sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

BOA COMPRA OU MÁ VENDA

O gráfico mostra que começou em 2003 uma tendência de desaceleração do crédito à habitação do sistema bancário português. Desde então a taxa de crescimento do volume de crédito passou de 16% ao ano para 2,3% em Setembro passado.
Estamos ainda a contabilizar quase 7 anos de abrandamento deste agregado de crédito.
Temos de pensar que sem o dinheiro dos bancos não havia compra de habitação, esta é a primeira nota. A segunda é que a desaceleração deste volume significa, com grande probabilidade, uma deseceleração ainda maior da procura de casas. E, terceira nota, esta redução da procura teve um impacto negativo sobre o preço dos imóveis.
Para quem tem casa esta evolução parece neutra porque pensamos que a casa tem um valor de uso que se mantém e que o seu preço de mercado é irrelevante para quem não quer comparar nem vender. Mas pode não ser. Alguém que comprou uma casa e vê outras melhores a serem vendidas ao mesmo preço pode ter algum incómodo que advém de sentir que está a incorrer num custo de oportunidade. Aqui está uma má notícia.

Para quem tenciona comprar casa, do ponto de vista das condições do mercado, o gráfico sugere que os preços estão em patamares baixos. É uma boa notícia.

Outra possível boa notícia é que nos próximos meses pode ser confirmado que este é o nível mínimo e que, devagar, os preços vão começar a subir.

Devagar

(fonte: Banco de Portugal)

Luis Rosa

DANÇA DAS CADEIRAS





Este Diário da República está uma seca.

É só nomeações, louvores e
alterações de composição de comissões.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

YES... WE CAN! (à portuguesa)


quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

À VARA LARGA (ou como se glosa alarvemente com trocadilhos manhosos)


A malta das fábricas têxteis, de calçado, de cablagens, etc. está a ser despedida à grande, à francesa, à canadiana, à tudo. Puf, foi um ar que lhe deu. Os idosos andam a contar os tostões para a farmácia porque já não chega para a cozinha.
Mas cada vez há mais topos de gama nas ruas e gente a aferrolhar-se em condomínios privados. Na gíria, há cada vez mais sinais exteriores de riqueza. Na pop, anda muita gentinha a viver à vara larga.
Mas ninguém sabia de onde vinha o dinheiro. Agora continuamos sem saber até porque é politicamente incorrecto julgamentos na praça pública, sobretudo, de gente influente. Temos de ser todos burros. Mas a suspeita já ninguém nos tira. E temos a suspeita de que nos últimos anos houve óleo de sucateiros que escorreu para bolsos da arraia miúda, para gente de empresas mais ou menos públicas. Untou as mãos de directores para pagar pequenos enganos ou prescrições de processos. O óleo das sucatas foi usado para untar, ou não é mesmo para isso que serve o óleo?

Tás praí a pensar este tipo é básico... não vai além de trocadilhos ridículos.

Mas tenho direito a todos os trocadilhos ridículos, porque me parecem bem e parece-me bem insistir em trocadilhos ridículos com varas e penedos e sucateiros. Eu quero lá saber que me digam que tenho mau gosto ou um sentido de humor alarve. Este país parece um penedo, uma sucata e o meu humor encaixa na perfeição. Este país, onde vale tudo, é agarrado pelos interstícios por um sucateiro.
Porque isto cheira mal, mal a sério. Cheira mal o óleo e o desplante, o à vontade, o sentido de impunidade. Isto cheira pior do que uma matilha de porcos.
Luis Rosa

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

A FESTA DA BANDA DESENHADA

Este ano o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora comemora 20 anos. Até ao dia 8 de Novembro, estão patentes as seguintes mostras:
- 50 anos de Astérix
- 50 anos de Maurício de Sousa
- Sonno Elefante
- As paredes têm Ouvidos, de Giogio Fratini
- Colectivas de autores da Polónia e Canadá
- Retrospectiva de Héctor Oesterheld
- Uma mostra de Rui Lacas
O Festival faz ainda uma homenagem a Vasco Granja.
Para além das exposições, há também a presença de autores, o espaço infantil e diversas actividades de animação.

