sexta-feira, 8 de junho de 2007

REGULAMENTO NACIONAL DA EDIFICAÇÃO: QUANDO?

"O Grito"
Edvard Munch - pintor norueguês - 1863 * 1944

Hoje dei uma “ volta “ pela mais recente listagem de todos as leis, decretos-lei, portarias, regulamentos e mais uma série interminável de documentos legais que devemos considerar na feitura de um projecto. Para além do esforço em conseguir manter a sanidade mental, uma angústia maior me assaltou: esta lista, que se diz a mais recente, data de 2005, daqui decorrendo a sua inutilidade.
Por duas razões:
- por estar incompleta e, assim pecando por defeito não ser segura;
- por ficarmos sem saber se muita da “ tralha ” enunciada ainda está em vigor.
- “ Arquitecto sofre “, pensei… “ e explicar isto a um cliente não é castigo, é tortura “.
Acabrunhado com esta parafrenália legislativa, uma de três atitudes se impunha:
- agarrar o papel e o lápis ( os putos agora agarram em ratos ), esquiçar qualquer coisa e sentir arquitectura;
- telefonar para a Ordem dos Advogados à procura de uma reciclagem qualquer;
- saber se havia vagas no Júlio de Matos.
… escolhi a primeira.
Observações:
antes de desmaiar, consegui contar os decretos, portarias, despachos, leis, decretos regulamentares e resoluções das 5 primeiras páginas daqui resultando, por amostragem, um total de 967 “tralhas”... para além das
jurisprudências!

terça-feira, 5 de junho de 2007

PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA: FANAN "DIXIT"


