ??…
… só mesmo um gato fedorento…
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
ORDENAMENTO LUNAR

Esteve recentemente em Portugal, Dennis Hope, o homem que vende lotes de terreno na Lua, a 25 Euros por hectare…nada mau.
Consta que estrelas de Hollywood já são proprietários…pancadas destas não chateiam ninguém.
Pretende Dennis Hope, na próxima década, iniciar a construção de uma cidade lunar.
Matutando a hipótese de também comprar um lote lunar, ocorreu-me que todo este processo deveria estar sujeito a Coordenação e estar sujeito a Plano Especial de Ordenamento Lunar.
E pensei: vou telefonar ao Dennis!
- Dennis, my friend, I have fantastic news for you.
- Really? …just tell me.
- You will need the best experts of the world and we have some here that we would like to export.
- Great…can you send me a list?
- Sure, a will just call some friends and in a few days you will received it.
Aceitam-se inscrições e/ou sugestões que deverão ser enviadas para o Dennis.
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terça-feira, 15 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
RIA FORMOSA
Findo o processo de elaboração da revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, daqui em diante designado por Plano, decorre o período de discussão pública do mesmo, que terminará em 6 de Junho.A este propósito, teve lugar no passado dia 11 de Maio, uma sessão pública na sala da Assembleia Municipal de Loulé.
Uma primeira explanação dos trabalhos desenvolvidos ficou a cargo de uma representante da empresa F.B.O., a mesma a quem foi recentemente adjudicado o processo de revisão do PDM de Loulé.
Em concreto ficámos a saber que:
- não foram alterados os limites do PNRF(parque natural da ria formosa);
- este é um Plano que define níveis de protecção ambiental a que ficará sujeito o território do PNRF e, deste modo, na planta síntese de ordenamento, não são cartografados os perímetros urbanos existentes e/ou previstos pelos PDM’s (planos diretores municipais).
Ficámos ainda a saber que:
- neste Plano não são indicados índices de construção: cada autarquia, em sede de revisão do respectivo PDM, proporá a delimitação de perímetros urbanos e respectivos índices;
- este Plano não tem qualquer estratégia de sustentabilidade económica para o território em causa;
- deixa de existir a (petulante e inaceitável) prorrogativa contida no actual Regulamento do Plano que, em síntese, estabelecia: “a não emissão de pareceres, por parte do PNRF, dentro do prazo legalmente estabelecido, é equivalente a um indeferimento tácito“.
Não ficámos a saber:
- quais os critérios de articulação de políticas de ordenamento do território entre este Plano e as intenções que as autarquias venham a estabelecer nas próximas revisões de PDM’s;
- o futuro dos diversos PMOT’s (planos municipais de ordenamento do território) em curso, muitos dos quais sustentados por protocolos estabelecidos entre as autarquias e privados.
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BROWNS
domingo, 13 de maio de 2007
13 DE MAIO
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
QUI SERÁ, SERÁ!...
Ver video (vale a pena)
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Marcadores: Economia
LETRA A (2) - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Áreas onde 75% dos proprietários ficam encarregues de proteger a natureza, limpar as florestas e as linhas de água, dar de beber aos burros e tratar das galinhas, cuidar dos caminhos tradicionais e dos ninhos, etc … e os restantes proprietários constroem empreendimentos turísticos.
Área de construção
Termo mutante do vocabulário urbanístico que nalguns casos inclui os vazios das caixas de elevadores.
Há inclusive uma discussão acerca da contabilização das chaminés com mais de 1.60m de altura.
Área de impermeabilização
Outro termo mutante do vocabulário urbanístico que nalguns casos inclui piscinas, depósitos de água, cisternas, lagos artificiais …
As culturas de agrião não estão incluídas, mesmo em terrenos incluídos nos Parques Naturais.
Áreas Protegidas
Zonas onde os membros das comissões, juntamente com os Eco-fascistas, os Eco-freaks e as Eco-tias, organizam passeios a cavalo e eco-picnics.
Nestas áreas, o Homem constitui um ente estranho e ameaçador, não reconhecido pela Liga de Protecção da Natureza.
Áreas non aedificandi
… no outro dia passei pela Quinta e fiquei desconfiado…
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
CERTIFICAÇÃO DE EFICIÊNCIA
O âmbito de aplicação deste decreto-lei será extensível a edifícios existentes e, a partir de 2009, os contratos de venda e de locação, incluindo o arrendamento, deverão de ser acompanhados de certificado de eficiência energética.
Já li em qualquer lado que cada certificado vai custar à volta de 500 Euritos.
Sobre esta matéria convém estar ainda a par de:
RCCTE - Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios;
RSECE - Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização dos Edifícios.
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quarta-feira, 9 de maio de 2007
LETRA A (1) - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos
Documento raro, em geral de baixa qualidade literária, mas muito apreciado pelos especialistas.
Tem prazo de validade aleatório.
ABS - Ardil Bem Sucedido
Conjunto de informações, afirmações, raciocínios e justificações, falsamente incorrectas ou insuficientes que a malta da arquitectura e do urbanismo introduz nos trabalhos com o propósito de proporcionar aos “ outros “ momentos de intenso prazer ego-sádico do género: ora aqui está um pequeno detalhe a justificar mais um oficiosito.
