sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!!!

No dia 20 de Janeiro a taxa de câmbio euro/dólar caiu abaixo da sua média móvel de 200 dias, um facto digno de nota porque só acontece de tempos a tempos. Como se pode ver no gráfico, desde 2008 só houve mais 2 cortes desta média móvel: Agosto de 2008 - e a taxa de câmbio caiu até Novembro -e Maio de 2009- e a taxa de câmbio esteve a subir até Dezembro.
Não sabemos se são os mercados financeiros que comandam o sul da Europa ou se é o sul da Europa que comanda os mercados financeiros.
Foi a queda do euro que acabou com a música de Zorba o grego, com a fiesta em La Moncloa e levou à erupção do bailinho da Madeira? Será que o euro já sabia em 20 de Janeiro que a Madeira ia dar o seu contributozinho para os nossos buracos orçamentais? Ou foi o rombo das contas dos Estados do sul que levou à queda do euro?
Nunca sabemos bem qual é o sentido da coisa.
Só se sabe que quem apostou no final de Janeiro que o euro ia cair fez uma boa aposta. É esta a beleza dos mercados eficientes, são antecipáveis.

E, yo no creo en brujas…

Luis Rosa

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

UMBIGOS


O umbigo da classe política – chapeau às excepções - parece um labirinto que os impede de encontrar a saída ou então um poço que os faz andar à roda, à roda, à roda.
A coisa está brava. Mas o protótipo da nomenclatura partidária não arreda as palas e fixa obsessivamente o que lhe estabeleceram como objectivo do mês.
Exemplos não faltam. O desplante que constitui a Lei das Finanças Regionais – leia-se a forma oficial de calafetar, ainda mais e de novo e em plena crise, o governo da Madeira – é apenas um.
Mas falemos de coisas bem melhores...
A polémica pré-eleitoral acerca dos grandes investimentos serve. De um lado, os grandes investimentos eram o zénite e o nadir da política económica e essenciais para arrastar o investimento privado e para relançar o País numa era de desenvolvimento. Do outro lado, os grandes investimentos eram, no auge da guerra pré-eleitoral, para arrasar. Teriam de passar por um crivo apertado e boa parte seria abandonada. Por exemplo, o TGV.
Andava tudo distraído? A questão não passa exactamente por opções (supostamente) ideológicas. Não vale a pena inventar divergências que não existem. A coisa é mais simples: a farra vai depender da quermesse e a quermesse está fraca, muito fraca.
O défice do Estado foi 9.3% e a dívida pública vai a caminho de 80% do PIB. Estes números podem não dizer muito mas querem dizer que não há dinheiro, ponto. Não vale a pena polemizar virulentamente. Não vale a pena confrontarem entre si verdades totais. Os grandes investimentos vão fazer-se em versão minimalista, à velocidade de comboio-correio e despachados para as calendas.
Mas isto passava ao lado de muita gente, em especial, dos que imaginam o Universo um apêndice do seu umbigo.

Luis Rosa

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

IN PORTIMÃO

Plano de Pormenor da Horta do Palácio
O layout do plano apresentado mostra uma área de intervenção situada no centro de Portimão com (mais ou menos) os seguintes limites:
Praça 1º de Maio, Nacional 24, Av. Miguel Bombarda, R. do Pé da Cruz. Esta zona corresponde à actual localização do edifício da Câmara M. de Portimão, do estádio, pavilhão gimno desportivo e auditório municipal.


Segundo a proposta, o edifício da Câmara será mantido sendo ampliado na parte posterior para albergar os serviços municipais e uma loja do cidadão de segunda geração; segundo a secretária de Estado da Modernização Administrativa, sintetizou, “os utentes têm uma atitude cada vez menos complacente e tolerante para o mau atendimento, a burocracite e a sobrecarga administrativa, exigindo um serviço de qualidade”.

Do total da área, 5 hectares serão destinados a espaços verdes de lazer que incluem um parque geriático e um infantil, campos de petanca e jardim da musica. Os edifícios a construir destinam-se a um conjunto habitacional, uma torre de serviços e um estabelecimento hoteleiro. Está ainda contemplada uma zona de apoio a feiras e eventos e estacionamentos públicos com uma capacidade para 420 lugares.