Discussão Pública
Contribuição de um algarvio que nasceu na ria há 46 anos, filho e neto de pescadores da Ria.
Introdução:
O primeiro sentimento ao ler o Projecto do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa é o de tristeza.
Tristeza por ter sido elaborado vá-se lá saber por quem, apresentado por engenheiras do ambiente que nunca apanharam um alcabrós (caboz) num tijolo, um peixe–rei com um anzol brilhante sem isco, e não sabem distinguir um caranguejo mouro de uma cabeluda, de uma camisa ou de um morraceiro, mas “prontos”, devem ter andado a estudar muitos anos em Universidades públicas e/ou privadas, cujos docentes nasceram em Castelo Branco e lhes prometeram que se criassem um Parque Natural no Algarve sempre teriam autorização para ver o mar, mesmo que tivessem um nome francês tipo galináceo (Lequoc).
Segundo julgo saber enquadra a equipa deste Plano uma Srª. Engª. do Ambiente que conseguiu fazer em sede de Parque Natural da Ria Formosa uma casa com cerca de 750 m2, e piscina ( estas medidas provêm de análise de fotografia aérea, com os erros daí resultantes), e que foi durante mais de 17 anos a responsável pelo ordenamento do território no Algarve, desde o tempo em que o nosso presidente da República de Boliqueime era primeiro ministro, e que já nessa altura era casado com a primeira namorada.
Sobre o Projecto do Plano propriamente dito será de referir o seguinte:
Qualquer PIN*, se lhe poderá sobrepor sem dificuldade, desde que se crie uma mais valia para o país e o estudo de impacto ambiental seja feito por Ex. Presidente da Quercus, da Geota, da Almargem, desde que não acumule com a avença paga por Cimenteiras da região.
De acordo com o Ponto 1 do Art.º 1.º do referido projecto de diploma, “ ..tem a natureza de regulamento administrativo e….COM ELE SE DEVEM CONFORMAR OS PLANOS MUNICIPAIS E INTER-MUNICIPAIS DE ORDENAMENTO DE TERRITÓRIO, BEM COMO OS PROGRAMAS E PROJECTOS DE INICIATIVA PÚBLICA E PRIVADA, A REALIZAR NA SUA ÁREA DE INTERVENÇÃO…”
Nota: No meu ponto de vista qualquer PDM, PU, ou PP a levar a efeito, nomeadamente e por exemplo, o Pontal (Faro Loulé), ou a UOP4 de Loulé, que segundo sei têm em curso um plano para jogar às urtigas por aplicação do previsto no art.º 12.º onde diz no ponto …” 1 – Nas áreas de protecção parcial são interditas as seguintes actividades:
Alteração no relevo e destruição do coberto vegetal, com excepção das imprescindíveis para a gestão agro-florestal e prevenção de incêndios, devidamente autorizadas pela Comissão directiva do PNRF nos termos previstos pela legislação em vigor e pelo presente regulamento.
Nota: Na minha opinião a aplicação desta alínea nem permite plantar couves.
Obras de construção e de ampliação de edifício, com excepção de equipamentos públicos de utilização colectiva de inequívoco interesse ambiental aprovados pela Comissão Directiva do PNRF.
Nota: Esta Comissão deve integrar a Engª. Valentina Calisto, o Engº. David Assoreira, e deve ter como consultor o Ex. Ministro Valente de Oliveira, e ainda D. Duarte o Duque de Bragança, visto de se tratar, com certeza, de mais uma Comissão dinástica e com sangue azul, como todas aquelas que têm governado o Algarve desde a revolução e da qual resultou o modelo de desenvolvimento sustentável em vigor até à data, e que o Miguel Sousa Tavares, que lê pouco, diz que é culpa das Câmaras, porque não lhe apetece ir para o Brasil, e quer fazer nudismo em Lagos mas, como é muito feio, tenta evitar o desenvolvimento e criação de riqueza aos algarvios, mas parece que tem mesmo que ir é para o Equador, porque aqui já está muita gente, e por vezes bonita.
A instalação de empreendimentos turísticos.
Nota: Como se pode ver está bem proibida esta actividade. Não vou descrever as outras alíneas, visto ainda criarem mais restrições até às alíneas anteriores. (Fixe), ressaltando no entanto que mesmo as construções de equipamentos públicos, só podem ter 150 m2 por aplicação da alínea e) do ponto 2 do mesmo artigo.
Da leitura do Plano se poderá constatar que não era preciso tanto papel para restringir tudo como se pretende restringir, bastava um Art.º único que dizia:
Art.º 1.º- É tudo proibido dentro da Área do Parque, nomeadamente pensar uma vez que ocupa um espaço do caraças e ainda não está provado que não faça mal ao ambiente, pelo que por via das dúvidas e da aplicação da teoria das associações ambientalistas proíbe-se até que se receba alguma coisa em troca, nomeadamente avenças em cimenteiras, campos de golfe etc., ou emprego no Estado em institutos em vias de extinção, (como o lince ibérico), e que por via dessa mesma extinção possibilitem indemnizações adequadas a quem elaborou o Plano, e ainda não comprou um Audi A6.
Uma vez que o tempo não é mito e este documento não está acabado devem ainda ser tidos em atenção os seguintes artigos:
27.º c)…. Reflorestação que deverá ser efectuada preferencialmente com sobreiros (Quercus suber)…
Nota: Esta área que vem desde o caminho de ferro em Vale da Venda, até ao mar na zona poente da Praia de Faro, tem a ver (no meu entendimento) com a grande capacidade de reprodução dos sobreiros em água salgada como se pode constatar na praia da Messejana no Alentejo, e ainda contribuir para a concorrência que a Engª. Valentina (uma vez que se trata de parte dos terrenos onde foi construída a casa com 750 m2 atrás referida) pretende legitimamente fazer a Américo Amorim na área de produção de rolhas e que irá levar o Farense à primeira liga.
Assim acho que será de apoiar este art.º.
Por agora é o que se me oferece dizer, mas basta ler o plano no site do ICN.

*PIN- Projecto de Interesse Nacional

CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA

Noticia de últina hora: foi hoje publicado, no Diário da República, a calendarização da aplicação do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior ( SCE ) aos vários tipos de edifícios.
Bom proveito.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

DESASSOSSEGOS DA (minha) IMAGINAÇÃO

(produção atelier pedroso)

Uma folha em branco é sempre um momento único, quase mágico.
Que diálogo estabelecerei comigo, que pensamento me irá atingir, que traço conduzirá o lápis?
Quem conduz quem ou, de outro modo, o que é que conduz o quê?
Mais um traço…que quererá este dizer?...outro traço…e mais outro…
Volumes embrionários, formas em evolução…um constante decifrar, umas vezes calmo, outras vezes quase dramático.
E nesta constante descodificação de traços, formas e volumes, muita vezes se chega a becos sem saída - mas há que lá ir para se saber que não é por ali.
Outras quase nos dominam mas não nos convencem… falta-lhes qualquer coisa.
Até que há um momento qualquer - nem sempre atingido - onde este desassossego sossega e a alma feita desenho se acalma.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