A grande vantagem dos ABS’s é que eles ficam satisfeitos, a malta responde aos oficiositos e, às vezes, “ eles “ não chateiam mais.
Assessor
Do latim “ assidere “, aquele que está sentado ao lado.
Digam lá que os romanos não sofriam do mesmo mal!
Administração Central
Em termos astro-físicos, galáxia semelhante à Via Láctea, de brilho superior, embora mais etérea.
Aplicação supletiva
Termo de rara beleza…proporciona longas tertúlias ao final da tarde.
Acompanha bem com ostras ao natural e Alvarinho Palácio da Brejoeira.
Aprovação de um Plano de Ordenamento do Território
Momento surrealista em que o técnico autor já não se lembra do que fez, o investidor já se mudou para o Sul de Espanha e metade dos terrenos mudaram de dono dez vezes.
Normalmente é aprovado ao fim de três mandatos autárquicos, quatro alterações na legislação e dois ou três Ministros do Planeamento.
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DICIONÁRIO PRÁTICO DE TERMOS URBANÍSTICOS
Pretende-se com este pequeno dicionário fixar,
de uma forma clara e definitiva,
a descrição de uma série de
termos, definições e designações
muito úteis para a prática do Urbanismo.
Especialmente dedicado aos profissionais liberais,
permite-se no entanto o seu uso
pela Função Pública.
Tendo sido na sua maior parte escrito em horas de espera
( e de pé ),
cabe aqui um agradecimento especial a todos os colegas que
( na mesma posição),
contribuíram de forma infatigável e dedicada
para que esta obra fosse possível.
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terça-feira, 8 de maio de 2007
ONDE PÁRA O DINHEIRO?
Até ao ano 2000 houve uma relação estável entre os Novos Fogos Concluídos e o volume, sempre crescente, do crédito que os bancos dão para compra de casa.Com base nesta relação seria de esperar que o crédito à habitação depois de 2000 caísse, como ilustra a linha amarela do gráfico seguinte.
Mas não. O crédito à habitação (linha vermelha) continuou a sua marcha ao mesmo tempo que os Novos Fogos Concluídos baixavam de 40 mil no 3º trimestre de 2002 para 10 mil no 4º trimestre de 2006.
Ou seja, há anos que a construção está nas lonas mas continua a aumentar muito o recurso ao crédito à habitação.
Nem todo o crédito pedido ao banco para habitação tem de ser para compra de Fogos Novos. Pode haver crédito para obras de reconstrução, conservação ou restauro. Pode haver crédito para habitação não classificada como Novo Fogo, desde logo, para compra de casas em segunda mão e provavelmente estas duas finalidades têm estado a bom ritmo.
Acontece é que a divergência entre a queda drástica da construção e o aumento contínuo do crédito é demasiado grande para ser explicada apenas e sobretudo por estes aspectos.
Por isso coloca-se a questão: aonde pára este dinheiro? Serão 25 biliões €? Será mais? Enfim, é de certeza muito, muito dinheiro.
O crédito à habitação é vantajoso para duas das três partes envolvidas: para os bancos e para os consumidores. Para os bancos porque fidelizam os clientes e concretizam negócios por prazos longos dando solidez ao balanço. Para os consumidores porque pagam taxas de juro mais baixas do que, por exemplo, no crédito ao consumo e têm uma menor incidência fiscal. Só a DGCI é que fica a perder. Quando a malta recorre ao crédito à habitação em vez de usar outro tipo de crédito lá se vai o IVA e ainda dá direito a benefícios fiscais em IRS.
Assim, faz sentido alguma batota consentida. Pede-se um crédito hipotecário de 70 mil euros que vai direitinho para um cabriolet e deixa-se de lado um pé-de-meia para os rainy days.
Há ainda outra leitura desta situação. Até ao ano 2000 o endividamento dirigiu-se sobretudo para a melhoria das nossas condições de habitação. Os investidores estrangeiros emprestaram-nos dinheiro para investirmos na habitação. Após este ano o endividamento continuou a aumentar já não tanto para investimento em habitação mas, provavelmente, para suportar níveis de consumo difíceis de manter.
Quer dizer. Até ao final do século as famílias endividaram-se para investir, não pondo em causa a sua sustentabilidade financeira de longo prazo. Depois disso, parece que boa parte do endividamento é para aguentar consumos que podem ou não ser, a longo prazo, equilibrados.
Em qualquer dos casos, as dívidas vão ser pagas.
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domingo, 6 de maio de 2007
TRIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA
Entre 31 de Maio e 31 de Julho tem lugar, em Lisboa, a “Trienal Internacional de Arquitectura“, centrando-se no tema “Vazios Urbanos“.Praças e pracetas abandonadas, jardins públicos sem mobiliário urbano adequado, logradouros transformados em lixeiras, parcelas de terreno transformadas em estaleiros permanentes, por todo o lado encontramos estes “vazios urbanos “, uma triste realidade que questiona: que fazer e como intervir nestes “vazios“ da nossa cidade?
Aponta o PROTAL para a necessidade de, no âmbito de revisão dos PDM’s, darem as autarquias especial atenção à criação de espaços de descompressão dentro de tecidos urbanos caracterizados por uma alta densidade de ocupação construída, onde se verifique a ausência ou mesmo falta de espaços públicos de lazer e de equipamentos públicos.
Será?
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