- Forum Luis de Camões, Brandoa, junto ao C. C. Colombo-

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

MEMBROS DO CÍRCULO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA E GEOMETRIA SAGRADAS "LIMA DE FREITAS" - I ENCONTRO


PROGRAMA


Sábado 7 de Novembro 16h.-19h.
entrada livre
Espaço D. Dinis - Av. António Augusto de Aguiar, 17- 4º esqº. - Lisboa
Organização - Nova acrópole

É SÓ MUSICA?


terça-feira, 27 de Outubro de 2009

DECORAÇÕES INESPERADAS


sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

MODERNO AO SUL



É raro assistir no Algarve a um evento de promoção e divulgação da obra de um arquitecto algarvio, mas a partir de hoje e até final de Novembro, é possível visitar a exposição da obra de Manuel Gomes da Costa, em Faro.
Este arquitecto, cujos projectos estavam muito marcados pela corrente da "escola do Porto" e por Óscar Niermeyer, abriu uma brecha na região para dar entrada ao modernismo. Segundo os seus valores, a arquitectura devia ser "leve, solta, democrática, humana, adaptada ao lugar e ao clima".
São obras suas, o edifício Tridente e o Colégio do Alto em Faro, a Cooperativa Agrícola de Stª. Catarina da Fonte do Bispo e muitas moradias em vários pontos do Algarve, algumas delas já demolidas.
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Museu Municipal de Faro até 29 de Novembro.
A exposição segue depois para Vila Real de Stº. António, terra natal do autor.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

POLÍTICA E TERRITÓRIO

I-Introdução

O território tem de ser lido como um bem geracional, um bem colectivo.

O território é o lugar onde o nosso passado se construiu, onde o nosso presente acontece.

Há que ter cuidado pois é do futuro que estamos a falar.
Por imposição das normas europeias foi, na década de 90, essencial a elaboração dos P.D.M.`s. Esta 1ª geração de P.D.M.`s é alvo fácil de críticas: feitos à pressa (da sua execução e aprovação dependiam muitos financiamentos europeus), sem conteúdo estratégico, estanques, castradores do "devir". Fez-se o que se pôde.
Fácil é criticar. Mas agora os tempos são outros.
II- Identificação
Ninguém terá dúvidas que o concelho de Loulé é um dos mais ricos em diversidade. Um território que se estende do litoral até ao Alentejo.
À conhecida afirmação "litoral, barrocal e serra" não houve qualquer correspondência em termos de identificação estratégica do nosso território.
A este propósito vem a calhar recordar outra vez o famigerado R.M.U.E.: para quem leia este documento com atenção, fácil ser-lhe-á verificar que no mesmo não se vê vertida qualquer leitura estratégica sobre a riquíssima diversidade do nosso território.
Estabeleceram-se regras uniformes e redutoras, sem qualquer atenção às especificidades desta riqueza multifacetica.
III- Política
À Política o que é dos políticos. Ao Ordenamento o que é dos especialistas nesta matéria.
Esta afirmação não é para ser lida de um modo simplista. Na verdade assenta num desafio: que os políticos e os técnicos constituam verdadeiras equipas de trabalho, onde cada um saiba correctamente qual o papel que lhe cabe na prossecução de uma "grande ideia" de Território.
Concretizo.
Aos políticos cabe a enorme responsabilidade de identificar e estabelecer as metas estratégicas para o desenvolvimento do território.
Aos técnicos cabe-lhes uma missão de não menor responsabilidade: validar as estratégias, com base num trabalho competente e intelectualmente honesto, a partir do qual se estabeleçam os mecanismos para a ambiciosa política de gestão territorial.
Um diálogo elevado entre políticos e técnicos conseguirá, sem dúvida, levar a cabo essa tarefa, em prol das populações.
IV- Território
Jamais podemos esquecer que o Território, bem perecível, constitui uma das mais superiores mais-valias do nosso bem-estar.
O Território não pode, de uma vez por todas, continuar a ser alvo de "predadores".
Sendo o "sítio" onde vivemos, a sua Gestão é o resultado daquilo que no passado o transformou, constituindo o entorno onde hoje vivemos.
E aqui coloca-se um dos mais complexos desafios aos gestores da "causa pública": - saberemos ser suficientemente imaginativos, audazes e estrategas para estabelecer uma Grande Política de Território que, melhorando o nosso presente, seja um garante de qualidade de vida para as gerações vindouras?
Porque temos todas as condições para o fazer:
- pensamento e vontade;
- estratégia política e capacidade técnica;
- visão para a modernização do serviço público.
E no que refere ao funcionamento da "máquina administrativa" cabe aqui uma reflexão:
"Da ausência de liderança política decorre a degradação do serviço público".
V- Síntese do pensamento
A gestão do território só pode ser conduzida no sentido de:
- garantir a sustentabilidade de um bem perecível que a todos pertence, nunca esquecendo que aquilo que hoje decidimos condicionará o bem estar das gerações futuras;
- melhorar efectivamente a qualidade de vida das pessoas;
- incluir uma visão estratégica de futuro.
Num outro sentido, não menos válido, a gestão do território não pode:
- ficar condicionada a meras oportunidades circunstanciais;
- ficar apenas sujeita a vectores de natureza economicista.
Dito isto, há que estabelecer um novo "olhar sobre o território" e, com base em políticas inovadoras de gestão do mesmo, saber estabelecer novas regras e modos de funcionamento, operativas, holísticas e verdadeiramente vocacionadas para o serviço público.
Cabe aqui lembrar os grandes princípios da revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Porque quando falamos de Território falamos de oportunidades (liberdade), de distribuição equitativa de riqueza (igualdade), falamos de pessoas e de futuro (fraternidade).