LA BURBUJA

O Mercado imobiliário em Espanha está ao rubro e a dar sinais claros de queda. No 1º trimestre de 2007 o preço subiu 7.2% (homólogo) que é a taxa mais baixa em 8 anos. Depois destes anos de explosão as casas estão muito caras. No litoral a procura tem sido alimentada em boa parte por estrangeiros que ficam inquietos com o risco de um crash do mercado. O governo espanhol diz que não, que vai haver uma aterragem suave. Pode ser.
O preço médio em San Sebastian está em 4337 €/m2, em Madrid é 3729 €/m2 e em Barcelona 3539 €/m2. Seguindo outros indicadores há vendas que atingem 9000 €/m2, talvez 3 vezes os preços praticados nAs principais cidades portuguesas.
A queda dos imóveis em Espanha iria refrear a movida e a despesa dos espanhóis durante alguns anos. Mas também poderia levar a que os investidores olhassem mais para o que se passa em Portugal.
Espanha tem melhores infra-estruturas, a qualidade de vida pode ser melhor do que em Portugal, está mais perto da Europa e sobretudo está na moda. Mas o risco de uma queda dos imóveis de 20% pode ser suficiente para travar a anterior dinâmica e levar mais gente a olhar à volta.
Com um bem normal e homogéneo - por exemplo, a gasolina - não seria de esperar que dentro de uma mesma zona económico-geográfica houvesse uma disparidade de preços tão significativa. Os consumidores tratariam de fazer a aproximação à lei do preço único. É claro que um imóvel não é exactamente um pacote de caramelos.
Mas, mesmo assim, os promotores imobiliários vão continuar a construir nas zonas esgotadas do litoral espanhol? Ou os ingleses vão continuar a preferir pagar o dobro ou mais por um apartamento em Málaga – que já tem 108 mil propriedades vagas – em vez de optarem pela costa portuguesa? Estes não têm só de avaliar se compram caro ou barato e se têm opções de idêntica qualidade e mais baratas. Neste momento são confrontados com o risco de verem o seu investimento perder valor no médio prazo, o que não costuma ser a melhor das perspectivas.
A situação do imobiliário em Espanha pode indicar diversas coisas. 1º, que os preços praticados em Portugal não são, em termos comparativos, elevados. 2º, que existe procura potencial na Europa pelo imobiliário do litoral da Península Ibérica. 3º, que o arrefecimento mais que previsível em Espanha pode canalizar procura para Portugal, eventualmente, pressionando um pouco os preços. 4º, que os operadores – não só espanhóis – tenderão a dar mais atenção ao mercado nacional.
Se tudo fosse linear poderia dizer-se que na próxima fase de taxas de juro baixas, lá para 2010-2011, os empreendimentos turísticos nacionais com qualidade poderão estar na mira de importantes faixas de investidores europeus, sustentando os preços.

Pode ser essa a nossa vocação geracional: vender o litoral a retalho.
Luis Rosa

Não OTA, nem des`OTA

Caso a ANA (e os outros) não Concorde com o Mário, este caso vai continuar a não bater a bOTA com a perdigOTA.

terça-feira, 29 de maio de 2007

ALEIXO


Q
U
A
R
T
E
I
R
A


A caligrafia do Poeta
A assinatura do Poeta
Composição - Atelier Pedroso - anos 90

segunda-feira, 28 de maio de 2007

LETRA D - Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Declaração de Responsabilidade de Técnico Autor
Exercício literário, de difícil elaboração e rigor linguístico; pode ser recusado por erros de pontuação.
O tal respeito pela responsabilidade do autor aguarda publicação de legislação específica.

D.E.F. ( Disfunção endémica fatal )
É o resultado da acção de uma bactéria de última geração: ataca sobretudo os serviços públicos, impedindo a tomada de decisões claras e em tempo útil.
Os afectados pela bactéria designam-se por Def’s.
… a minha filha chama-lhes “ tecla 3” e eles ainda não perceberam porquê…

Democracite
Consequência degenerativa da Democracia onde toda a gente se torna especialista de tudo, em qualquer momento e a qualquer propósito.
Particularmente grave e aguda quando ataca os serviços públicos, as comissões e alguns “ media “.
Alastra sem controle nos inquéritos públicos, dando lugar a um dos principais e mais acarinhado dos desportos lusitanos: os bitaites da bancada geral.
Neste momento há uma universidade americana a estudar a viabilidade de lançar no mercado um novo jogo de apostas, tipo “ Totoloto do Biscaite “.
Acompanha bem com febras de porco e tinto carrascão.