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2010

Um contributo do design gráfico para a adaptação à nova realidade nacional e internacional












sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

QUARTEIRA 1934

Interessante (e rara) esta planta de Quarteira, datada de 1934. O original é um desenho a tinta da china sobre tela.
À escala 1/1000, esta planta revela-nos um fragmento do tempo de Quarteira.
A actual Rua 25 de Abril era designada por "Rua Direita" e a Rua Vasco da Gama era designada por “Rua Direita da Praia“; a pequena Rua do Morgado é o que resta do “Caminho de Boliqueime“ e o Largo dos Pescadores era designado por “Largo da Atalaia“; a Rua Engº Duarte Pacheco era designada por “Rua do Correio“.
Em frente à praia, onde hoje se encontra a Praça do Mar, havia um campo de ténis.
A zona dos “Cavacos“ era ocupada sobretudo por lavradio e figueiras.
São assinaladas “cabanas de alvenaria com cobertura de junco“ e "cabanas só de junco“.
Na envolvente do Mercado é assinalada a existência de um “Forte em Ruínas“.
Pouco resta desta Quarteira de 1934 e é pena que o pouco que resta vá sucumbindo à voracidade do tempo, sucumbindo assim também a nossa memória colectiva.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

O TI OLÍMPIO

O ti Olímpio semeava calotes pela aldeia. Mas também tinha uma grande lábia e para cravar mais um copo na taberna garantia que, só vacas, tinha pra cima de vinte. E lá ia o copito. Um dia alguém alertou furioso que - qual 20 vacas! – eram só duas e nem sequer eram vacas, eram ovelhas mal tosquiadas.
Com os gregos aconteceu o mesmo. Andaram anos a partir pratos e a varrer os cacos para que ninguém visse. Depois das eleições do Outono alguém viu. Agora, os gregos estão à rasca. E o problema é que não estão sozinhos fazem parte da confraria do euro, ou seja, o que os rapazes andaram a fazer e a esconder vai cair em cima de todos os confrades.
No início de Dezembro, quando ninguém estava preocupado com a Grécia, 1 euro valia 1.51 dólares. Hoje, com os empurrões gregos, vale 1.41, caiu num mês e meio 6.6%.
Mas, também é verdade, que na Europa actual todos somos um pouco gregos: vivemos acima da fasquia, devemos um horror de massa, o Estado está cheio de dívidas e temos uma demografia danada. As chamadas elites – incluindo as partidárias - também são o que são. Agora que o Orçamento do Estado está a ser burilado – ou leiloado – porque não olhar para a Grécia e para as suas ruínas?

Luis Rosa

domingo, 17 de Janeiro de 2010

UM PEQUENO ERRO NUM GRANDE PROJECTO


sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

DAN BROWN

(carta de Dan Brown à Maçonaria)

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CONFERÊNCIA
Dos Mistérios Antigos ao Novo Paradigma da Ciência.
Comentários a «O Símbolo Perdido» de Dan Brown
SEXTA-FEIRA, dia 15 de Janeiro, 19h30
Paulo Alexandre Loução, Escritor,
Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
ENTRADA LIVRE
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SEMINÁRIO
Os Grandes Temas de «O Símbolo Perdido»
SÁBADO, dia 16 de Janeiro, das 10 às 13h
Paulo Alexandre Loução
Escritor, Investigador e Coordenador Editorial de «O Símbolo Perdido Decifrado»
INSCRIÇÕES ABERTAS
Programa:
-Mistérios Antigos: Egipto, Grécia, Cristianismo nos primeiros séculos;
-A Maçonaria e outros Movimentos Esotéricos: Rosa-Cruzes, Templários e o Graal, os sufis...;
-A linguagem dos símbolos;
-A maçonaria: e.u.a, washington;
-A arte;
- A ciência e o novo paradigma científico-espiritual: Ciência e Consciência;
-entre outros.
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ESPAÇO D. DINIS
[Av. António Augusto de Aguiar, 17 – 4º Esq., LISBOA]
organização da Nova Acrópole em parceria com a Ésquilo


quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Ái ti

Imagens do Palácio Presidêncial antes e depois do sismo de ontem no Haiti.

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA

Em 1963, um habitante de Derinkuyu (na região da Capadócia, Turquia), demolindo uma parede da sua casa, descobriu que detrás da mesma se encontrava una misteriosa habitação; esta habitação comunicava com outra, e outra… Por acaso tinha descoberto a cidade subterrânea de Derinkuyu, cujo primeiro nível deve ter sido escavado pelos hititas por volta de 1400 a.C..
Actualmente estão descobertos 20 níveis subterrâneos.

A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no sub-solo para se protegerem das frequentes invasões que sofreu a Capadócia e também pelos primeiros cristãos.


As galerias têm espaço para pelo menos, 10.000 pessoas que se podiam trancar em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra.
Derinkuyu tem um túnel de quase 8 km que conduz a outra cidade subterrânea , Kaymakl.
As “casas” são suficientemente grandes para conter uma família, os seus animais domésticos e o armazém de alimentos.
Nos níveis recuperados foram identificados estábulos, refeitórios, uma igreja (de planta cruciforme de 20 por 9 m, com um tecto com mais de 3 m de altura), cozinhas , adegas, lojas de alimentação, uma escola, numerosas habitações, incluindo, um bar.
A cidade beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um bom sistema de ventilação (52 poços de ventilação).