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

SOPA DE LETRAS

Todos os anos, pelas vindimas, o F.M.I. vem anunciar, à boca de cena e de turbante de vidente, as suas previsões para o Mundo. Mas não se fica pelo simples perfil de bruxo, aspira a ter brilho de estrela para guiar os caminhantes na noite. Precisa que acreditem na sua luz.

Desde o Verão de 2007 que o Sol se finou e uma luz dá-nos mesmo jeito.

Entre os mortais fazem-se todo o tipo de apostas sobre: se a Primavera está a chegar, se o degelo já está a fazer subir o rio, se os salpicos de flores vão aumentar, etc. Na moda estão mesmo as apostas sobre o alfabeto. Aposta-se sobre a letra que nos vai cair em cima.

Será o V? O V diz-nos que depois de cairmos no abismo vamos regressar rapidamente ao nível de partida. É a aposta dos optimistas.

Será o L? O L diz-nos que vamos continuar a andar pelos infernos, nada vai melhorar. Esta é a aposta dos pessimistas.

Será o W? O W diz-nos que a actual Primavera só serve para revirar o ciclo das estações do ano porque o Inverno vai voltar e só depois se poderá respirar. Esta é a aposta dos pormenorizados.
Que letra virá então?
O F.M.I. veio anunciar que vamos ter a letra tipo L de biqueira levantada. Uma letra politicamente correcta, nem boa nem demasiado má. Vamos ter um crescimentozinho. Pouco mas vamos crescer.

Estão abertas as apostas.
Luis Rosa

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

RE-POSTAR

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores."

Platão


Voltamos a postar esta frase, sempre actual.

UNIDADES PRIVADAS DE SAÚDE

D.L. 279/2009 - Estabelece os termos de abertura, modificação e funcionamento das unidades privadas de saúde, nomeadamente:
- consultórios médicos e dentários

- centros de enfermagem

- unidades de medicina física e reabilitação

- laboratórios de anatomia patológica e patologia clínica.