Desconstrutivismo
Calma, calma, … calma: aqui não se trata de um momento apenas destinado a uma elite intelectual onde se analisa a obra de Peter Eisenman, Jacques Derrida, Morphosis ou Zaha Hadid, para citar os mais recentes e mediáticos.
É muito mais simples: trata-se apenas de uma técnica, de carácter invasivo e difusão endémica que conduz a que um projecto não seja conduzido a lado algum, pelo menos durante três anos.

Direito à informação
Programa humorístico, muito apreciado na RTP África.

Deferimento tácito
Olha-me este …

ESTÁDIO MUNICIPAL DE POMBAL


P
O
M
B
A
L

2 0 0 2
Projecto de renovação e ampliação do Estádio Municipal.
A construir por fases, incluia a construção de 3 novas bancadas, a reestruturação da bancada existente, balneários para os atletas e árbitros, áreas de lazer e espaços administrativos.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

PROTAL

Notícia de última hora: hoje, em Conselho de Ministros, foi aprovado o PROTAL ( Plano Regional de Ordenamento do Território Algarve ). Vamos lá ver como ficou esta versão, a final.

PERSPECTIVAS -2

Q U A R T E I R A
2006
Projecto Atelier Pedroso
Estudo prévio de edifício de habitação
Colaboração: Carlos Santos e João Paulo de Jesus (arquitectos)

PERFECCIONISMO


Entre o início de um projecto até ao final da obra, muita coisa aconteçe e por vezes os resultados são surpreendentes.
É o caso desta figura em que o desenho representa uma escada em planta com uma chamada de atenção (em tracejado grosso) para um desenho de pormenor (a consultar) cujo número está indicado dentro do círculo.
E...... tcha nam!..... veja-se o resultado na foto.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

DUAS CASAS PARA DUAS IRMÃS


Q
U
A
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T
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A


2 0 0 7
Projecto do Atelier Pedroso
Colaboração - João Paulo de Jesus (arquitecto)

LETRAS B e C- Dicionário Prático de Termos Urbanísticos

Bom Senso
Designação arcaica de uma atitude em desuso que permitia gerar consensos e reuniões técnicas produtivas.

Burocracia
Ambiente hostil, de expansão tentacular, por vezes de pendor micro-mafioso.
Eleito inimigo público nº 1 em 2005.

Cadastro de propriedade
Puzzle para maiores de dezoito anos. Não recomendado a pessoas sérias.

Centrão
Também os há monocastas, muito úteis nalgumas ocasiões, embora haja o perigo de apenas serem úteis ciclicamente.

Código do Procedimento Administrativo
Roteiro de carácter turístico com indicações interessantes e curiosas sobre as rotas dos processos.
Lê-se bem acompanhado pelos Concertos de Shopin para violino, … como diz o Pedro...

Comissão
Corpo de elite que geralmente conclui que os processos que analisa nunca estão concluídos.
… e a pachorra para os aturar !!!

Complicómetro
Kit de alta tecnologia destinado à detecção de todos e quaisquer micro defeitos, micro deficiências ou micro falhas processuais que possam ocorrer num projecto.
Debita automaticamente um ofício e/ou um pedido formal de esclarecimentos.
Etimologicamente, corresponde a “ encanar a perna à rã “…

Concurso Público
Originalidade portuguesa onde as propostas de técnicos urbanistas experientes são analisadas também por técnicos não urbanistas e outros assessores, podendo nalguns casos incluir biólogos.

Cunhalite
Minério de composição corrosiva usado no fabrico de lubrificantes de alta resolução.

Custos de contexto

…o papel ! / qual papel ?…o papel !! / qual papel ??…
… só mesmo um gato fedorento…

sexta-feira, 18 de maio de 2007

ORDENAMENTO LUNAR


Esteve recentemente em Portugal, Dennis Hope, o homem que vende lotes de terreno na Lua, a 25 Euros por hectare…nada mau.
Consta que estrelas de Hollywood já são proprietários…pancadas destas não chateiam ninguém.
Pretende Dennis Hope, na próxima década, iniciar a construção de uma cidade lunar.
Matutando a hipótese de também comprar um lote lunar, ocorreu-me que todo este processo deveria estar sujeito a Coordenação e estar sujeito a Plano Especial de Ordenamento Lunar.
E pensei: vou telefonar ao Dennis!
- Dennis, my friend, I have fantastic news for you.
- Really? …just tell me.
- You will need the best experts of the world and we have some here that we would like to export.
- Greatcan you send me a list?
- Sure, a will just call some friends and in a few days you will received it.


Aceitam-se inscrições e/ou sugestões que deverão ser enviadas para o Dennis.

terça-feira, 15 de maio de 2007

DISCUSSÃO PÚBLICA

Nome comum "hiena"
do latim "crocuta crocuta"

segunda-feira, 14 de maio de 2007

RIA FORMOSA

Findo o processo de elaboração da revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, daqui em diante designado por Plano, decorre o período de discussão pública do mesmo, que terminará em 6 de Junho.
A este propósito, teve lugar no passado dia 11 de Maio, uma sessão pública na sala da Assembleia Municipal de Loulé.
Uma primeira explanação dos trabalhos desenvolvidos ficou a cargo de uma representante da empresa F.B.O., a mesma a quem foi recentemente adjudicado o processo de revisão do PDM de Loulé.
Em concreto ficámos a saber que:
- não foram alterados os limites do PNRF(parque natural da ria formosa);
- este é um Plano que define níveis de protecção ambiental a que ficará sujeito o território do PNRF e, deste modo, na planta síntese de ordenamento, não são cartografados os perímetros urbanos existentes e/ou previstos pelos PDM’s (planos diretores municipais).
Ficámos ainda a saber que:
- neste Plano não são indicados índices de construção: cada autarquia, em sede de revisão do respectivo PDM, proporá a delimitação de perímetros urbanos e respectivos índices;
- este Plano não tem qualquer estratégia de sustentabilidade económica para o território em causa;
- deixa de existir a (petulante e inaceitável) prorrogativa contida no actual Regulamento do Plano que, em síntese, estabelecia: “a não emissão de pareceres, por parte do PNRF, dentro do prazo legalmente estabelecido, é equivalente a um indeferimento tácito“.
Não ficámos a saber:
- quais os critérios de articulação de políticas de ordenamento do território entre este Plano e as intenções que as autarquias venham a estabelecer nas próximas revisões de PDM’s;
- o futuro dos diversos PMOT’s (planos municipais de ordenamento do território) em curso, muitos dos quais sustentados por protocolos estabelecidos entre as autarquias e privados.

BROWNS

V
I
L
A
M
O
U
R
A





Projecto Atelier Pedroso:
Remodelação do antigo centro desportivo
e health club ROCK GARDEN.
1 9 9 9

domingo, 13 de maio de 2007

13 DE MAIO


foto T.P.
O atelier de um ilustre arquitecto da nossa praça (já retirado das lides), estava INTEGRALMENTE forrado a aglomerado negro de cortiça . Coisa muito barata no tempo em que foi feito - 72 - que dava boas condições sonoras para a música (clássica) aos gritos e em permanência e que permitia com a ajuda de uns pins pôr muitas e muitas coisas nas paredes . Umas mais úteis e outras menos úteis . nºs de telefone ocasionais, desenhos para consulta imediata, tabelas de elevadores, etc . No meio da confusão, havia um papel coberto com uma cartolina amarela que ele destapava às vezes. O papel dizia:
ESTE ATELIER TEM UM CONTRATO COM A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.
A NOSSA SENHORA NÃO FAZ PROJECTOS E NÓS NÃO FAZEMOS MILAGRES!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

QUI SERÁ, SERÁ!...

Ver video (vale a pena)
O Governo Espanhol aprovou o ante-projecto para uma nova Lei do Solo com a qual pretende travar a especulação imobiliária e a subida dos preços das casas.
Uma das medidas prevê que pelo menos 25% do terreno destinado à construção seja reservado para habitação social.
Se esta Lei provocar a diminuição da margem de lucro das operações imobiliárias, será de esperar um aumento do investimento das construtoras espanholas em Portugal e nomeadamente no Algarve?